Destaques da manhã, por André Pires - 25/06/2020

04:48 25 de junho de 2020

O coronavírus é, novamente, o principal tema dos mercados, uma vez que o recente aumento de casos nos EUA leva os investidores a perguntarem-se se as restrições estarão para regressar.

A sessão asiática fechou em queda e contagiou o sentimento inicial da sessão europeia e os futuros de Wall Street. Isto pois a taxa de novos casos de Covid-19 está, cada vez mais claramente, a subir, tendo ontem sido o segundo pior dia da Pandemia, como se observa no gráfico final.

O Dax inicia a sessão com um gap negativo de mais de 1% em relação ao fecho de quarta-feira, quando ontem e anteontem testava a resistência da retração dos 78,6% de Fibo da liquidação de pânico. 

Os Estados Unidos continuam a ver um forte aumento nos novos casos de coronavírus e hospitalizações. Houston pode exceder a capacidade da Unidade de Cuidados Intensivos esta semana. O governador de Nevada ordenou que os cidadãos usassem máscaras e alguns estados começaram a restabelecer as restrições.

As tensões sino-americanas também não acrescentam boas notícias. O Pentágono preparou uma lista de 20 empresas com vínculos com as forças militares chinesas. Para além disso, Peter Navarro diz que o presidente Trump poderá impor tarifas à China caso o país não compre lagostas americanas suficientes (parte do acordo comercial PahesOne).

As telecomunicações de Singapura escolheram a Nokia e a Ericsson para construir uma rede 5G no país. Um golpe para a Huawei chinesa.

A Qantas Airways, transportadora australiana, anunciou que terá de cortar 6.000 empregos e aterrar 100 aviões pelos próximos 12 meses, dada a fraca procura. 

A balança comercial da Nova Zelândia de maio foi de NZ $ 1253 milhões (exp. NZ $ 1290 milhões). O NZD é das divisas que mais apreciam esta manhã. Já moedas tipicamente de refúgio, CHF e JPY, perdem terreno, apesar do sentimento de risco. 

O calendário de hoje tem alguns dados interessantes, mas o contexto atual poderá dar-lhes pouca importância nos mercados. Às 13:30 teremos o PIB dos EUA para o 1º triméstre. Note-e que esta é a última revisão, pelo que não deverá apresentar nenhuma surpresa. À mesma hora, são publicados os novos pedidos de subsídio de desemprego.

O aumento de novos casos de coronavírus levou alguns estados dos EUA a começar a restabelecer os bloqueios. Fonte: worldeters, XTB

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