A libra interrompe a sua série de ganhos na sequência da divulgação dos mais recentes dados relativos ao PIB do Reino Unido. O crescimento económico abrandou visivelmente, embora os dados de junho apontem para um consumidor bastante resiliente. As taxas de rendibilidade das obrigações do Reino Unido permanecem praticamente inalteradas, mas o par GBP/USD — preso numa fase de consolidação — encontrou um motivo para retomar a sua descida após ter rebatido a resistência imediata.
Análise Técnica: GBP/USD (D1)
O par GBP/USD está a ser negociado numa tendência lateral firmemente consolidada, refletindo em parte a incerteza em matéria de política monetária em ambas as economias, com a taxa de câmbio a situar-se atualmente exatamente no mesmo nível em que iniciou o ano.
Na sequência da quebra de ontem acima do pico local em 1,3545, as cotações estão atualmente a testar o nível de retração de Fibonacci de 23,6% (1,3480), que coincide com a média móvel exponencial de 10 dias (EMA10; amarela). Manter o preço acima do conjunto de médias móveis (EMA10, EMA30 e EMA100, entre 1,3400 e 1,3470) será crucial para preservar a recente recuperação e tentar romper a tendência lateral. O RSI (14), em 58,2, deixa margem para uma subida, embora a ausência de um impulso macroeconómico de alta signifique também que não existe um trampolim para uma recuperação acentuada. A principal resistência continua a ser o pico local em 1,3545, enquanto o suporte-chave se situa em 1,3440 (38,2% de Fibonacci).

Fonte: xStation5
O que está a influenciar o par GBP/USD hoje?
- O crescimento do PIB do Reino Unido desacelera: o crescimento do PIB do Reino Unido abrandou para 0,4% no segundo trimestre, face aos 0,6% registados no primeiro trimestre. No entanto, os resultados de junho revelaram-se melhores do que o esperado, com a economia a registar uma expansão de 0,3%, contra as previsões de um recuo de 0,1%.
- Expansão impulsionada pelos serviços: O crescimento foi predominantemente impulsionado por um aumento de 0,5% no setor dos serviços, liderado por um crescimento de 2,7% nas áreas da informação e comunicação. A produção na construção civil aumentou 0,3%, enquanto a produção industrial se manteve estável ao longo do trimestre.
- Resiliência dos consumidores face a ventos contrários iminentes: A resiliência económica do Reino Unido tem-se mantido principalmente graças aos consumidores, que mantiveram os seus gastos, impulsionados pelo tempo ensolarado e pela atmosfera do Campeonato do Mundo de Futebol — o que beneficiou o pequeno retalho, a hotelaria e a publicidade. No entanto, esta resiliência poderá esmorecer gradualmente à medida que as perturbações decorrentes do conflito no Médio Oriente e um aumento de 13% no teto dos preços da energia afetem os orçamentos das famílias. O ministro das Finanças, John Healey, salientou a necessidade de impulsionar o crescimento a nível nacional no contexto destes desafios contínuos.
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