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15:50 · 8 de janeiro de 2026

Galp negoceia com a Moeve joint venture ibérica para reforçar postos de combustível e refinação

Galp Energia
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GALP.PT, Galp Energia SGPS SA
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A Galp e a Moeve preparam-se para unir forças e reforçar as suas operações em Portugal e Espanha. Foi anunciado hoje que ambas as empresas têm estado a discutir uma reorganização profunda do negócio downstream, isto é, refinação de petróleo e rede de postos de combustível na Península Ibérica.

O que está realmente em cima da mesa

Ao contrário do que alguns títulos mais apressados sugerem, não estamos perante uma fusão tradicional nem perante uma aquisição hostil. O desenho em discussão aponta para a criação de duas plataformas conjuntas, separando claramente o negócio industrial do negócio de proximidade ao cliente.

Trata-se de uma joint venture focada em postos de abastecimento, mobilidade e retalho energético, com uma presença combinada que ultrapassa largamente os três mil pontos de venda em Portugal e Espanha. Por outro, uma estrutura dedicada à refinação, logística e comercialização grossista, agregando ativos industriais que, isoladamente, já são dos mais relevantes do sul da Europa.

Porque faz sentido para a Galp

plataforma de extração de petróleo a ilustrar a exposição da Galp ao upstream
Unsplash

A empresa tem vindo a reforçar a sua exposição ao upstream e a projetos de exploração com potencial transformacional, ao mesmo tempo que procura reduzir a intensidade de capital e a volatilidade do negócio industrial europeu.

Ao entrar numa estrutura partilhada, a Galp consegue retirar valor de ativos já maduros, partilhar os riscos da operação e, acima de tudo, libertar dinheiro para investir noutras áreas do negócio.

Vantagens para a Moeve

Do lado da Moeve (antiga CEPSA), a empresa tem estado num processo de reposicionamento, com uma estratégia cada vez mais orientada para plataformas integradas de energia e mobilidade. Ao assumir uma posição dominante na vertente industrial da parceria, a Moeve reforça a sua capacidade de escala, otimiza cargas de refinação e ganha maior poder negocial num mercado europeu estruturalmente pressionado por margens mais voláteis e exigências regulatórias cada vez maiores.

Além disso, a parceria com a Galp traz algo que não se compra facilmente: conhecimento profundo do mercado português e uma base de ativos altamente eficiente, como o porto de Sines, que continua a ser um dos pólos industriais mais competitivos do país.

O impacto que pode ter no sector ibérico

Se ambas as empresas chegarem a um acordo e decidirem avançar, esta operação cria um player dominante no downstream ibérico, com capacidade para influenciar preços grossistas, negociar melhor com fornecedores e acelerar investimentos em novos formatos de mobilidade, desde combustíveis alternativos a soluções híbridas de energia.

Para os concorrentes, isto significa maior pressão competitiva, mas para os consumidores, o impacto não será imediato nos preços.

Reação do mercado

As ações da GALP estão hoje a valorizar perto de 2%, apoiadas pela recuperação do petróleo (Brent +1,5%) e também, em parte, pela boa recepção dos investidores às notícias publicadas hoje.

No lado da Moeve, a empresa é uma sociedade privada controlada por fundos de investimento (Mubadala e Carlyle), sem ações públicas no mercado e por isso o seu impacto no mercado não é possível ser medido.

xStation5


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