A sessão de segunda-feira em Wall Street está a arrancar com uma crescente cautela por parte dos investidores. O mercado está claramente a adotar uma postura de espera, antes da divulgação de dados importantes sobre a inflação (IPC) e do início da época de resultados trimestrais do setor bancário. A pressão vendedora domina as primeiras horas de negociação, embora as quedas permaneçam moderadas. O índice tecnológico norte-americano é o mais penalizado, com os futuros a recuarem cerca de 0,5%.
O petróleo bruto sobe mais de 2%, ultrapassando os 106 dólares por barril, na sequência de ataques com mísseis e drones contra a Arábia Saudita e navios-tanque na região do estreito de Ormuz. As notícias divulgadas durante o fim de semana sobre um acordo entre a Rússia e os EUA não parecem estar a exercer pressão em baixa sobre os preços das matérias-primas.
Um dos principais fatores fundamentais negativos é a notícia de que a empresa chinesa CXMT está a fazer progressos. As preocupações são reforçadas pelos alertas de representantes da Intel e da Broadcom relativamente às limitações de capital para o desenvolvimento da inteligência artificial (IA).
O mercado obrigacionista norte-americano está hoje encerrado devido ao feriado de Columbus Day, o que limita a liquidez e desvia a atenção dos investidores para a época de resultados dos grandes bancos de Wall Street, que começa na terça-feira. A menor liquidez no mercado de dívida aumenta a incerteza nos mercados acionistas.
Hoje, o capital está a sair dos setores dos semicondutores e das telecomunicações, direcionando-se para empresas defensivas do setor da saúde, algumas empresas de software com exposição à IA e os setores petrolífero e da refinação.
Notícias empresariais
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Semicondutores: A Micron Technology (MU.US) recua 4% e a AMD (AMD.US) perde 2%, na sequência de notícias de que a concorrente chinesa CXMT desenvolveu uma nova arquitetura de memória capaz de armazenar mais dados, levantando preocupações quanto à erosão das margens dos fabricantes ocidentais. O sentimento no setor foi também penalizado pelos alertas das administrações da Broadcom e da Intel sobre a insuficiência de capital para expandir a infraestrutura de inteligência artificial (IA).
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Adobe (ADBE.US): As ações recuam 3,0% após uma nota do Wells Fargo. Os analistas identificaram sinais de fragilidade na trajetória de crescimento da empresa e uma pressão crescente por parte de modelos alternativos de IA generativa.
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Salesforce (CRM.US): As ações sobem 2,5% depois de o BofA Global Research ter revisto a recomendação para "comprar". A instituição destaca a aceleração da monetização das soluções de IA empresarial e uma maior disciplina nos custos.
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Bristol Myers Squibb (BMY.US): A farmacêutica anunciou que um estudo em fase avançada de desenvolvimento, que avaliou uma dose mais baixa de um medicamento experimental para uma doença pulmonar, atingiu o seu objetivo primário. Os ganhos iniciais acabaram por se dissipar, e as ações recuam atualmente cerca de 3%.
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Biogen (BIIB.US): As ações avançam 3% após uma nota do JPMorgan. O banco destaca um conjunto muito promissor de potenciais catalisadores, incluindo novos medicamentos e aprovações regulatórias, com horizonte até 2027.
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Iren (IREN.US): As ações sobem 4% após uma notícia do The Information, segundo a qual a antiga empresa de mineração de criptomoedas, atualmente fornecedora de centros de dados para IA, assinou um contrato plurianual de serviços de cloud com a startup Anthropic.
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CCC Intelligent Solutions (CCC.US): As ações dispararam mais de 10% após notícias não oficiais de que os fundos de private equity GTCR e Elliott Investment Management estão em negociações avançadas para adquirir a empresa e retirá-la de bolsa.
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IonQ (IONQ.US): A negociação das ações da empresa de computação quântica foi suspensa após o anúncio da aquisição da Elisity, num negócio avaliado em até 1,3 mil milhões de dólares, pago em ações. O objetivo é desenvolver uma plataforma de cibersegurança resiliente às ameaças da era quântica. Antes da suspensão, as ações recuavam cerca de 3%.
Análise Técnica US100 (D1)
As cotações estão a recuar face aos máximos recentes, encontrando resistência numa ampla zona definida pelos máximos anteriores, entre aproximadamente 31.000 e 30.600. O controlo continua do lado dos compradores, como indicam a dinâmica das médias móveis e o RSI (14), nos 57 pontos. O nível-chave que os compradores deverão defender situa-se em torno dos 30.600 pontos, contando também com o suporte da EMA de 25 dias. Caso a consolidação quebre em baixa, os vendedores poderão tentar levar as cotações até à linha de tendência descendente traçada entre junho e setembro.
Fonte: xStation5
Dados macroeconómicos
O feriado de Columbus Day reduz ao mínimo a divulgação de dados macroeconómicos, mas a terceira semana de outubro trará uma série de indicadores relevantes para os investidores.
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Terça-feira (antes da abertura do mercado): Início da época de resultados do terceiro trimestre nos EUA, com a divulgação dos resultados trimestrais de importantes instituições financeiras: JPMorgan Chase, Citigroup e Wells Fargo.
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Quarta-feira: Divulgação dos dados da inflação dos preços no consumidor (IPC) dos EUA referentes a setembro, um indicador fundamental para as expectativas do mercado relativamente às futuras decisões da Fed.
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Quinta-feira: Divulgação dos dados da inflação dos preços no produtor (IPP) dos EUA.
📊Europa recupera, apesar da subida do preço do petróleo e do dólar
Calendário económico: Investidores aguardam pelos dados do IPC esta semana
Destaques da manhã (12.10.2026)
Três mercados a acompanhar na próxima semana (09.10.2026)
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