Despertar dos mercados
Por Carla Maia Santos, Senior Broker
Os mercados seguem a negociar no vermelho, com a guerra comercial e os resultados das empresas a ficarem abaixo das expetativas.
Na guerra comercial, por um lado, temos a China que já avançou com retaliações, com o aumento de impostos a mais 25 porcento de bens provenientes de importações aos EUA, impostos sobre o setor energético e automóvel.
Por outro lado, os EUA dizem querer avançar com sanções à Rússia por estes terem envenenado um espião Russo e a sua filha.
As moedas, dos países visados por sanções pelos EUA, reagem automáticamente em baixa. Veja-se o caso do yuan e do rublo que testa mínimos de 2016 face ao dólar.
A libra também segue a desvalorizar face ao dólar com receios de um não acordo no Brexit.
O petróleo perde momentum com os stocks de petróleo, nos EUA, a não caírem tanto como o esperado. O alargar de sanções a outros países, por parte dos EUA também aumenta os receios dum abrandamento económico global.
A acompanhar a queda do preço do petróleo, está a Galp que depois de fazer novo máximo anual, encontra espaço para correções.
A Mota-Engil também segue em queda, uma vez que é uma empresa muito exposta ao mercado externo e a guerra comercial acaba por afetar todas as empresas com uma forte componente externa, mesmo que as sanções não se apliquem aos países onde têm relações.
Sessão asiática
Por David Silva, Senior Broker
Hoje assistimos a uma sessão asiática algo agitada, com diversos eventos a ocorrerem durante a madrugada, com os investidores a negociarem sempre com as atenções viradas para o escalar das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. Principais destaques da sessão de hoje:
√ RBNZ manteve a taxa de juro nos 1.75%;
√ China: IPC acelera, enquanto IPP desacelera face ao mês anterior;
√ Grande queda nas compras de maquinaria no japão face a junho;
Depois das declarações “dovish” na última reunião do RBNZ, não era esperada nenhuma alteração da taxa de juro para a reunião de hoje, contudo existia a expetativa que o NZD pudesse beneficiar da reunião, uma vez que sofreu uma grande pressão vendedora desde o último encontro. O discurso do banco central da Nova Zelândia manteve-se igual, com este a referir que não se justificaria um aumento de taxa de juro pelo menos até 2020, uma vez que conseguiriam manter a economia competitiva e assistir a um crescimento do PIB durante os próximos dois anos.
Também no centro das atenções continua a China, depois de no dia de ontem ter falhado as expetativas e apresentado uma grande queda do superavit comercial, hoje foi a vez de saírem dados positivos quanto à inflação, com o IPC e o IPP a saírem acima do que era esperado apesar de haver uma desaceleração do índice de preços no produtor. O Shanghai Composite fechou a sessão com os maiores ganhos de hoje, a recuperar assim dos mínimos dos últimos dois anos atingidos na segunda feira. Pelo contrário continua o Nikkei 225, a ser prejudicado pelos dados negativos do dia de hoje.
Ações
Por José Correia, Senior Broker
Tesla (TSLA.US) - o conselho de administração da Tesla indicou que o plano de privatização da empresa está ainda numa fase embrionária, e que terá de ser convenientemente avaliada para perceber se será implementada. O diretor executivo e fundador da empresa, Elon Musk, avançou que o capital para tal evento acontecer já está assegurado mas está pendente de votação acionista. Mais um sinal de que esta empresa está no bom caminho para alcançar resultados excelentes num futuro próximo, possibilitando novos pontos de entrada compradores no ativo, e tendo em conta que uma privatização terá de ser aceite por maioria acionista, suscita maior interesse de mercado neste ativo e que poderão consolidar a tendência de subida.
Análise Técnica
Índice
Por Pedro Amorim, Senior Broker
RUSS50 D1 - EUA impôs novas sanções russas
Os EUA e Reino Unido acusam a Rússia de envenenar um ex-espião russo enquanto ele estava na cidade do Reino Unido. O governo dos EUA disse que vai impor novas sanções à Rússia depois de determinar que usou um agente no ataque contra um ex-espião russo em Salisbury.
O Departamento de Estado disse que as sanções serão impostas a Moscovo porque usou uma arma química em violação do direito internacional no ataque ao ex-espião russo e à sua filha Yulia, de 33 anos. Os dois foram envenenados por um militar no Reino Unido, em março.
As sanções que terão efeito neste mês limitarão as exportações para a Rússia de bens e tecnologia dos EUA considerados sensíveis por razões de segurança nacional, segundo um funcionário do Departamento de Estado que informou os repórteres sob condição de anonimato. O funcionário disse que a ação pode bloquear centenas de milhões de dólares em exportações. Isenções serão permitidas para atividades de voo espacial e assistência estrangeira dos EUA.
Para o Índice russo tem grande impacto, negativo, obviamente.
O clima de desconfiança e as recentes quedas do petróleo nos últimos dias provocam um sentimento bastante vendedor e já vimos o índice russo a cair a pique. O ruble tem vindo a desvalorizar, o que ajuda esta tendência descendente.
Em termos técnicos poderemos ter com conta o mínimo relativo atingido em junho do ano passado como target (937).
Após esta queda recente podemos ver alguma correção técnica, na qual a ideia seriam posições curtas com um take profit nos 937 e SL nos 1151.5.
Departamento de Research XTB
Rollovers
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