Outlook
Na entrada do segundo semestre do ano, os mercados negoceiam no vermelho.
A preocupação dos investidores continua focada na política comercial norte-americana "America first".
A União Europeia estuda a possibilidade de impor restrições de 300M USD à importação de bens americanos se estes continuarem a colocar em causa o comércio automóvel transatlântico. E neste 'bate bola' o setor automóvel europeu é o que mais perde com receios de quebra da procura se os impostos norte-americanos sobre importação de carros vingar.
A 6 de Julho entram em vigor uma panóplia de impostos sobre bens chineses. O mercado aguarda ansioso por saber se o governo de Trump vai dar um passo atrás. Neste impasse, o yuan continua a deslizar face ao dólar. Esta guerra comercial coloca em causa o comércio mundial e a possibilidade de um abrandamento do crescimento das empresas, com a quebra de procura internacional.
Portugal não é exceção e continua a negociar em baixa, com o BCP a absorver o sentimento negativo vivido na União Europeia e nem mesmo os testes de stress efetuados ao setor bancário norte-americano com resultados positivos, do qual só não "sobreviveu" o alemão Deutsche Bank, estão a conseguir suportar o setor no Velho Continente.
Os CTT seguem a cair e nem mesmo as boas notícias de que irá ficar com a distribuição das encomendas da Amazon em Portugal estão a conseguir que o título tenha uma valorização consistente.
Sessão Asiática
O início do segundo semestre a ficar marcado pela agitação dos mercados, com os investidores a demonstrarem uma aversão ao risco global, uma vez que a agitação política na Alemanha, os fracos dados chineses (depois de toda a agitação das últimas semanas) e a incerteza quanto à aplicação de tarifas por parte dos estados unidos à china que estão previstas entrar em vigor esta sexta-feira, contribuíram negativamente para a confiança dos mesmos.
A bolsa asiática abriu então mista, apenas com o índice de Hong Kong a negociar em terreno positivo no dia de hoje, com as restantes bolsas a fecharem a sessão no vermelho, com especial destaque para a China e para o Japão, que desvalorizou 2,29% e apresentou dados do PMI mistos.
O índice de Shanghai voltou a desvalorizar 2,52% durante o dia de hoje, depois de ter recuperado das sucessivas quedas na sexta-feira anterior, a negociar atualmente em mínimos desde 2016, a ser empurrado para baixo novamente pelos fracos dados publicados durante a madrugada de hoje, com o PMI a sair abaixo do mês anterior e inferior ao que era esperado, valores que poderão ser explicados pela menor confiança por parte das empresas.
Ações
Nestlé (NESN.CH) - o grupo suíço dirigido por Mark Scnheider está em fase de renovação, tendo realizado investimentos em grandes marcas para manter a sua quota de mercado. O diretor executivo tem sentido algumas dificuldades em manter um crescimento de vendas, numa altura em que o estilo de vida saudável tem vindo a pesar cada vez mais nas decisões dos consumidores. Os próximos anos serão decisivos para a Nestlé encontrar novas alternativas que satisfaçam as necessidades de mercado, e poder aumentar as receitas de forma consistente. A sua cotação rejeitou uma zona de suporte de médio-prazo em finais de Junho, e apresenta potencial para continuação deste movimento até aos 77.50 francos.
Departamento de Research XTB
Rollovers
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