Despertar dos mercados
Por Carla Maia Santos, Senior Broker
Na Europa os mercados acionistas negoceiam em baixa, enquanto que do outro lado do Atlântico, os EUA negoceiam em alta, na pré-abertura.
A justificar estes movimentos opostos está o plano de aumentar os impostos, por parte dos EUA à importação de bens chineses, em mais 25 porcento, no valor de 16 mil milhões de dólares. Na criação de entraves ao livre comércio, a Europa é o mercado que reage logo em baixa porque tem uma grande componente de exportações na sua Balança Comercial. Nestes últimos avanços da guerra comercial, o mercado norte-americano pode reagir inicialmente negativamente a estas notícias mas na própria sessão volta a esquecer toda esta turbulência. Os EUA têm um mercado interno muito forte e estão pouco expostos ao exterior. Nesta guerra a China tem muito mais a perder, a nível de exportações, do que os EUA.
O CEO da Tesla, Elon Musk, diz que pode privatizar a empresa, num tweet, se esta chegar aos 420 USD. A empresa disparou 13 porcento, tendo mesmo as ações sido suspensas de negociação para averiguação dos tweets.
O petróleo negoceia em alta com as sanções dos EUA ao Irão. O receio de limitação da oferta nos mercados, leva o preço do ouro negro a disparar.
Atenção que hoje são divulgados os stocks de petróleo nos EUA e podem trazer volatilidade ao setor energético.
Os EUA restringem também o acesso do Irão ao dólar, impedindo que estes negoceiem ativos denominados em dólares, como o ouro, metais preciosos e industriais. Mas o impacto no preço destes ativos será limitado, uma vez que as sanções recaiem só sobre um país. França, Alemanha, Reino Unido, China e Rússia mantém o acordo com o Irão.
Portugal negoceia na linha de água. A Altri e a Navigator continuam a ser as estrelas do PSI20 e lideram os ganhos do dia, com a Altri a testar o canal de negociação descendente, a nível técnico, num movimento de consolidação. A quebra em alta aciona ponto de compra.
A Galp testa os máximos do dia de ontem, e se os stocks hoje divulgados do petróleo sairem abaixo do esperado, podemos voltar a ver um novo máximo na Galp, este ano.
Ações
Por José Correia, Senior Broker
Tesla (TSLA.US) - um fundo de investimento saudita, representado pelo príncipe Mohammad Bin Salman, construíu uma participação de 2 mil milhões de dólares na estrutura de capital da Tesla, evidenciando os esforços dos proeminentes herdeiros sauditas para manter a sua fortuna, numa altura em que os combustíveis fósseis vão sendo cada vez mais ultrapassados pela tecnologia elétrica.
Rosneft (ROSN.UK) - a petrolífera russa viu o seus lucros disparar devido ao aumento de preços do crude, num movimento de consolidação que permitiu valorizações até novos máximos históricos, e poderá continuar possibilitando mais valias aos investidores bullish no ouro negro. A Rosneft é detida pela federação russa e representa mais de 40% da capacidade produtiva da Rússia para a extração de petróleo. Igor Sechin, o diretor executivo do grupo, afirma que os resultados foram bons devido aos esforços da gestão de topo para melhorar a eficiência de custos e agilização de processos. Tanto por uma razão como outra, os acionistas da Rosneft estão a registar uma apreciação do seu investimento, possibilitando a novos investidores tirar partido deste evento.
Análise Técnica
Matérias-Primas
Por Pedro Amorim, Senior Broker
NATGAS D1 - Calor na Europa e EUA faz o gás natural flutuar
Os mercados de gás natural voltaram a subir na passada sessão de terça-feira, com os compradores a avançar para o topo da área de consolidação de longo prazo, que começa nos $ 2,60 na parte inferior e termina perto do nível de US $ 3,00 acima.
Os mercados de gás natural têm sido mais voláteis nos últimos tempos. Este parece ser o padrão, enquanto continuamos a saltar entre o nível dos $ 2,60 abaixo e no nível de $ 3,00 acima. Porém, existe a “zona” de resistência acima, que se estende ao nível perto dos $ 3,10. É por causa disso que vamos conseguir identificar um sinal de venda eventualmente, mas é necessário aguardar alguma confirmação antes de entrar curto.
Os recuos de curto prazo continuarão a encontrar compradores em níveis mais baixos, por exemplo valores próximos dos $ 2,87, sendo o nível de suporte inicial e estendendo-se até o nível dos US $ 2,83.
Recentemente vimos uma procura maior de gás natural na América com as altas temperaturas, e é claro que a Europa tem sido sufocante, aumentando a procura por energia para refrescar a população. No entanto, esses são fatores de curto prazo e, portanto, é apenas uma questão de tempo até voltarmos à normalidade.
Em termos técnicos estamos a testar um antigo suporte, quebrado na última queda, na qual se forem registadas velas acima desta linha poderemos encontrar mais força compradora.
Caso contrário, se for testada, podemos ver a correção do movimento ocorrido nas ultimas 2 semanas.
A ideia seriam duas ordens pendentes, uma se atingisse o nível 2.889: posição longa com target nos 3 e SL nos 2.864; Outra se atingisse os 2.859: Posição curta com target nos 2.7 e SL nos 2.9.
Outros
Por Eduardo Silva, Head of Sales
Emissões em sobrecompra
A procura por contratos de futuros de emissões estão a acompanhar o forte ciclo económico mundial e registam mais um ano de subida vertiginosa deixando o activo em sobrcompra quando vemos os padrões ichimoco do EMISS. No entanto surgem alguns sinais de que este rally terá os dias contados (possível correção). Divergências entre o preço e os indicadores em praticamente todos os time-frames, máximos relativos mais altos a um ritmo menos impulsivo e momentum perdido mostram que nesta zona podemos estar perante a eminência de uma grande correção. A vela mensal a fechar nesta zona seria um sinal de venda e se fechar abaixo destes níveis teria quebrado os suportes em diário aumentando a probabilidade da queda. sell stop em d1 perante qualquer quebra do suporte parece o trade com melhor potencial de risco/recompensa nesta fase. Trades de maior grau terão de esperar pelo fecho da vela mensal. Cada vez mais um pilar das decisões governamentais devido a preocupações com o ambiente as emissões vão ganhando espaço nos portefólio dos investidores especulativos. A China com a introdução das CHINA ETS para alinhar a economia com o acordo climatérico de Paris é um exemplo de que o custo de poluir será cada vez mais decisivo para os investimentos a nível governamental.



Departamento de Research XTB
Rollovers
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