O BCP reportou um resultado líquido consolidado de €305,8 milhões, +25,6% face ao 1T25, suportado por um ROE de 15,9% e por uma execução operacional sólida em Portugal e nas operações internacionais. O trimestre confirma a capacidade do banco em gerar valor num contexto de normalização das taxas e de maior seletividade do mercado, com destaque para a expansão do produto bancário, controlo de custos e redução do custo do risco. Em paralelo, o banco manteve rácios de capital e liquidez muito confortáveis, o que reforça a qualidade do perfil financeiro.
Destaques Financeiros: ROE sobe para 15,9% e reforça rentabilidade
- Resultado líquido do Grupo: €305,8 milhões, +25,6% YoY.
- ROE: 15,9%, acima dos 13,9% do 1T25.
- Resultado líquido em Portugal: €265,4 milhões, +21,2% YoY.
- Resultado líquido internacional: €77,7 milhões, +65,0% YoY, com o Bank Millennium a destacar-se.
- Produto bancário: €983,0 milhões, +8,1% YoY.
- Custo do risco: 35 pb no Grupo, face a 38 pb no 1T25.
- Crédito a clientes: €63,4 mil milhões, +7,2% YoY.
- Recursos totais de clientes: €112,8 mil milhões, +7,9% YoY.
Resultado líquido de 305 milhões no primeiro trimestre de 2026.
Rendibilidade: Portugal lidera ganhos e Bank Millennium acelera
A principal mensagem do trimestre é a forte geração de resultado. A margem financeira cresceu para €738,4 milhões no Grupo, +2,4%, enquanto as comissões subiram 8,2% para €218,0 milhões, permitindo que os proveitos core evoluíssem positivamente.
O resultado antes de imparidades e provisões aumentou 10,3% para €628,1 milhões, sinal de boa alavancagem operacional, apesar do aumento dos custos operacionais. O resultado líquido beneficiou ainda da redução das imparidades e provisões, incluindo menor pressão associada à carteira CHF na Polónia.
Operação em Portugal: O motor do crescimento
No plano nacional, Portugal continua a ser o principal motor do grupo, com €265,4 milhões de lucro líquido, apoiado por um produto bancário de €575,7 milhões e por uma margem financeira de €357,7 milhões.
Polónia e Internacional: Recuperação do Bank Millennium
Nas operações internacionais, o contributo aumentou de forma mais expressiva, para €77,7 milhões, em grande parte devido à melhoria do Bank Millennium e à redução dos encargos ligados aos créditos hipotecários em CHF. Isto é relevante porque mostra que o crescimento não depende apenas do mercado doméstico, mas também de uma recuperação operacional no exterior.
Qualidade do Negócio: Crescimento balanceado e tração digital
Os recursos totais de clientes atingiram €112,8 mil milhões e o crédito a clientes subiu para €63,4 mil milhões, o que mostra expansão balanceada entre captação de depósitos e crescimento da carteira de crédito.
Em Portugal, o crédito performing cresceu com destaque para habitação e empresas, enquanto o banco continua a reforçar a sua posição em PME e banca empresarial. A base de clientes ativos aumentou para 7,4 milhões, com forte tração digital, o que melhora a eficiência estrutural da franquia.
Capital e Liquidez: Robustez permite recompra de ações
O balanço continua a ser uma das principais âncoras da tese. O Common Equity Tier 1 (CET1)* de 15,1% e o capital total de 19,3% são níveis sólidos, mesmo após a dedução do valor máximo de distribuição referente ao resultado líquido de 2025. Isto dá ao BCP uma posição de conforto face aos requisitos regulatórios e uma margem relevante para gerir remuneração ao acionista, crescimento orgânico e absorção de volatilidade.
O anúncio da recompra de ações equivalente a 40% do resultado líquido anual de 2025 reforça essa leitura de robustez de capital. Do lado da liquidez, os rácios também são muito fortes: LCR de 319%, NSFR de 179% e LtD de 68%. Estes números indicam uma estrutura de funding conservadora, com folga material face aos mínimos regulatórios. Em termos de leitura de risco, isto significa que o banco está bem preparado para atravessar um ambiente macro mais instável, sem pressão imediata de refinanciamento.
Eficiência operacional: Dinâmica das operações em Portugal e Polónia
Em Portugal, o desempenho foi particularmente sólido, com a margem financeira a subir 9,8% e as comissões a crescerem 8,5%, o que ajudou a sustentar o aumento do produto bancário em 15,8%. Os custos operacionais cresceram 4,5%, abaixo do crescimento das receitas, o que melhorou a eficiência e ajudou a expandir o resultado líquido. O custo do risco manteve-se em 33 pb, em linha com o período homólogo, sinalizando disciplina na originação e na gestão da carteira.
Nas operações internacionais, o contributo foi marcado pela Polónia. O Bank Millennium registou um lucro líquido de €71,2 milhões, +67,8%, ainda condicionado por encargos ligados à carteira CHF, embora com redução de 61% desses encargos face ao ano anterior. Isto é importante porque sugere que a operação polaca continua a normalizar, ainda que permaneça como uma fonte de volatilidade de resultados. Em termos de banco comercial, a dinâmica de crédito a empresas na Polónia também é um sinal favorável de crescimento orgânico.
Análise das ações BCP
O comportamento da ação no trimestre foi mais fraco, com uma desvalorização de 7,2%, em linha com o setor bancário europeu. Isto mostra que o mercado não penalizou o BCP de forma idiossincrática, a pressão foi essencialmente setorial e macro, associada ao ambiente geopolítico e às expectativas para taxas e crescimento. Apesar disso, vemos que as ações têm vindo a recuperar em direção aos seus máximos anuais.
Em síntese, o primeiro trimestre para o BCP foi claramente positivo, com crescimento forte do resultado líquido, melhoria da rentabilidade, expansão comercial saudável e balanço muito bem capitalizado e líquido. O principal ponto de qualidade é que o banco conseguiu combinar crescimento em Portugal, melhoria na operação internacional e redução do risco de crédito, sem sacrificar a disciplina de capital.
*Common Equity Tier 1, ou seja, o capital de melhor qualidade de um banco.
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