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10:14 · 4 de fevereiro de 2019

XTB - Market Update 4 de Fevereiro de 2019


Abertura dos Mercados

Por Carla Maia, Senior Broker

 

As bolsas abrem mistas, sem uma tendência definida ao longo do globo.

Nas primeiras sextas-feiras de cada mês, os EUA apresentam os dados mensais sobre o mercado laboral. Apresentaram assim dia 1 de Fevereiro, uma evolução positiva e bastante acima do esperado no número de empregados, 304 000 postos de trabalho, o maior valor desde Fevereiro de 2018. 
taxa de desemprego também aumentou para os 4%, como era esperado face ao shotdown. Mas o crescimento desta taxa não deve ser interpretada como negativa. A taxa de desemprego considera os indivíduos que estão ativamente à procura de trabalho, ou seja, se não tiver emprego mas não procurar trabalho não é considerado nas estatísticas. O aumento desta taxa mostra que o mercado laboral está dinâmico e que há assim mais pessoas a quererem entrar no mundo do trabalho. 

indicador ISM também saiu acima do esperado, mostrando assim que os EUA não estão a abrandar o seu crescimento.

Esta semana a época de resultados vai abrandar, no sentido de que grande parte das empresas de maior capitalização bolsista já apresentaram resultados.
Continua-se a aguardar desenvolvimentos no seio da guerra comercial EUA-China.
Na Europa, os factores de risco são o Brexit e a apresentação de resultados do setor bancário.

Navigator é das empresas que mais desvaloriza em Portugal, seguida pela Pharol, por osmose.
A justificar esta desvalorização, está a paralização da fábrica em Setúbal, criando pressão sobre a oferta de papel. A revisão em baixa da cotação da empresa, por parte do Banco Big, alerta os investidores para o possível abrandamento do setor.

 

Monday Outlook

Por Pedro Amorim, Senior Broker

 

Parece que chegou o final de um mais um ciclo

 

Os sinais são claros: a economia ocidental ameaça entrar em recessão nos próximos meses. O PMI da europa tem vindo a descer desde os seus máximos e já começa a registar valores perto da neutralidade (50). Itália foi o primeiro país a registar uma taxa de crescimento negativa.

O Manufacturing Purchasing Managers Index (PMI) mede o nível de atividade do setor industrial. Uma leitura acima de 50 indica expansão no setor; abaixo de 50 indica contração. Os analistas observam este dado de perto porque nos dá uma previsão do que pode acontecer à economia em períodos seguintes, o que pode ser um indicador importante do desempenho económico geral. Apesar da economia já ser à base de serviços, é o PMI industrial o mais importante porque é um setor mais cíclico, ou seja, em final de ciclo é o primeiro a dar sinais de alerta. Em baixo podemos ver a evolução dos últimos meses deste indicador.

 

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Nos EUA, apesar das ações terem registado 5 semanas seguidas a acumular ganhos, os investidores estão receosos de uma reverão em baixa nos próximos dias. 

Apesar dos dados do PMI industrial nos EUA estarem em valores aceitáveis, já se começa a ver alguma tendência de queda deste dado. Podemos ver em baixo a evolução do PMI industrial dos EUA:

 

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A nível técnico, em dezembro do ano passado o SP500 chegou a registar valores abaixo da média móvel de 200 períodos semanais, uma média móvel que serve como suporte quando os mercados estão numa tendência ascendente.

 

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Para se confirmar o "rally" terá que quebrar a média móvel de 50 períodos semanais em alta, um cenário pouco provável quando temos o rácio put/call em alta. 

O rácio put/call é um indicador que mostra o volume de vendas relativo ao volume de compras. As opções put são usadas para se proteger contra a fraqueza do mercado ou apostar num declínio dos preços. As opções call são usadas para proteger a força do mercado ou apostar num aumento dos preços. O rácio put / call está acima de 1 quando o volume de puts excede o volume de calls e abaixo de 1 quando o volume das call excede o volume das puts. Normalmente, esse indicador é usado para avaliar o sentimento do mercado. 

O sentimento é considerado excessivamente baixista quando o racio put/call está a ser negociado em níveis relativamente altos e excessivamente alta quando em níveis relativamente baixos. Em baixo podemos ver que neste momento já atinge valores próximos dos máximos de 2015:

 

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Com estes dados em cima da mesa, com a Europa a amear a entrar em recessão, os EUA perto de acontecer devido à guerra comercial e dos seus indicadores económicos terem atingido os seus máximos históricos.

Os ciclos económicos são naturais, tudo depende da "máquina" permitir se vai ser mais curto ou mais longo. É preciso analisar o sentimento dos investidores para prever as próximas tendências do mercado. 

Neste momento a indeia será fazer posições curtas no US500, com um target inicial nos 2345 pontos, 13% abaixo do valor atual, com um Stop loss acima da média móvel semanal de 50 periodos (2740 pontos).

 

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Com este sentimento de mercado, podemos apontar valores target para o final deste decliclio o intervalo entre os 1800 e os 2000 pontos.

 

Ações

Por José Correia, Senior Broker

 

Bristol Myers (BMY.US) / Celgene (CELG.US) - o setor farmacêutico está a apresentar oportunidades de investimento, depois de ser conhecido um acordo entre estas duas gigantes do setor. A fusão entre ambas está a ser delineada por alguns dos principais bancos em Wall Street - avaliando-se em 90 mil milhões de dólares, e possibilitando um ganho de mil milhões de dólares aos bancos envolvidos: Morgan Stanley, JP Morgan e o Citigroup em comissões operacionais. A operação está a ter algum impacto em bolsa, estando a Celgene a cotar numa zona de suporte e apresentando potencial de subida para a sessão de hoje. Já a Bristol Myers está a cotar numa resistência, mas ainda assim providenciando bons pontos de entrada compradores nos 49 dólares.

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