07:49 · 2 de setembro de 2026

Destaques da manhã (02.09.2026)

  • O preço do petróleo subiu para o seu nível mais elevado em quase seis semanas na sequência de novos ataques por parte dos EUA e do Irão. Desde então, o petróleo reduziu os seus ganhos para cerca de 0,10–0,30%. Os EUA atacaram aproximadamente 100 alvos militares e marítimos iranianos, incluindo dois petroleiros estatais, ao abrigo de uma nova política de «petroleiro por petroleiro». A retaliação do Irão foi, em grande parte, interceptada. Washington afirma que os ataques enfraqueceram as capacidades do Irão e reduziram os riscos a curto prazo para o transporte marítimo, mas o conflito continua ativo.
  • Apesar da mais recente troca de disparos, cerca de 40 navios terão, alegadamente, atravessado o Estreito de Ormuz. As forças norte-americanas interceptaram mísseis antinavio e drones, enquanto Trump afirmou que Washington detém agora um controlo quase total sobre esta rota marítima estratégica.
  • Trump rejeitou as notícias de que estaria a tentar forçar Teerão a regressar à mesa de negociações e afirmou que preferia a pressão atualmente exercida sobre o Irão. Os seus comentários sugerem que Washington está, neste momento, preparada para manter a pressão militar.
  • O governador Ueda afirmou que o Banco do Japão pretende continuar a aumentar as taxas de juro enquanto as condições monetárias se mantiverem acomodatícias. Os decisores políticos estão cada vez mais focados nos riscos de subida da inflação decorrentes dos preços da energia, com a inflação subjacente já próxima dos 2%.
  • USDJPY registou inicialmente uma subida, uma vez que o iene permaneceu sob pressão face a um dólar norte-americano globalmente mais forte. No entanto, o par tem, desde então, reduzido os seus ganhos. O aumento das taxas de rendibilidade das obrigações do Estado japonês não conseguiu proporcionar um apoio duradouro à moeda. O mercado parece estar a centrar-se mais nos custos mais elevados das importações de energia e em preocupações fiscais mais amplas.
  • O Banco Central da Nova Zelândia aumentou a OCR em 25 pontos base, em linha com as expectativas, em resposta à inflação do IPC de 4,1% e aos riscos persistentes relacionados com os preços da energia. O governador Breman afirmou que é provável que se verifique outro aumento das taxas, embora o momento em que tal ocorrerá permaneça incerto e a política monetária não esteja a seguir um percurso pré-determinado. O NZD enfraqueceu na sequência da decisão.
  • Excluindo os combustíveis para veículos, a inflação anual caiu para 2,9%, enquanto a maioria dos indicadores da inflação subjacente se mantém dentro do intervalo-alvo. O RBNZ espera que a inflação global regresse ao seu intervalo-alvo de 1–3% em meados de 2027. Isto permite ao banco central endurecer a política monetária de forma gradual, em vez de agressiva.
  • O PIB da Nova Zelândia cresceu 0,4% em termos trimestrais e 2,1% em termos homólogos no segundo trimestre, superando as expectativas em ambos os indicadores. O consumo das famílias ajudou a compensar o investimento empresarial mais fraco, enquanto o AUD se valorizou na sequência da divulgação dos dados.

Henrique Tomé

Analista XTB

Henrique Tomé é analista de mercados financeiros, trader e investidor, com especialização em análise macroeconómica e no impacto desta nas diferentes classes de ativos. As suas análises e perspetivas sobre a evolução económica têm sido destacadas e reconhecidas por meios de referência nacionais e internacionais, incluindo o Financial Times.

É formado em Finanças e Contabilidade e possui uma pós-graduação em Mercados Financeiros e Gestão de Risco pela Nova SBE.

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Destaques da manhã (01.09.2026)

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