As ações da Bakkafrost ficaram sob forte pressão após a divulgação dos resultados do segundo trimestre e registaram uma queda de quase 7%, uma vez que o mercado se centrou principalmente numa clara desilusão em relação ao desempenho operacional. A principal questão continua a ser a atividade da empresa na Escócia, que continua a gerar prejuízos e a compensar, em grande medida, a melhoria muito significativa da rentabilidade nas Ilhas Faroé.
- O EBIT operacional situou-se nos 273 milhões de coroas dinamarquesas, contra os 65 milhões de coroas dinamarquesas do ano anterior, mas ficou cerca de 35% abaixo do consenso da LSEG, que apontava para 421 milhões de coroas dinamarquesas.
- As ações da Bakkafrost caíram mais de 8% após a divulgação dos resultados, demonstrando que os investidores esperavam uma melhoria muito mais rápida na rentabilidade do grupo.
- As Ilhas Faroé continuam a ser o segmento mais forte, com as receitas a aumentarem para 1,613 mil milhões de coroas dinamarquesas, face aos 1,144 mil milhões de coroas dinamarquesas do ano anterior.
- O EBIT operacional nas Ilhas Faroé quase duplicou, passando de 211 milhões de coroas dinamarquesas para 411 milhões de coroas dinamarquesas, confirmando a excelente rentabilidade do negócio principal da Bakkafrost.
- A Escócia continua a ser o principal problema: a receita caiu de 431 milhões de coroas dinamarquesas para 213 milhões, enquanto o segmento registou um prejuízo de EBIT operacional de 139 milhões de coroas dinamarquesas.
- O prejuízo na Escócia foi apenas ligeiramente inferior aos 146 milhões de coroas dinamarquesas registados no ano anterior, sugerindo que a recuperação deste negócio está a avançar mais lentamente do que o mercado provavelmente esperava.
- A fraqueza na Escócia deveu-se principalmente aos baixos volumes de colheita e a desafios biológicos que afetaram um lote de peixe.
- Os preços do salmão também exerceram uma pressão adicional sobre os resultados, tendo registado uma queda acentuada em comparação com o primeiro trimestre, devido ao aumento da oferta global e a movimentos de inventário.
- Do lado positivo, a procura continua forte, segundo a empresa, enquanto se espera que o equilíbrio da oferta se torne mais equilibrado no segundo semestre de 2026.
A questão fundamental hoje não é se o negócio nas Ilhas Faroé está a ter um bom desempenho, porque é evidente que sim. A questão é se a administração conseguirá finalmente estabilizar as operações na Escócia. Enquanto a Escócia continuar a registar prejuízos estruturais, continuará a limitar a capacidade do grupo de rentabilizar plenamente a forte qualidade operacional do seu negócio principal.
Bakkafrost shares (BAKKA.NO)
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