🌍 Geopolítica
- O conflito entre os EUA e o Irão entra no seu quarto mês. Trump afirmou que «não tem pressa» em chegar a um acordo e advertiu que a ação militar poderá ser retomada caso as negociações fracassem. No Truth Social, exortou os políticos a serem pacientes, assegurando-lhes que «tudo acabará bem».
- As notícias sobre a demissão do presidente iraniano Pezeshkian causaram um choque nos mercados. Segundo consta, ele informou o Líder Supremo de que o IRGC tinha assumido o controlo do processo de tomada de decisões, tornando a presidência um cargo meramente cerimonial. A comunicação social estatal iraniana rejeitou a notícia como «propaganda estrangeira», mas os mercados levaram a notícia a sério — uma vez que os EUA têm vindo a negociar com o Ministério dos Negócios Estrangeiros civil do Irão, que poderá não ter tido o mandato do IRGC, qualquer acordo está agora em causa.
- Os EUA e o Irão acusam-se mutuamente de novos ataques. As forças armadas dos EUA realizaram ataques de «autodefesa» contra postos de radar e drones iranianos, e o Irão respondeu com um ataque a uma base aérea. Rubio falou com o presidente libanês Aoun e com Netanyahu sobre uma «desescalada gradual», mas os EUA afirmam que o Hezbollah bloqueou o acordo por ordem de Teerão. Foi relatada outra tentativa de abater um míssil balístico perto da base Ali Al Salem, no Kuwait.
- Estreito de Ormuz: A Marinha dos EUA escoltou discretamente cerca de 70 navios comerciais ao longo de um período de três semanas, uma média de três por dia — em comparação com a norma pré-guerra de mais de 100 por dia. Os navios navegaram «sob o radar». Trata-se de um fluxo controlado e mínimo, não de um regresso ao comércio normal.
📊 Economia e Bancos Centrais
- Schnabel, do BCE, sinaliza subidas das taxas de juro. A inflação causada pelo conflito com o Irão é «demasiado generalizada para ser ignorada» — já se espalhou para além da energia, atingindo toda a cadeia de abastecimento. Schnabel recusou-se a especificar um limite máximo para o número de subidas e acrescentou que o BCE se baseará nos dados. O EUR/USD registou uma ligeira descida para 1,1651 (-0,05%).
- Fed: Os mercados já estão a precificar subidas das taxas, não cortes. Powell advertiu no domingo contra a «politização da Fed», enquanto Kashkari observou que, mesmo que o Estreito de Ormuz viesse a reabrir, as cadeias de abastecimento e a inflação poderiam normalizar-se muito mais lentamente do que o mercado espera. Estão agendados para esta semana discursos de Logan, Hammack e Daly. O importante relatório NFP está previsto para sexta-feira, 5 de junho — previsão: 85 000 novos empregos, desemprego em 4,3%.
- Japão: o investimento em capital fixo do 1.º trimestre ficou em 0,0% em termos homólogos (contra uma previsão de +4,0%), aumentando a perspetiva de uma revisão em baixa do PIB. O PMI da indústria transformadora do Japão caiu para 54,5 em maio, enquanto os custos de produção atingiram o nível mais alto dos últimos 32 meses. O governador do Banco do Japão (BOJ), Ueda, fará uma intervenção na quarta-feira — o mercado aguarda sinais relativos a um aumento das taxas de juro em junho, embora ainda não exista consenso no seio do BOJ.
- China: O PMI de Manufatura Caixin/S&P Global caiu para 51,8 em maio (de 52,2 anteriormente), enquanto o PMI oficial caiu para a marca dos 50 pontos, à medida que as encomendas de exportação se contraíram. Pequim tornou ainda mais rigorosas as regulamentações sobre o investimento estrangeiro para limitar a transferência de tecnologia e dados.
📈 Mercados bolsistas
- Futuros do S&P 500 +0,29%, futuros do Nasdaq 100 +0,57% — Wall Street inicia junho em máximos históricos. O S&P 500 registou nove semanas consecutivas de ganhos — a sua série mais longa desde o final de 2023 — e subiu 5,2% em maio. O Nasdaq subiu mais de 8% em maio.
- A época de resultados do primeiro trimestre foi uma das mais fortes dos últimos anos. Aproximadamente 85% das empresas do S&P 500 superaram as estimativas (média de 5 anos: 78%), e os lucros excederam as expectativas em 16,7% — mais do dobro da média histórica de 7,3%.
🌏 Ásia
- Coreia do Sul: O KOSPI subiu 1,31%, atingindo um máximo histórico. As exportações de semicondutores atingiram níveis recorde em maio (o maior aumento nas exportações totais em mais de quatro décadas). A Samsung Electronics valorizou 9,5%, com a sua capitalização de mercado a ultrapassar os 2 000 biliões de won — impulsionada pelas expectativas em torno das reuniões do CEO da Nvidia, Jensen Huang, com responsáveis coreanos.
- A LG Electronics subiu 28% na sequência de notícias de que Huang se reunirá com o presidente do Grupo LG, Koo Kwang-mo, para discutir parcerias em IA e robótica. A Nvidia agendou uma «Noite dos Parceiros Coreanos» durante a COMPUTEX em Taipé; a SK Hynix e outras empresas também estarão presentes. A Nvidia deverá fornecer mais de 260 000 dos seus chips mais avançados a empresas coreanas — incluindo a Samsung e a Hyundai Motor.
- Nikkei 225 +0,17%, Hang Seng +0,73%, CSI 300 -0,32%, ASX 200 -0,21%, KOSDAQ -1,58%. Sentimento misto na região — cautela devido à falta de avanços nas negociações entre os EUA e o Irão. SoftBank Group +5% na sequência do anúncio de um investimento de 45 mil milhões de euros em infraestruturas de IA em França ao longo de cinco anos.
💱 Moedas
- O AUD é, de longe, a moeda mais forte esta sessão— O Indicador de Força das Moedas (7h10 CEST) mostra o AUD bem à frente da GBP, do USD e do EUR. O NZD e o CHF estão claramente a perder terreno.
- O dólar americano mantém-se estável após uma descida semanal. Índice do Dólar (DXY) +0,04% para ~99,05, EUR/USD -0,05% (1,1651), USD/JPY +0,07% (159,44), GBP/USD +0,08% (1,3461). O iene está fraco — o USDJPY oscila em torno de 159,48.
- EUR/PLN +0,07% (4,2293), USD/PLN +0,10% (3,6297). O zloty mantém-se estável, apesar das tensões geopolíticas.
🛢️ Matérias-primas
- Os preços do petróleo volta a subir. WTI +1,69% para 89,52 dólares, Brent (OIL) +1,23% para 92,95 dólares, na sequência de relatos de novos ataques militares israelitas ao Líbano e de ataques de retaliação entre os EUA e o Irão. Entretanto, em maio, o petróleo registou a sua maior queda mensal desde abril de 2025 (quase -17%), quando as esperanças de um acordo eram elevadas.
- Ouro -0,63% (4.516,69 dólares/onça). Prata em ligeiro aumento (+0,12%, 75,58 dólares/onça). Gás natural +1,83% para 3,34 dólares.
🏢 Empresas
- Nvidia + Microsoft = «uma nova era para os PCs». Já na próxima semana, na COMPUTEX e na Microsoft Build, os primeiros PCs Windows equipados com chips Nvidia (ARM) deverão fazer a sua estreia. Fabricantes: Surface, Dell. A Microsoft está também a desenvolver software para agentes de IA locais.
- A Nvidia está a entrar oficialmente no mercado dos processadores para PC. Durante a sua apresentação na COMPUTEX, em Taipé, Jensen Huang revelou o novo chip N1X (arquitetura ARM, fabricado pela MediaTek) e o superchip RTX Spark — uma combinação da GPU Blackwell e da CPU N1X com 128 GB de memória unificada, fabricado utilizando o processo de 3 nm da TSMC. Huang comparou esta mudança à invenção do smartphone: «Esta é a primeira reinvenção completa do PC em 40 anos.»
- A Nvidia anunciou também que a sua CPU para centros de dados Vera está agora em plena produção. A Vera gera tokens 1,8 vezes mais rápido do que o x86 e é fundamental para as «fábricas de IA» — suporta a inferência de agentes, que requer computação de CPU de uso geral em vez de apenas processamento paralelo de GPU. Huang referiu-se à Vera como o «novo principal motor de crescimento» da empresa. Os primeiros clientes incluem a OpenAI, a Anthropic, a SpaceX/xAI, a Dell, a Oracle e a CoreWeave — com disponibilidade a partir do outono de 2026.
- A Samsung enviou amostras dos seus chips HBM4e aos clientes, ganhando a corrida aos seus concorrentes. A Nvidia colmatou a lacuna nas restrições de exportação: o Departamento de Comércio dos EUA bloqueou o fluxo de chips da Nvidia e da AMD para empresas chinesas através de subsidiárias no estrangeiro — centenas de milhares de chips avançados poderiam ter chegado à China através deste canal ao longo do último ano.
- A Berkshire Hathaway está a adquirir a Taylor Morrison por 8,5 mil milhões de dólares — tudo em dinheiro — o que representa um prémio de 24% em relação ao preço de fecho de sexta-feira; espera-se que a transação seja concluída no segundo semestre de 2026.
🔐 Criptomoedas
- Bitcoin -0,52%, a ser negociado a cerca de 73 293 dólares.
🔑 O que deve ter em atenção hoje?
- PMI de Produção ISM dos EUA (divulgação à tarde) (previsão: 53,0 contra 52,7 anteriormente) — a primeira divulgação macroeconómica significativa da semana.
- Quaisquer notícias relativas à situação entre os EUA e o Irão poderão causar flutuações acentuadas nos preços do petróleo e nos mercados financeiros — os analistas afirmam que um cenário de «venda com a notícia» na sequência de um potencial acordo é uma possibilidade real.
- As ações da Nvidia, Microsoft, Samsung e LG servem de barómetro do sentimento em torno da IA e da tecnologia durante a COMPUTEX e as reuniões de Jensen Huang.
🔴Oportunidades na Energia?
Hungria desbloqueia os fundos da UE, EUR/HUF cai 0,5%
🔄 UPDATE: Irão rejeita o discurso de Trump - Petróleo volta a subir 💥
🚩 O Bitcoin recua, testando uma importante zona de suporte, num contexto de fraqueza cíclica do mercado de criptomoedas
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