Por Carla Maia Santos, Senior Broker & Team Leader
As bolsas reagem em alta às declarações do presidente da FED, Jerome Powell.
Ontem, o presidente da FED deixou de lado a palavra "paciência" para dizer que está pronto a responder "de forma apropriada" aos riscos económicos , na conferência organizada pela FED de Chicago. Powell apresentou um discurso dovish ao mostrar-se aberto para avançar com medidas anti-convencionais, entre elas o corte das taxas de juro. A justificação para estas medidas que "serão aplicadas de alguma forma no futuro" centram-se mais nas baixas taxas de inflação do que no abrandamento que a economia norte-americana começa a transparecer. Com estas declarações dovish, as bolsas disparam em alta, conjuntamente com os ativos de risco e os ativos de refúgio, que tínhamos visto a dispararem desde a sexta-feira passada, perdem terreno, como o ouro, franco-suíço e iene. Com a possibilidade de cortes das taxas de juro, o dólar perde força e toca em mínimos de sete semanas. O mercado reage normalmente mais efusivamente às perspetivas futuras, do que depois à efetivação da pespectiva.
Esta diminuição das taxas é percecionada como positiva para as bolsas. O dinheiro torna-se mais barato, facilitando o acesso ao crédito, seja pelos particulares, como pelas empresas, dinamizando a economia como um todo. Mas, os factores de risco permanecem. Entre eles, a guerra comercial, o abrandamento geral das economias, o brexit e hoje, a UE irá comentar a situação orçamental de Itália. Este último fator poderá trazer volatilidade às bolsas europeias.
Em Portugal, as empresas que caíram mais nestes últimos dias, são as que poderão encabeçar os ganhos do PSI20.
Das empresas mais voláteis encontramos o BCP, que tem conseguido manter-se estável nos 25 cents., mesmo com as quedas do mês de Maio. Mostra assim que basta entrarmos num sentimento mais positivo de mercado para poder disparar em alta. A Mota-Engil foi das empresas que mais desvalorizou, face ao seu beta elevado e à sua dependência do mercado externo, e será de esperar que hoje seja das empresas que mais reaja em alta. Mas, a ME entra hoje em ex-dividendo e este será um dos fatores que poderá afastar os investidores de curto prazo. Normalmente, as empresas desvalorizam depois de pagarem dividendos.
A Ramada continua a dominar as perdas do PSI20 depois da apresentação decepcionante dos seus resultados trimestrais.
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