08:22 · 16 de junho de 2026

O AUDUSD desce após a decisão do RBA, apesar de este ter mantido uma postura hawkish ⚔️

O Banco Central da Austrália (RBA) manteve a sua taxa de juro de referência inalterada em 4,35%, pondo fim a uma série de três subidas consecutivas e optando pela sua primeira pausa do ano. A decisão era amplamente esperada e unânime, mas o tom do comunicado manteve-se claramente cauteloso. O RBA salientou que a inflação continua demasiado elevada e alertou para a possibilidade de novas medidas de aperto monetário, caso as pressões sobre os preços não venham a abrandar.

A inflação continua a ser a principal preocupação

O RBA observou que a inflação acelerou significativamente no segundo semestre de 2025, em parte devido ao aumento da procura e às pressões do lado da oferta na economia. Embora a inflação do IPC tenha descido para 4,2% em abril, continua bem acima do intervalo-alvo de 2–3% do RBA, enquanto a inflação subjacente também se mantém elevada.

Os principais riscos para a inflação incluem:

  • O aumento dos preços dos combustíveis e da energia a repercutir-se nos custos dos transportes, dos alimentos, dos materiais de construção e dos serviços.
  • As empresas a repercutirem os custos mais elevados dos fatores de produção nos consumidores.
  • Inflacão persistentemente elevada no setor dos serviços.
  • Pressões salariais, incluindo aumentos recentes do salário mínimo e dos salários regulados.
  • Incerteza quanto ao ritmo de normalização do abastecimento global de petróleo.

A principal preocupação do RBA é que o choque inflacionista impulsionado pela energia possa tornar-se crónico.

O abrandamento da economia dá ao RBA margem para fazer uma pausa

O principal argumento para manter as taxas inalteradas foram os dados mais fracos relativos à atividade económica. A economia australiana cresceu apenas 0,3% em termos trimestrais no primeiro trimestre, em comparação com 0,9% no quarto trimestre de 2025, em grande parte devido à diminuição das despesas de consumo.

As famílias enfrentam uma pressão crescente devido ao aumento das prestações hipotecárias, ao aumento do custo de vida e à diminuição das poupanças.

O mercado de trabalho também começou a arrefecer. A taxa de desemprego subiu para 4,5%, o seu nível mais alto em vários anos, embora o RBA tenha observado que os indicadores mais amplos do mercado de trabalho permanecem relativamente resilientes.

Ao mesmo tempo, o abrandamento ainda não é suficientemente grave para justificar uma mudança na orientação da política monetária.

Perspetivas da política monetária: uma pausa, não uma viragem para a flexibilização

A mensagem do RBA é clara: a decisão atual representa uma pausa para avaliar os dados que vão surgindo, não o fim do ciclo de aperto monetário. Por outras palavras, trata-se de uma clássica manutenção de tom hawkish:

  • As taxas de juro mantêm-se em 4,35%.
  • O RBA pretende avaliar o impacto dos aumentos de taxas anteriores.
  • A inflação continua demasiado elevada para se considerar uma flexibilização da política monetária.
  • Os preços do petróleo e da energia continuam a representar riscos significativos de subida para a inflação.
  • Novos aumentos das taxas continuam a ser possíveis se as pressões sobre os preços se revelarem persistentes.

No entanto, a maioria dos principais bancos australianos espera que as taxas se mantenham em 4,35%, com potenciais cortes nas taxas a não ocorrerem antes de 2027. O Westpac continua a ser o mais «hawkish», prevendo dois aumentos adicionais das taxas este ano, o que elevaria a taxa de juro de referência para 4,85%.

Reação do AUD

O dólar australiano enfraqueceu na sequência da decisão do RBA, sugerindo que os investidores interpretaram a manutenção das taxas como uma redução da probabilidade, a curto prazo, de um novo aumento. O AUDUSD caiu de cerca de 0,7060 para 0,7050 imediatamente após o anúncio, registando uma perda de aproximadamente 0,3% no dia.

A reação foi relativamente modesta, uma vez que a decisão em si era totalmente esperada pelos mercados. No entanto, a queda da moeda indica que os investidores deram mais peso à pausa e aos sinais de abrandamento económico do que aos avisos do RBA de que continuam a ser possíveis novos aumentos das taxas.

16 de junho de 2026, 07:46

Calendário económico: Dados sobre o imobiliário nos EUA 🔎

16 de junho de 2026, 07:22

Destaques da manhã (16.06.2026)

15 de junho de 2026, 18:59

Resumo do dia: Mercados em euforia após um avanço nas relações entre os EUA e o Irão

15 de junho de 2026, 14:48

Abertura de Wall Street: Euforia nos mercados após o anuncio de acordo Irão-EUA

Este material é uma comunicação de marketing na aceção do artigo 24.º, n.º 3, da Diretiva 2014/65 / UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014, sobre os mercados de instrumentos financeiros e que altera a Diretiva 2002/92 / CE e Diretiva 2011/61/ UE (MiFID II). A comunicação de marketing não é uma recomendação de investimento ou informação que recomenda ou sugere uma estratégia de investimento na aceção do Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho de 16 de abril de 2014 sobre o abuso de mercado (regulamentação do abuso de mercado) e revogação da Diretiva 2003/6 / CE do Parlamento Europeu e do Conselho e das Diretivas da Comissão 2003/124 / CE, 2003/125 / CE e 2004/72 / CE e do Regulamento Delegado da Comissão (UE ) 2016/958 de 9 de março de 2016 que completa o Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito às normas técnicas regulamentares para as disposições técnicas para a apresentação objetiva de recomendações de investimento, ou outras informações, recomendação ou sugestão de uma estratégia de investimento e para a divulgação de interesses particulares ou indicações de conflitos de interesse ou qualquer outro conselho, incluindo na área de consultoria de investimento, nos termos do Código dos Valores Mobiliários, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 486/99, de 13 de Novembro. A comunicação de marketing é elaborada com a máxima diligência, objetividade, apresenta os factos do conhecimento do autor na data da preparação e é desprovida de quaisquer elementos de avaliação. A comunicação de marketing é elaborada sem considerar as necessidades do cliente, a sua situação financeira individual e não apresenta qualquer estratégia de investimento de forma alguma. A comunicação de marketing não constitui uma oferta ou oferta de venda, subscrição, convite de compra, publicidade ou promoção de qualquer instrumento financeiro. A XTB, S.A. - Sucursal em Portugal não se responsabiliza por quaisquer ações ou omissões do cliente, em particular pela aquisição ou alienação de instrumentos financeiros. A XTB não aceitará a responsabilidade por qualquer perda ou dano, incluindo, sem limitação, qualquer perda que possa surgir direta ou indiretamente realizada com base nas informações contidas na presente comunicação comercial. Caso o comunicado de marketing contenha informações sobre quaisquer resultados relativos aos instrumentos financeiros nela indicados, estes não constituem qualquer garantia ou previsão de resultados futuros. O desempenho passado não é necessariamente indicativo de resultados futuros, e qualquer pessoa que atue com base nesta informação fá-lo inteiramente por sua conta e risco.