Um estudo da XTB revela que, para a maioria dos portugueses, a escolha de um parceiro é sobretudo influenciada pela afinidade de interesses e pela atração física, ficando a gestão financeira em segundo plano. Apesar da sua importância, falar de dinheiro continua a ser um tema sensível, especialmente nas relações mais recentes, com uma parte dos inquiridos a optar por evitá-lo totalmente. No contexto do Dia dos Namorados, as preferências refletem uma valorização das experiências partilhadas em detrimento de bens materiais ou investimentos, reforçando a ideia de que o vínculo emocional continua a sobrepor-se às considerações financeiras nas relações amorosas.
A poucos dias do Dia dos Namorados, o novo inquérito desenvolvido pelo TGM Research Institute para a XTB, aplicação de investimento, traça o perfil financeiro dos casais portugueses, revelando um contraste significativo entre os critérios de seleção de um parceiro e a gestão de crises na relação. Os dados indicam que, embora o dinheiro seja um tema tabu no início da relação, existe uma elevada solidariedade perante situações de endividamento.
Os dados recolhidos junto de 1001 inquiridos demonstram que a gestão financeira não é um fator decisivo na atração inicial. Apenas 15% dos portugueses valorizam hábitos de poupança e investimento na escolha de um parceiro, mostrando que o dinheiro não tem um papel determinante na atração romântica.
Em contrapartida, fatores como a semelhança de estilo de vida e interesses (59%) e a aparência física (28%) são consideravelmente mais valorizados. A atração física é, na verdade, particularmente acentuada entre os homens (40%) do que entre as mulheres (17%).
Mas mais do que um tema secundário, o estudo revelou que a gestão financeira é mesmo um tema a evitar para os portugueses. A maioria (53%) considera que este assunto não deve ser abordado nos primeiros meses de namoro e 10% afirma mesmo que as finanças são um tema privado que nunca deve ser discutido. Esta realidade demonstra que o dinheiro é, ainda, um tema tabu nos casais portugueses que, em algumas situações, preferem evitar a discussão.
No entanto, este distanciamento inicial contrasta com uma forte predisposição para o apoio em momentos críticos. Quando questionados sobre se terminariam a relação ao descobrir que o parceiro tem dívidas significativas por má gestão financeira, a maioria dos portugueses afirma que tentaria ajudar o parceiro a resolver a situação e apenas uma parte minoritária consideram que esta descoberta ditaria o fim da relação.
Estes indicadores sugerem que, embora o planeamento financeiro a dois não seja uma prioridade no início da relação, existe uma forte resiliência e solidariedade financeira quando a relação já está mais solidificada.
Em linha com a valorização do estilo de vida, os portugueses preferem oferecer experiências a dois (41%) no Dia dos Namorados, em detrimento de bens materiais (4%) ou a oferta de ativos financeiros (4%).
O estudo indica ainda diferenças notáveis entre géneros. 27% dos inquiridos prefere planear um jantar romântico para assinala o Dia de São Valentim, mas esta opção é significativamente mais popular entre homens (35%) do que entre as mulheres (19%). Por outro lado, há mais mulheres que preferem um dia tranquilo e sem despesas (28%) do que os homens (15%).
Eduardo Silva, Diretor Geral da XTB Portugal, afirma que “estes resultados demonstram que os portugueses têm uma visão muito humana e empática das finanças no contexto amoroso. Valorizam mais a experiência de vida conjunta do que os bens materiais e demonstram uma enorme disponibilidade para apoiar os parceiros em momentos de dificuldade financeira. No entanto, vemos que a maioria dos portugueses ainda tem dificuldades em falar de dinheiro ou prefere não tocar sequer no tema. Na XTB, acreditamos que a literacia financeira também passa por saber ter estas conversas a dois, planeando um futuro mais estável e confortável em conjunto.”
Este estudo foi desenvolvido pelo TGM Research Institute para a XTB. No âmbito desta análise foram contactados 1001 inquiridos, contando com respostas de todas as faixas etárias (acima dos 18 anos) e de todas as zonas do país. O estudo procurou garantir igualdade de representação de género, tendo contactado 480 homens e 521 mulheres.
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