- A NOS registou receitas de 1.399,1 milhões de euros até setembro de 2026.
- O resultado líquido subiu 21,7% para atingir 216,4 milhões de euros.
- A cobertura 5G da operadora já alcança 99,6% da população portuguesa.
- A cotação oscila entre 4,75 EUR e 5,60 EUR numa fase de consolidação técnica.
- A NOS registou receitas de 1.399,1 milhões de euros até setembro de 2026.
- O resultado líquido subiu 21,7% para atingir 216,4 milhões de euros.
- A cobertura 5G da operadora já alcança 99,6% da população portuguesa.
- A cotação oscila entre 4,75 EUR e 5,60 EUR numa fase de consolidação técnica.
NOS reforça rentabilidade num mercado de telecomunicações exigente
Os resultados dos primeiros nove meses de 2026 mostram uma NOS resiliente, capaz de aumentar a rentabilidade num contexto de forte concorrência no mercado das telecomunicações. O crescimento das áreas de Tecnologias de Informação e Cinema & Audiovisuais compensou a evolução mais moderada do negócio tradicional.
Lucros crescem acima das receitas
Até setembro, as receitas consolidadas aumentaram 2,3%, para 1.399,1 milhões de euros, enquanto o EBITDA cresceu 1,9%, para 634,9 milhões. O resultado líquido aumentou 21,7%, atingindo 216,4 milhões de euros.
No negócio de telecomunicações, as receitas mantiveram-se praticamente estáveis, com o crescimento de 3,3% no segmento empresarial a compensar a evolução menos favorável do segmento de Consumo e das receitas de Wholesale.
Diversificação sustenta o crescimento
Um dos aspetos mais positivos surgiu nas áreas de Tecnologias de Informação, cujas receitas cresceram 21,6%, e Cinema & Audiovisuais, com uma subida de 14,8%. Estes desempenhos reforçam a importância da diversificação para compensar o crescimento mais limitado das telecomunicações tradicionais.
A evolução da base de clientes também foi favorável. A NOS ultrapassou os 11 milhões de serviços, adicionando 209,4 mil face ao período homólogo, beneficiando da procura por serviços móveis e de conectividade.
Investimento reforça a posição competitiva
A empresa investiu 254 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, continuando a apostar na modernização das redes. A cobertura 5G já alcança 99,6% da população portuguesa.
Para os próximos meses, o crescimento deverá continuar dependente da evolução do segmento empresarial e das áreas de TI e Cinema. Por outro lado, a concorrência e a pressão sobre os preços poderão limitar uma aceleração mais expressiva das receitas.
Em síntese, a NOS apresenta resultados positivos, com crescimento expressivo dos lucros e uma evolução favorável dos negócios complementares. A diversificação e a eficiência operacional reforçam a sua capacidade de enfrentar um mercado exigente, embora a evolução das margens continue a merecer atenção.
Análise técnica

Fonte: XTB (03/11/2026)
Em termos técnicos, a NOS encontra-se numa fase de consolidação, após a forte valorização registada no início de 2026. Desde março, a cotação tem oscilado essencialmente entre os 4,75 e os 5,60 euros, sem conseguir definir uma nova tendência de curto prazo.
Atualmente, negoceia em torno dos 5,20 euros, numa zona intermédia deste intervalo. Uma quebra em alta dos 5,60 euros poderá abrir espaço a uma nova fase de valorização, enquanto a perda do suporte dos 4,75 euros constituiria um sinal de fraqueza.
Para já, o comportamento da cotação sugere uma fase de espera, sem sinais técnicos suficientemente fortes para antecipar um movimento direcional.
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