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10:37 · 7 de maio de 2026

Jerónimo Martins supera expectativas com crescimento sólido e melhoria de margens no 1T 2026

Laptop com logo da Jerónimo Martins em fundo desfocado

A Jerónimo Martins apresentou um trimestre sólido, com as vendas consolidadas a crescer 6,3% para €8,9 mil milhões e um crescimento de 6,7% em termos comparáveis a câmbio constante. O EBITDA subiu 8,4% para €572 milhões, levando a margem para 6,4% versus 6,3% no 1T 25, o que é um sinal importante de alavancagem operacional num setor onde a defesa de preço é crítica.

O resultado líquido foi €119 milhões, abaixo do período homólogo, e o cash flow foi negativo em €428 milhões, o que é normal no trimestre por sazonalidade, mas reforça a natureza intensiva em capital circulante do modelo de retalho.

Destaques Financeiros: EBITDA sobe 8,4% e reforça rentabilidade

  • Vendas consolidadas: €8,9 mil milhões, +6,3% reportado; +6,7% a câmbio constante.
  • EBITDA: €572 milhões, +8,4% reportado; margem de 6,4%.
  • Resultado líquido: €119 milhões, -6,8% face ao 1T 25.
  • Cash flow: -€428 milhões, explicado pela sazonalidade típica após o Natal.
  • Dívida líquida: €3,9 mil milhões; excluindo IFRS16, posição líquida de caixa de €385 milhões.
  • Investimento executado: €208 milhões no trimestre.
  • Dividendo aprovado: €0,65/ação, total de €408,5 milhões.




Resultados consolidados da Jerónimo Martins. Fonte: Relatório oficial

Desempenho por área de negócio Biedronka: Motor do grupo mantém resiliência face à deflação na Polónia

A Biedronka continua a ser o principal motor do grupo, com vendas de €6,2 mil milhões e LFL de 2,3%, apesar de um ambiente de concorrência intensa e de deflação no cabaz no mercado polaco. O EBITDA cresceu para €482 milhões, com margem de 7,8%, beneficiando de disciplina de custos e do efeito de escala.

Em termos de retalho, isto é particularmente relevante: crescer em contexto de pressão promocional e margem ainda expandida mostra uma proposta de valor muito robusta.

Pingo Doce e Recheio: Estratégia promocional impulsiona retalho em Portugal

Fotografia da logo do Pingo Doce
Adobe Stock

Em Portugal, o Pingo Doce registou um trimestre forte, com vendas a crescer 7,5% para €1,3 mil milhões e LFL de 5,7% excluindo combustível. O desempenho foi favorecido pela antecipação da Páscoa e por uma dinâmica comercial consistente, assente em promoções, frescos e marca própria, o que é coerente com o comportamento do consumidor num ambiente de inflação alimentar ainda elevada e sensibilidade ao preço. A leitura qualitativa é claramente favorável, porque o crescimento veio com execução comercial e não apenas com efeito inflacionário.

O Recheio cresceu 3,3% para €312 milhões, com LFL de 2,7%, num trimestre condicionado por volatilidade meteorológica e alguma contenção no canal HoReCa. Ainda assim, o EBITDA da Distribuição Portugal subiu 7,2% para €83 milhões, com margem estável em 5,2%, o que sugere boa gestão do mix e dos custos operacionais. Para o setor, este é um sinal construtivo, porque o cash & carry tem maior sensibilidade a tráfego e restauração, e mesmo assim a rentabilidade resistiu bem.

Ara e Hebe: Expansão acelerada e ganhos de escala

A Ara continuou a ser a história de crescimento mais acelerado do grupo, com vendas de €959 milhões, +23,6% em euros, e LFL de 6,0%. O EBITDA subiu para €44 milhões, com margem a melhorar para 4,6% face a 3,5% no 1T 25, refletindo escala e disciplina de custos. No contexto de retalho alimentar latino-americano, o avanço é muito expressivo, embora a margem continue inferior à dos mercados europeus mais maduros, o que deixa espaço para execução adicional.

A Hebe teve evolução mais moderada, com vendas a subir 1,6% para €148 milhões e EBITDA a aumentar de €3 milhões para €10 milhões, elevando a margem para 6,7%. Isto mostra melhoria operacional clara, mas ainda num negócio com maior competição de preço e menor dimensão relativa. Em termos qualitativos, é o segmento menos relevante em termos de contribuição para o grupo, mas com tendência de rentabilidade positiva.

Vendas consolidadas por negócio
Relatório oficial da Jerónimo Martins

Vendas consolidadas.

Qualidade do crescimento acima do esperado

Do ponto de vista de retalho alimentar, a Jerónimo Martins apresentou um trimestre acima do esperado em termos de qualidade do crescimento. O consumidor manteve-se prudente, privilegiando preço e promoções, e o grupo respondeu com agressividade comercial, reforço de marca própria, campanhas promocionais e otimização do sortido.

A parte mais importante é que a empresa conseguiu crescer volume e margem em simultâneo, o que não é trivial num trimestre com combustíveis mais caros, maior incerteza geopolítica e pressão competitiva na Polónia. O efeito calendário da Páscoa ajudou, sobretudo em março, mas não explica sozinho a performance; houve também uma melhoria operacional transversal.

O ponto menos favorável foi o recuo do resultado líquido, explicado sobretudo por custos financeiros e cambiais ligados à IFRS16, mais do que por fragilidade operacional do negócio corrente.

Análise técnica JMT.PT: Ações reagem em alta após resultados

Do ponto de vista do desempenho das ações, vemos que nos últimos meses as ações têm estado laterais, oscilando entre 20-24 euros aproximadamente.

A zona de suporte perto dos 20 euros tem se revelado importante para manter a tendência de alta a longo prazo. Esta manhã vemos as ações a subirem na sequência dos resultados apresentados, ao mesmo tempo que continuam a respeitar a zona de suporte.

 

Desempenho das ações da Jerónimo Martins no gráfico diário.
xStation 5

Em síntese, o 1T 26 acabou por ser positivo para a Jerónimo Martins e a capacidade do grupo para defender quota e rentabilidade num ambiente de consumo exigente. Devemos destacar o crescimento sólido de vendas, melhoria de margem e disciplina de custos, com a Biedronka e o Pingo Doce.

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