A Mota-Engil apresentou um primeiro trimestre de 2026 robusto, caracterizado por um crescimento sustentado da rentabilidade e um volume de negócios resiliente. Os resultados demonstram a eficácia de uma estratégia focada numa seleção rigorosa de projetos e numa execução disciplinada.
Destaques do trimestre
- Volume de Negócios (Turnover): Atingiu os 1.394 milhões de euros, o que representa um aumento de 2% face ao período homólogo (1Q25).
- EBITDA: Situou-se nos 234 milhões de euros, um crescimento homólogo de 10%. A margem EBITDA melhorou 1 ponto percentual, fixando-se nos 17%.
- Lucro Líquido: Alcançou os 35 milhões de euros, evidenciando um forte crescimento de 31% face ao primeiro trimestre de 2025, com a margem líquida a situar-se nos 2,5%.
Backlog recorde da Mota-Engil garante visibilidade para os próximos anos
Um dos indicadores mais fortes deste trimestre é a carteira de encomendas, que suporta a visibilidade a longo prazo da empresa:
- A Mota-Engil reportou um backlog recorde de 16,9 mil milhões de euros, representando um aumento de 5% no acumulado do ano.
- Esta carteira proporciona uma elevada visibilidade, equivalente a 3,6 anos de execução no segmento de Engenharia e Construção (E&C).
- As adjudicações recentes incluem projetos de grande dimensão, tais como a Parceria Público-Privada (PPP) do Túnel Santos-Guarujá no Brasil (1.255 milhões de euros), acordos no Malawi (100 milhões de dólares) e a reabilitação da linha ferroviária Contumil-Ermesinde em Portugal (114 milhões de euros).
África impulsiona rentabilidade da Mota-Engil no arranque de 2026
O desempenho geográfico e divisional ilustra a diversificação do grupo, com África a destacar-se como motor de rentabilidade:
África
Registou um excelente desempenho, com o volume de negócios a crescer 11% (para 560 milhões de euros), fortemente impulsionado pelas atividades de Engenharia Industrial, que subiram 19%. O segmento mantém uma margem EBITDA notável de 24%.
América Latina
O volume de negócios aumentou 3% para 573 milhões de euros, sinalizando a recuperação da atividade no México e o arranque operacional no Brasil. A margem EBITDA manteve-se sólida nos 10%.
Europa
O volume de negócios de 90 milhões de euros reflete uma queda de 29% face a 1Q25, impactada por atrasos temporários em processos de contratação e adjudicação em Portugal. A margem EBITDA situou-se nos 8%. Espera-se uma aceleração da atividade no decorrer do ano.
Ambiente
Continua a ser um pilar de previsibilidade na geração de caixa, com receitas de 150 milhões de euros (+1% homólogo) e um EBITDA de 32 milhões de euros (+16% homólogo), refletindo uma forte margem de 21%.
Disciplina financeira mantém dívida controlada na Mota-Engil
A Mota-Engil demonstra um compromisso claro com a disciplina financeira e o controlo do endividamento:
- Rácios de Dívida: O grupo reporta um rácio de Dívida Líquida / EBITDA inferior a 2x e um rácio de Dívida Bruta / EBITDA inferior a 4x.
- Financiamento: O perfil de dívida foi melhorado através de novas linhas de crédito, incluindo 200 milhões de euros do Afreximbank, 30 milhões de dólares do Citi Bank e 25 milhões de euros do Agricultural Bank of China.
Mota-Engil mantém guidance para 2026 e aposta no plano FOCUS 2030
O grupo confirmou o seu guidance para o ano de 2026, projetando:
- Crescimento do volume de negócios a dois dígitos (entre 10% e 15%).
- Uma margem líquida esperada em torno dos 3%.
- Manutenção do rácio de investimento (Capex / Receitas) na ordem dos 7%.
- Continuidade do foco no controlo de dívida, garantindo um Dívida Líquida / EBITDA abaixo de 2x.
Análise técnica da Mota-Engil
A Mota-Engil vem numa tendência de alta desde 2024, tendo atingido o seu máximo histórico em Outubro de 2025, desde essa altura tem havido correções lentas no preço. Neste momento, parece estar a formar uma base de acumulação que deve ser monitorizada de perto.
Assim, caso o preço volte para baixo o suporte importante a vigiar será a zona dos 4€, uma quebra em baixa daria espaço para movimento impulsivos de baixa até à zona dos 3,35€.
Por outro lado, uma quebra em alta desta consolidação, a zona dos 5.30€, pode simbolizar que a ação voltou a ganhar momentum e que poderá voltar à zona de máximos, junto aos 5.90€.
Conclusão
A Mota-Engil apresenta um trimestre onde a qualidade das suas operações se sobrepõe ao mero crescimento do volume das receitas. O aumento de 31% no lucro líquido, associado a melhorias nas margens consolidadas e ao peso crescente de projetos de longa duração e maior valor acrescentado (como a Engenharia Industrial), atestam o sucesso do reposicionamento estratégico da empresa.
O “backlog” em máximos históricos oferece um "seguro" de execução substancial que sustenta a confiança no cumprimento das ambiciosas metas para 2026. Contudo, pelas valorizações das ações parece que o mercado já descontava estes resultados apresentados pela Mota-Engil, sendo que o impacto no preço foi diminuto (-0.8%).
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