09:22 · 12 de agosto de 2026

Ouro registou as valorizações mais rápidas desde o início do ano 👑

O ouro está mais uma vez a atrair a atenção dos investidores, atingindo os níveis mais elevados das últimas 10 semanas, na véspera da divulgação dos dados-chave sobre a inflação nos EUA. O preço do ouro subiu hoje quase 1%, para 4 407 dólares por onça.

 

Conforme se pode observar no gráfico diário, o preço situa-se atualmente em cerca de 4 407,00, tendo ultrapassado com sucesso a linha de tendência descendente e as médias móveis. O metal subiu para o seu nível mais elevado desde 5 de junho, embora tivesse anteriormente encontrado resistência técnica nas médias móveis de 100 e 200 dias, em torno dos 4 387,00 USD. Do ponto de vista dos indicadores técnicos, o RSI situa-se em 67,6, indicando que se aproxima dos seus níveis mais elevados desde o início do ano, enquanto a recente quebra técnica criou um ciclo de retroalimentação positiva que impulsiona novos ganhos e dá início a uma tendência ascendente confirmada.

O principal fator por trás desta impressionante recuperação é uma queda acentuada nas expectativas do mercado quanto a novos aumentos das taxas de juro por parte da Reserva Federal dos EUA. Na sequência dos recentes dados do mercado de trabalho, que se revelaram mais fracos do que o esperado, a probabilidade de um aumento das taxas em setembro caiu para 50 por cento, face aos anteriores 60 por cento. Isto representa um ambiente macroeconómico favorável, uma vez que taxas de juro mais baixas tradicionalmente apoiam os preços do ouro, dado que o ouro apresenta uma correlação inversa com o dólar norte-americano. A atenção dos investidores está agora inteiramente centrada nos dados do IPC dos EUA, a serem divulgados às 14h30, que poderão, em última análise, redefinir as perspetivas para a política monetária da Reserva Federal e, consequentemente, determinar os futuros preços do ouro.

Henrique Tomé

Analista XTB

Henrique Tomé é analista de mercados financeiros, trader e investidor, com especialização em análise macroeconómica e no impacto desta nas diferentes classes de ativos. As suas análises e perspetivas sobre a evolução económica têm sido destacadas e reconhecidas por meios de referência nacionais e internacionais, incluindo o Financial Times.

É formado em Finanças e Contabilidade e possui uma pós-graduação em Mercados Financeiros e Gestão de Risco pela Nova SBE.

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