O petróleo Brent (OIL) registou hoje uma queda de quase 3%, sendo negociado em torno dos 81 dólares por barril. Se a atual fraqueza persistir, o mercado poderá naturalmente tender para um teste da faixa dos 73–76 dólares — os níveis de final de fevereiro e início de março, antes dos ataques de Israel e dos EUA ao Irão. No gráfico diário, o RSI situa-se em 31,2, um valor muito baixo que sugere que o mercado se aproxima de território de sobrevenda (o que não deve ser confundido com um sinal de inversão de tendência). Entretanto, o indicador MACD ainda não aponta para um enfraquecimento do impulso de baixa. Parece que o cessar-fogo no Golfo Pérsico surgiu num momento crítico, eliminando do mercado o risco de perturbações significativas no abastecimento. Consequentemente, a atenção dos investidores está mais uma vez a deslocar-se para a dinâmica da produção, em vez de para as restrições físicas ao fluxo de petróleo.
Hoje, a agência de notícias iraniana ISNA informou que o bloqueio norte-americano do Estreito de Ormuz está em vias de ser desmantelado. Os mercados poderão em breve ver manchetes a destacar um aumento na atividade de transporte marítimo, incluindo o tráfego de petroleiros através desta via navegável estratégica. Esta nova realidade poderá permitir que o mercado de futuros elimine gradualmente o prémio de risco geopolítico que tinha sido incorporado nos preços. Apesar das preocupações persistentes relativamente à oferta e aos inventários, os futuros do petróleo poderão regressar a um ambiente de preços mais normalizado mais rapidamente do que os mercados à vista. A tendência predominante continua a ser de baixa e, a menos que os otimistas consigam empurrar os preços de volta acima do nível-chave de resistência de 87 dólares, o cenário base continua a apontar para um risco de novas quedas.
OIL (Gráfico D1)
Fonte: xStation5
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