Prata está a valorizar mais de 1,5%: com os fundamentais a apontarem para novos máximos, embora os riscos de curto prazo persistam.
A prata valorizou mais de 1,5% esta manhã, apesar de o mercado spot continuar sob alguma pressão. As taxas de empréstimo (funding) da prata situam-se atualmente em cerca de 7,3%, depois de terem atingido níveis significativamente mais elevados no outono. Nas últimas semanas, registou-se uma ligeira normalização destas taxas.
Do ponto de vista fundamental, o enquadramento continua construtivo. O mercado da prata enfrenta um défice estrutural persistente, aliado a uma procura industrial robusta, impulsionada pela expansão dos centros de dados, pela transição energética e pelo crescimento tecnológico global. A isto soma-se a recuperação gradual do ouro e o aumento das tensões geopolíticas, nomeadamente na Ucrânia e no Médio Oriente (Irão).
Neste contexto, não é de excluir que o preço da prata possa evoluir em direção ao limite superior do seu canal ascendente, situado em torno de 82 dólares por onça.
Principais riscos no curto prazo para o preço da prata
Apesar do cenário favorável de médio e longo prazo, existem riscos relevantes no curto prazo. Um dos mais importantes é o reequilíbrio dos fundos de matérias-primas que replicam grandes índices de referência, como o Bloomberg Commodity Index. Após a recente recuperação dos preços, estes fundos reduziram a exposição à prata de cerca de 9% para menos de 3,5%, podendo mesmo descer para 1,5% em cenários mais agressivos.
A janela de reequilíbrio, que decorre entre 8 e 14 de janeiro, pode resultar em vendas estimadas entre 4 e 7 mil milhões de dólares, aumentando significativamente a volatilidade do mercado da prata, potencialmente em vários pontos percentuais.
Dólar forte e política monetária como ventos contrários
Outro fator de pressão é o dólar americano, que tem apresentado um desempenho sólido. Em simultâneo, os dados económicos sugerem que a Reserva Federal poderá manter uma postura cautelosa relativamente a cortes nas taxas de juro durante o primeiro semestre de 2026.
Ainda assim, este efeito é parcialmente mitigado por forças de cariz mais “dovish” provenientes da administração dos EUA e de Donald Trump, incluindo a proposta de compra de 200 mil milhões de dólares em MBS e o orçamento do Pentágono de 1,5 biliões de dólares recentemente anunciado. Financiar mais 500 mil milhões de dólares acima do normal sem um aumento significativo do défice orçamental será um desafio considerável para os EUA.
Prata (gráfico H1, D1)
A prata continua a valorizar, quebrando acima tanto da EMA200 e da EMA50 (linhas vermelha e laranja). O movimento potencial em direção ao limite superior do canal de preços implica uma subida de cerca de 5% em relação aos níveis actuais. Ao mesmo tempo, o quadro mais amplo do mercado sugere que a pressão de tomada de lucro pode gradualmente aumentar após uma recuperação tão poderosa.
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