A sessão de ontem em Wall Street encerrou-se com novas quedas. As yields das obrigações recuperaram rapidamente após a descida inicial, uma vez que os investidores concluíram que as medidas do Departamento do Tesouro poderiam oferecer apenas um apoio a curto prazo ao mercado de dívida. O S&P 500 registou uma perda de cerca de 0,9%, com o sentimento a ser ainda mais prejudicado por uma queda acentuada das ações da Walmart, na sequência de um relatório trimestral menos favorável.
📊 Índices e Empresas
- Os futuros dos índices de Wall Street estão a tentar estabilizar após o sell-off de ontem, entrando na sessão europeia ligeiramente em terreno positivo. Os ganhos marginais refletem a pressão persistente no mercado de dívida — as taxas de rendibilidade dos títulos do Tesouro dos EUA recuperaram a maior parte das perdas causadas pelo anúncio da aceleração das recompras por parte do Departamento do Tesouro.
- O Russell 2000 é o que mais se recupera (US2000: +0,35%) a par do Nasdaq (US100: +0,15%), enquanto o DJIA (US30) e o S&P 500 (US500) permanecem estáveis.
- Os mercados asiáticos estão a encerrar a sessão desta sexta-feira ligeiramente em alta. O KOSPI da Coreia do Sul lidera a recuperação (+0,8%). A China também está a negociar em terreno positivo (CHN.cash: +0,6%, HK.cash: +0,5%), enquanto o Nikkei 225 à vista está a registar uma queda de cerca de 0,25% num contexto de aumento da inflação do IPC.
- A SK Hynix e a Samsung Electronics (ambas +3%) impulsionaram as valorizações na Coreia, em resposta a planos massivos de retorno aos acionistas. Em Hong Kong, a Alibaba caiu 3% na sequência de uma queda superior a 75% no lucro trimestral, impulsionada por um aumento nos investimentos em IA (10 mil milhões de dólares), enquanto a promotora imobiliária Henderson Land subiu mais de 7% graças a resultados sólidos no primeiro semestre.
- Os futuros dos índices europeus registam ganhos modestos antes da abertura do mercado à vista. A atenção centrar-se-á nos dados preliminares do PMI dos setores dos serviços e da indústria transformadora das principais economias europeias (Reino Unido, França, Alemanha, zona euro), seguidos pelos dos EUA. Os dados preliminares sobre o sentimento dos consumidores europeus serão publicados às 16h00 CEST.
- A Nvidia negou as notícias de que estaria a desenvolver um produto LPU especializado exclusivamente para o mercado chinês. A empresa salientou que tal chip não faz atualmente parte do seu plano de desenvolvimento de produtos e que as notícias anteriores estavam incorretas.
- A Broadcom estará, alegadamente, em negociações para financiar o seu mais recente projeto de IA, avaliado em mais de 60 mil milhões de dólares, com a estrutura a incluir potencialmente cerca de 30 mil milhões de dólares em dívida subordinada e uma tranche sénior garantida. A Blackstone e a Apollo poderão vir a participar no financiamento, o que realça a dimensão do capital necessário para continuar a desenvolver a infraestrutura de IA.
🌍 Economia e Geopolítica
- A inflação do IPC subjacente japonês acelerou em julho para 1,8% em termos homólogos (o IPC global atingiu 1,9%), reforçando os argumentos a favor de um aperto da política monetária do Banco do Japão (BOJ). O mercado de OIS precifica atualmente uma probabilidade de aproximadamente 80% de um aumento das taxas de juro na próxima reunião do banco central, em setembro.
- O PMI Composto Preliminar do Japão subiu para 53,4 em agosto (face aos 52,7 registados em julho), atingindo o valor mais elevado dos últimos seis meses. O crescimento foi impulsionado pelo setor industrial (PMI 55,1), graças às encomendas de exportação mais fortes desde 2018 (setores da IA e dos semicondutores). O setor dos serviços também registou uma aceleração (PMI 52,3). As pressões sobre os custos abrandaram para o nível mais baixo dos últimos 5 meses, enquanto o otimismo empresarial atingiu o seu nível mais elevado desde fevereiro.
💱 Moedas e Matérias-primas
- O Índice do Dólar está a regressar a uma tendência de descida (USDIDX: -0,1%), sinalizando novas saídas de capital dos EUA na sequência das recentes alterações no mercado da dívida. As moedas das Antípodas são as mais fortes hoje, apoiadas pelos dados locais do PMI (AUDUSD, NZDUSD: +0,4%). O USDJPY está a ser negociado estável, ligeiramente abaixo de 159,00. O EURUSD aproxima-se novamente de 1,1700 (+0,15%).
- Ouro (GOLD +0,3% hoje, +2,7% na semana) — O metal atingiu os seus níveis mais elevados desde junho (preço: 4 536 dólares) e caminha para a sua terceira semana consecutiva de ganhos. Os lucros são impulsionados pela fraqueza do dólar e pelo posicionamento dos investidores na «estratégia de desvalorização», num contexto de preocupações com as finanças públicas dos EUA.
- Prata (SILVER +1% hoje, +4,8% na semana) — Continua a registar fortes ganhos há três dias, aproximando-se dos 69 dólares por onça num contexto de elevada volatilidade do mercado, impulsionada por fundamentos semelhantes aos do ouro.
- Petróleo Brent (OIL -1,6% hoje) — Regista perdas diárias, apesar dos relatos de abrandamento do tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz, de importância estratégica.
- Gás natural (NATGAS, NATGAS.EU) — Os futuros estão a ser negociados estáveis, arrefecendo após os ganhos de ontem, particularmente nos contratos europeus.
🪙 Criptomoedas
- BITCOIN (BITCOIN +3,43% hoje, +16,94% na semana) — A Bitcoin recupera acentuadamente para 75 120 dólares. As criptomoedas estão a valorizar-se à medida que os investidores fogem dos riscos fiscais associados à dívida dos EUA.
- CURVE DAO (CURVEDAO +14,03% hoje, +30,28% na semana) — Lidera os ganhos diários entre as altcoins, registando uma forte recuperação após uma queda prolongada.
Gráfico do Bitcoin (intervalo D1)

Fonte: xStation5
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