Desde 2021, o número de mulheres investidoras da XTB em Portugal tem vindo a crescer de forma consistente, representando atualmente quase 20% do total de investidores no país. Em média, estas investidoras são mais velhas do que os homens e demonstram uma forte preferência pelo uso do telemóvel para realizar transações financeiras. Ao nível das escolhas de investimento, destacam-se sobretudo as empresas tecnológicas e algumas das maiores cotadas do mercado português.
Para assinalar o Dia da Mulher, a XTB, aplicação global de investimentos, divulga os dados mais recentes sobre o perfil das mulheres que investem em Portugal. A análise revela que a presença das mulheres no mundo dos investimentos no país duplicou nos últimos cinco anos. Se em 2021 as mulheres representavam apenas 9% do total de investidores, no final de 2025 esse valor fixou-se nos 18,8%.
Este aumento tem sido mais expressivo nos últimos anos. Só em 2025, cerca de 24% dos novos investidores que começaram a usar a aplicação de investimentos da XTB em Portugal eram mulheres. Este é o valor mais alto de sempre e reflete a transição da poupança tradicional para o investimento ativo.
Com base nos dados internos da XTB, conclui-se que as mulheres estão a focar-se menos na poupança tradicional e a demonstrar uma maior abertura para investir parte dos seus rendimentos. Esta tendência, que se tem tornado visível nos últimos anos, demonstra que investir é, cada vez mais, percecionado como um risco calculado e uma ferramenta fundamental para proteger o património material das mulheres e garantir a sua independência financeira no futuro.
Quanto à alocação de capital, os dados de 2025 mostram que as portuguesas são investidoras sofisticadas, que procuram diversificação através de um equilíbrio entre o mercado de ações e ETFs. Esta tendência demonstra a procura por segurança e um maior planeamento a longo prazo.
No que toca às ações, o pódio reflete a atenção às tendências globais de Inteligência Artificial, com a tecnológica Nvidia (NVDA.US) a liderar as preferências das investidoras portuguesas. Logo de seguida encontram-se o Millennium BCP (BCP.PT) e a EDP (EDP.PT), duas empresas importantes e com peso significativo no PSI 20.
Já a procura por ETFs demonstra a preocupação com a diversificação, com preferência por ativos que replicam os principais índices globais e norte-americanos, como o iShares Core S&P 500 (SXR8.DE), o Vanguard S&P 500 (VUAA.DE) e o iShares Core MSCI World (EUNL.DE).
A procura mais acentuada por ETFs comprova os dados publicados no relatório da BlackRock “People & Money”, que também aponta para um crescimento do investimento de mulheres nestes ativos. De acordo com esse relatório, a procura por ETFs entre as mulheres investidoras aumentou 60% entre 2022 e 2025, um crescimento muito mais expressivo do que aquele identificado entre os homens (+38%).
Estes dados demonstram que as mulheres vêm estes ativos como instrumentos de acumulação de riqueza consistentes e com um disco mais diluído, uma vez que têm uma exposição muito mais alargada que as ações. Esta tendência tem sido promovida também pelas decisões das instituições financeiras de reduzir os custos de investimento em ETFs, com comissões cada vez mais baixas, reduzindo os custos e tornando o investimento mais acessível a todas as carteiras.
A análise da XTB indica ainda que as investidoras portuguesas têm em média 36 anos, dois anos mais velhas que a média masculina. Estes dados indicam que a entrada no mercado é, muitas vezes, aliada a uma fase de maior estabilização da carreira e de consolidação de rendimentos.
Além disso, as mulheres preferem interagir com os mercados através do telemóvel, com 64% das transações a serem realizadas através de dispositivos móveis, provando que o ato de investir está mais integrado nas rotinas diárias das mulheres portuguesas. Por outro lado, 36% dos movimentos são executados através do computador. Embora este número seja mais baixo, contribui também para provar que a quebra das barreiras tecnológicas está a democratizar o acesso aos mercados financeiros, permitindo que as mulheres invistam de forma inteligente e planeada.
Eduardo Silva, Diretor-geral da XTB em Portugal, afirma: “Os dados de 2025 são um marco histórico para o mercado português, traduzindo uma mudança estrutural na interação das mulheres com os mercados financeiros. Ver a percentagem de novas investidoras a atingir este peso prova que a literacia financeira e as ferramentas de investimentos estão cada vez mais acessíveis e a quebrar as barreiras de entrada tradicionais. Este crescimento mostra que os portugueses estão a assumir um papel cada vez mais ativo e estratégico na gestão do seu dinheiro, para construir um futuro melhor e com mais conforto”.
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