07:41 · 12 de agosto de 2026

Destaques da manhã (12.08.26)

  • A sessão em Wall Street encerrou em baixa, com quedas generalizadas no mercado. O S&P 500 e o Dow Jones registaram uma queda de 0,3%, enquanto o Nasdaq desceu 0,6%. Os mercados mantêm-se cautelosos na antecipação dos dados de inflação do IPC a divulgar hoje.
  • A Super Micro Computer divulgou os seus resultados após o fecho de ontem. A empresa apresentou resultados muito positivos referentes ao último trimestre. A receita situou-se nos 11,12 mil milhões de dólares, um aumento de 93% em relação ao ano anterior, enquanto o resultado por ação ajustado atingiu 1,70 dólares, superando confortavelmente as expectativas dos analistas. É importante referir que a margem bruta aumentou para 17,6%. A maior surpresa positiva, no entanto, foi a perspetiva para o ano fiscal de 2027. A empresa prevê uma receita entre 65 e 72 mil milhões de dólares, em comparação com o consenso de Wall Street, que se situa em cerca de 52,5 mil milhões de dólares.
  • A situação em torno do Estreito de Ormuz continua tensa, apesar da afirmação de Donald Trump de que os EUA têm «controlo total» sobre o estreito e de que este se encontra aberto. Os dados relativos ao tráfego marítimo não confirmam esta afirmação, enquanto novos incidentes envolvendo navios comerciais nas regiões de Bab al-Mandab e do Golfo de Omã demonstram que os riscos para o transporte marítimo continuam elevados.
  • Os Estados do Golfo procuram cada vez mais rotas alternativas que contornem o Estreito de Ormuz, o que sugere que encaram a situação como algo mais do que uma mera crise de curto prazo.
  • Os preços do petróleo mantêm-se elevados, apesar das garantias do Presidente Trump de que os EUA têm controlo sobre o estreito.
  • As esperanças de um acordo entre os EUA e o Irão e da reabertura do Estreito de Ormuz continuam a colidir com novos ataques a navios na região. Por um lado, há sinais de que as negociações destinadas a reabrir o estreito estão a avançar. Por outro lado, novos incidentes no Mar Vermelho e no Golfo de Omã demonstram que os riscos para a navegação continuam elevados.
  • A EIA elevou as suas previsões para os preços do petróleo em 2026 e 2027, citando perturbações na produção e desafios de transporte.
  • Os mercados acionistas asiáticos apresentam hoje um desempenho misto, com a recuperação das ações do setor tecnológico e das fabricantes de chips a constituir o principal suporte. O KOSPI registou uma subida superior a 3%, impulsionado por fortes ganhos na Samsung e na SK Hynix, enquanto o Nikkei se mantém mais moderado, com um ganho de cerca de 0,9%. Entretanto, os mercados na China e na Índia estão a negociar em território negativo.
  • A Austrália irá introduzir um salário mínimo de 31,30 AUD por hora a partir de 17 de agosto para cerca de 250 000 estafetas que trabalham para plataformas de entregas. A nova regulamentação incluirá também um seguro contra acidentes, o que aumentará os custos para as empresas de entrega de comida.
  • As taxas de juro das obrigações do Estado japonês estão a subir acentuadamente, uma vez que os preços mais elevados do petróleo alimentam as preocupações com a inflação e poderão levar o Banco do Japão a continuar a aumentar as taxas de juro. Apesar das taxas de rendibilidade mais elevadas, o iene não se está a valorizar por enquanto e mantém-se fraco face ao dólar norte-americano.
  • O sentimento em relação aos metais preciosos é positivo no início do dia. O ouro registou uma subida de cerca de 0,6% e está a testar os 4 400 dólares por onça. A prata, por sua vez, ultrapassou os 65 dólares por onça.
  • As criptomoedas também estão a registar ganhos modestos. A Bitcoin subiu cerca de 0,3% e aproxima-se dos 64 000 dólares, enquanto a Ethereum sobe a um ritmo semelhante e está a testar o nível dos 1 900 dólares.

Henrique Tomé

Analista XTB

Henrique Tomé é analista de mercados financeiros, trader e investidor, com especialização em análise macroeconómica e no impacto desta nas diferentes classes de ativos. As suas análises e perspetivas sobre a evolução económica têm sido destacadas e reconhecidas por meios de referência nacionais e internacionais, incluindo o Financial Times.

É formado em Finanças e Contabilidade e possui uma pós-graduação em Mercados Financeiros e Gestão de Risco pela Nova SBE.

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