Outlook
Os mercados seguem a negociar em baixa com a retórica de Trump. Portugal é a exceção.
O presidente Donald Trump volta à carga, como quem diz, volta às acusações para com os seus parceiros comerciais. Utilizando a sua ferramenta preferida de comunicação, o Twitter, Trump diz que não aceita ameaças do Irão e que esta pode vir a ser a pior guerra. Manifesta descontentamento quanto à possível manipulação desleal do valor das moedas na União Europeia e na China. O dólar tem ganha bastante força face a estas moedas, euro e yuan, tornando as exportações mais competitivas destes países. E não é só com o exterior que Trump mostra o seu desagrado, internamente Trump já veio mostrar que está contra as políticas da FED e que estas têm levado à valorização do dólar. Este ano o eurusd desvalorizou dos 1.24 aos 1.15, estando agora em consolidação do preço na zona dos 1.16. Estas declarações podem mostrar interesse a que o par cambial volte a corrigir em alta.
Estamos em plena época de resultados e hoje é a vez da Google mostrar as suas contas, se os resultados excederem as previsões dos analistas, o mercado poderá esquecer as quezílias comerciais e focar-se nas empresas. As FAANG, das quais faz parte a Google, têm sido as empresas prediletas dos investidores, levando o Nasdaq100 a conquistar máximos históricos consecutivamente e são elas o 'peso pesado' das carteiras da maioria dos investidores, o que quer dizer que os seus resultados, sejam eles positivos ou negativos, terão grande impacto nas bolsas.
A bolsa portuguesa negoceia em contra-ciclo, com a NOS a surpreender os investidores pela positiva e a puxar pelo Psi20. A questão que se coloca é se os bons dados empresariais serão suficiente para manter os investidores a olharem só para o mercado interno esquecendo o exterior.
Sessão Asiática
Como habitual, assistimos a um início de semana algo calmo nos mercados financeiros, principalmente no que diz respeito à divulgação de dados económicos relevantes para os investidores. Contudo, os rumores sobre possíveis ajustes às políticas monetárias por parte do banco central do japão perante uma taxa de inflação algo abaixo do target de 2% definido para 2018, que fez o yen (JPY) ganhar bastantes pips face às diversas divisas e a ser o rei da sessão de hoje.
Os investidores basearam-se então nos rumores sobre uma possível alteração das políticas monetárias por parte do banco central japonês, rumores esses que indiciam a compra de um número ilimitado de obrigações de taxa fixa, tal como aconteceu no continente europeu, para que possa ter um ritmo mais sustentável no longo prazo para combater a baixa taxa de inflação.
A sessão asiática fechou novamente com um desempenho misto, com o Nikkei a desvalorizar 1,38% depois de todos estes rumores sobre a compra de dívida pública e um grande desempenho do yen (JPY) durante a sessão. Pela positiva continua o Shanghai Composite que valorizou 1,07% e fez com que o índice chinês alcançasse valores máximos do mês de julho.
Ações
Fiat Chrysler (FCA. IT) - o diretor executivo desta fabricante automóvel foi substituído, depois de ter problemas de saúde. Em termos financeiros, a Fiat Chrysler nunca esteve em tão boa forma, registando lucros superiores aos da Ford e já na mesma escala que a General Motors. O novo diretor apontado, Mike Manley, já tem experiência no setor e pode ser uma mais valia para a continuação de consolidação deste conglomerado.
Análise Técnica
SUI20 em focoTemos acompanhado o Price Action do índice SUI20 com grande atenção e agora temos ainda mais razões para estar focados, o ativo prepara-se para ativar um duplo fundo cujos mínimos coincidiam com o nível 61.8 que por sua vez representa o teste do suporte de médio prazo. A quebra da resistência abre caminho para o teste dos máximos e a amplitude do duplo fundo aponta mesmo para novos máximos. A estratégia mais eficiente nesta zona é um buy stop com stop loss abaixo do nível da atual resistência e apontar para a zona de amplitude do duplo fundo.


Departamento de Research XTB
Rollovers
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