Os futuros do Nasdaq-100 (US100) continuam sob pressão hoje, na sequência de notícias sobre os progressos da China no desenvolvimento da sua própria tecnologia de fabrico de semicondutores. O índice abriu em alta, apoiado pelas notícias de uma pausa nas operações militares entre os EUA e o Irão, mas o sentimento deteriorou-se à medida que a sessão avançava e os preços entraram em território negativo. A pressão mais forte tem-se feito sentir em todo o setor dos semicondutores, com a ASML, a Nvidia e outras empresas relacionadas com chips entre as que registaram as maiores quedas.
O clima de mercado mais fraco foi desencadeado por notícias de que a China está a registar progressos no desenvolvimento de máquinas avançadas de litografia DUV, o que poderá, a longo prazo, desafiar a vantagem atual dos principais intervenientes do setor e aumentar a concorrência no mercado dos semicondutores.
Ao mesmo tempo, os investidores estão a realizar lucros no segmento da inteligência artificial, com a Nvidia também a ficar sob pressão. O mercado está cada vez mais focado não só no ritmo de adoção da IA, mas também na escala de investimento necessária para sustentar a atual trajetória de crescimento. O aumento das despesas com centros de dados e infraestruturas de IA está a suscitar dúvidas sobre se a dimensão destes investimentos se traduzirá em retornos suficientemente sólidos no futuro.
A sessão de hoje destaca a crescente sensibilidade do mercado aos desenvolvimentos no setor dos semicondutores. O setor continua a ser um dos pilares fundamentais da narrativa da inteligência artificial, o que significa que qualquer informação relacionada com a concorrência tecnológica, a pressão sobre as margens ou os retornos futuros dos investimentos pode ter um impacto rápido nas valorizações das principais empresas e no índice em geral.
US100 (D1)
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