A temporada dos resultados das empresas americanas está a decorrer, a General Motors publicou ontem dados surpreendentemente positivos.
- A receita da empresa atingiu 48 mil milhões de dólares, contra as expectativas de 47 mil milhões, e o lucro por ação (EPS) subiu para 3,57 dólares, contra os 3,2 dólares previstos.
- Além disso, a empresa reviu em alta, em alguns pontos percentuais, as suas previsões para o final do ano fiscal relativamente aos principais indicadores operacionais.
Hoje é a vez de empresas ainda mais importantes. Estão previstos os tão aguardados relatórios trimestrais da Tesla e da Google.
O dia não se prevê igualmente intenso na frente macroeconómica. A publicação dos dados mais importantes do dia já ficou para trás. A inflação no Reino Unido, embora tenha surpreendido negativamente em termos do índice global, não deu aos investidores motivos para retirarem as suas apostas nas subidas das taxas de juro do Banco de Inglaterra.
🌏 Principais Publicações Macroeconómicas
Terça-feira
Alemanha
- O índice de confiança económica ZEW para a Alemanha subiu 15,8 pontos em julho, reforçando-se claramente em território positivo e sinalizando uma melhoria adicional nas expectativas para a economia alemã. A avaliação da situação económica atual também melhorou, embora de forma muito menos acentuada. O indicador subiu 3,4 pontos, para -77,6 pontos, o que significa que as condições atuais continuam a ser avaliadas de forma muito negativa. O presidente do ZEW, Achim Wambach, indicou que as reformas estão a começar a dar resultados e que a melhoria abrange tanto os setores de exportação como a procura interna. O setor automóvel continua a ser um dos segmentos da economia com pior desempenho.
Quarta-feira
Reino Unido
- Hoje, as Ilhas Britânicas estão em destaque, de onde nos chegaram os dados da inflação de junho. A inflação global desceu mais do que o esperado (para 2,6%), o que foi, naturalmente, em grande parte consequência da descida dos preços dos combustíveis nas estações de serviço. No entanto, para os investidores, a ausência de alterações na inflação subjacente, que se manteve nos 2,6%, e a descida muito ligeira da inflação nos serviços (3,6%) — que continua a ser o principal fator que preocupa o Banco de Inglaterra — podem revelar-se mais importantes. Analisando as avaliações do mercado, os investidores continuam a esperar dois aumentos das taxas de juro por parte do Banco de Inglaterra antes do final do ano. O primeiro poderá ocorrer já em setembro. É difícil prever um aumento na próxima reunião (30 de julho).
📆 Calendário Macroeconómico
Quarta-feira
- Polónia: Vendas a retalho (junho)
- Hora: 8h30
- Anterior: 3%
- Consenso: 5,3%
- Polónia: Confiança do Consumidor (junho)
- Hora: 8h30
- Anterior: -9,9
- Consenso: -10,2
- África do Sul: Inflação do IPC (junho)
- Hora: 9h00
- Anterior: 4,5%
- Consenso: 4,7%
- Existências de Petróleo Bruto do DOE
- Hora: 15h30
- Anterior: -1 692 mil
- Consenso: -1 950 mil
Quinta-feira
- Austrália: Taxa de desemprego (junho)
- Hora: 02h30
- Anterior: 4,4%
- Consenso: 4,4%
- Polónia: Taxa de desemprego (junho)
- Hora: 08h30
- Anterior: 5,9%
- Consenso: 5,8%
🗂️ Publicações de resultados das empresas
- AT&T ($T.US) – antes da abertura do mercado (BMO)
- Philip Morris ($PM.US) – antes da abertura do mercado (BMO)
- GE Vernova ($GEV.US) – antes da abertura do mercado (BMO)
- Tesla ($TSLA.US) – após o fecho do mercado (AMC)
- Alphabet ($GOOGL.US) – após o fecho do mercado (AMC)
- IBM ($IBM.US) – após o fecho do mercado (AMC)
- ServiceNow ($NOW.US) – após o fecho do mercado (AMC)
- Southwest Airlines ($LUV.US) – após o fecho do mercado (AMC)
3 Mercados a acompanhar
- US500: Estamos, sem dúvida, perante o dia mais intenso desta semana no que diz respeito à divulgação dos resultados das maiores empresas dos EUA. A atenção do mercado centrar-se-á naturalmente nos gigantes – Tesla, Google, AT&T e IBM. As suas cotações poderão influenciar significativamente os índices em que estão incluídas e o sentimento geral do mercado.
- PETRÓLEO: As tensões entre os EUA e o Irão aumentaram drasticamente após a morte de, pelo menos, três soldados americanos, vítimas de ataques iranianos na Jordânia e no Iraque no fim de semana passado. Tivemos 11 noites consecutivas de bombardeamentos. Os mediadores (Catar, Egito e Paquistão) deveriam ter apresentado ontem a ambas as partes uma proposta de cessar-fogo de 10 dias, o que dá um vislumbre de esperança para um regresso à situação anterior à assinatura do memorando de 60 dias. Tanto as autoridades de Teerão como a administração do Presidente Trump manifestaram disponibilidade para retomar as negociações.
- USDJPY: O par atingiu ontem o seu nível mais elevado em quase 40 anos, ultrapassando a barreira dos 163 pela primeira vez desde 1986. A longo prazo, isto é obviamente, em primeiro lugar, uma consequência do regresso à popularidade da estratégia de carry trade. Nos últimos dias, contudo, o fator dominante que determina o enfraquecimento é a questão da escalada das tensões entre os EUA e o Irão e a consequente subida dos preços das matérias-primas energéticas. Quase 90 % da procura de energia do Japão provém de importações e, em condições normais, os seus principais fornecedores são os países do Médio Oriente.
Destaques da manhã (22.07.2026)
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