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15:40 · 1 de abril de 2026

Páscoa 2026: correção no cacau alivia custos, mas pressão persiste em trigo e ovos

Cesta com ovos da páscoa e coelho de chocolate
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A aproximação da Páscoa volta a colocar pressão sobre um conjunto muito específico de matérias-primas que pesam no cabaz alimentar dos portugueses. Entre o chocolate, as amêndoas, os folares, o pão-de-ló e outras referências típicas da época, produtos como o cacau, o açúcar, a manteiga, o trigo e os ovos ganham uma relevância acrescida nesta fase do ano.

A questão todos os anos prende-se com os custos, se o custo de produzir e comprar estes artigos pode sofrer alterações, dado que os consumidores têm sofrido com períodos de grande inflação nos últimos 5 anos.

Depois de um 2024 marcado por fortes valorizações nos preços do chocolate e outras matérias-primas alimentares, este ano volta-se a colocar as mesmas questões. Algumas matérias-primas entraram em clara correcção face ao ano passado, enquanto outras continuam a negociar em níveis elevados, o que torna a leitura desta campanha menos linear do que à primeira vista poderia parecer.

Evolução das matérias-primas mais relevantes para a altura da Páscoa

O cacau é a matéria-prima que mais se destaca. Embora tenha registado fortes valorizações ao longo de 2024, associadas a problemas nas colheitas que resultaram numa diminuição da produção mundial nos principais países produtores, o ano de 2025 acabou por ser marcado por correções muito acentuadas, na ordem dos 60%, com os preços a ajustarem o excesso de valorização decorrente das preocupações do ano anterior. Este ano, o desempenho do cacau nas bolsas continua a ser marcado por fortes desvalorizações, cerca de 45% YTD (desde o início de 2026 até à data de hoje).

Além do cacau, também os preços do açúcar e da manteiga na União Europeia corrigiram significativamente face aos valores registados nos anos anteriores. Em sentido contrário, apenas o trigo e os ovos se mantêm acima dos níveis registados há um ano; ainda assim, o preço do trigo continua a ser negociado em mínimos históricos.

Gráfico com o desempenho dos últimos 12 meses do Cacau, Açúcar e Trigo cotados em bolsa
Koyfin

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Variação homóloga das principais matérias-primas associadas à Páscoa.
Trading Economics; Comissão Europeia (ovos e lacticínios)

O impacto para os consumidores em Portugal

Não são esperadas novas pressões nos preços nesta altura. A tendência nas matérias-primas ligadas à produção de chocolates para esta altura do ano não é linear. Embora o preço do cacau tenha desvalorizado fortemente, houve outras matérias-primas que se mantiveram estáveis ou registaram subidas ligeiras. Além disso, a atual guerra no Médio Oriente que tem contribuído para um aumento generalizado do custo da energia ainda não deverá refletir-se na subida dos preços para os consumidores finais.

Evolução dos preços do cacau (linha azul, escala à esquerda) e do leite (linha branca, escala à direita) entre 2020 e 2026
Bloomberg

​​​​​​​Ao que os traders devem estar atentos nesta Páscoa

Trigo

Em termos de posicionamento no mercado, vemos que o posicionamento dos investidores que estão long começam a dar sinais de overbought o que pode levar a uma mudança no posicionamento a curto prazo. Contudo, em termos de posicionamento também é visível que o número de posições curtas têm diminuído drasticamente, o que pode estar associado à recuperação atual do preço que persiste em mínimos.

Gráficos do trigo

Cacau

Olhando também para o cacau através do posicionamento dos intervenientes do mercado, é possível que o posicionamento curto por parte dos investidores que estão curtos continua a aumentar, mesmo com as fortes quedas registadas no ano passado e no início deste ano, o que sugere que os preços poderão continuar a ser alvo de pressão de baixa por mais tempo. ​​​​​​​

Gráficos do cacau

Conclusão

Assim, a Páscoa de 2026 deverá ser, em média, menos “cara” ao nível das matérias-primas do que a de 2025, sobretudo nos produtos com mais chocolate.

Ainda assim, os consumidores portugueses não devem esperar uma descida direta dos preços nas lojas, já que este período é marcado por um aumento da procura, que deverá manter-se elevado. Para os investidores, devem continuar a acompanhar a evolução dos fundamentos destas matérias-primas que podem trazer momentos de maior volatilidade se surgirem mudanças.

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