Os PMIs preliminares da Zona Euro relativos a junho apresentaram um quadro misto, mas globalmente positivo. O índice composto situou-se em 49,5, superando a previsão de 49,2 e registando uma melhoria em relação aos 48,5 anteriores, impulsionado por um resultado acima do esperado no setor dos serviços (48,9 contra uma estimativa de 48,6), apesar de o setor industrial ter registado uma ligeira descida, passando de 51,6 para 51,3. O bloco mantém-se ligeiramente abaixo do limiar de expansão, mas a tendência aponta na direção certa.
A França foi a clara surpresa positiva. O setor industrial voltou a entrar em expansão com 50,7 (estimativa: 50,1), o setor dos serviços subiu para 47,4, partindo de um valor profundamente deprimido de 44,3, e o índice composto saltou para 47,6, contra uma previsão de 46,0. Ainda em contração no geral, mas o ritmo de melhoria é impressionante.
A Alemanha foi a desilusão. O setor industrial manteve-se estável exatamente em 50,0 (estimativa: 50,2), mas o setor dos serviços desceu drasticamente para 46,8, contra uma previsão de 49,0, arrastando o índice composto para 48,0, bem abaixo do consenso de 49,7 e, na verdade, uma deterioração em relação aos 48,8 do mês passado. A queda no setor dos serviços é a principal preocupação, sugerindo que a procura interna na maior economia da Europa continua sob pressão e complicando qualquer narrativa de mudança de rumo do BCE a curto prazo.
Conclusão: O desempenho positivo da zona euro é real, mas vazio, está a ser impulsionado pela recuperação da França, enquanto o setor dos serviços da Alemanha está a dar sinais de alerta. A divergência interna entre as duas maiores economias da zona euro está a aumentar, mantendo o panorama macroeconómico frágil.
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