- Resultado líquido da REN sobe 4,8% para €159,8 milhões.
- CAPEX aumenta 28,9%, impulsionado por projetos de expansão e modernização da rede elétrica.
- Dívida líquida mantém-se estável em €2,52 mil milhões, apesar do forte aumento do investimento.
- Resultado líquido da REN sobe 4,8% para €159,8 milhões.
- CAPEX aumenta 28,9%, impulsionado por projetos de expansão e modernização da rede elétrica.
- Dívida líquida mantém-se estável em €2,52 mil milhões, apesar do forte aumento do investimento.
A REN, Redes Energéticas Nacionais, apresentou resultados sólidos e resilientes no exercício de 2025, demonstrando consistência operacional e financeira num ano marcado pela aceleração do investimento. O EBITDA e o Resultado Líquido registaram crescimentos positivos, enquanto o nível de dívida permaneceu estável.
Principais resultados financeiros da REN - 2025 vs 2024

EBITDA cresce com contributo do negócio doméstico e internacional
O EBITDA atingiu €516,1 milhões, representando um aumento de 2% face ao ano anterior. Este desempenho foi suportado por dois vetores principais:
Negócio Doméstico (+€6,7M)
Beneficiou do aumento na remuneração dos ativos e do OPEX (+€6,0M), bem como do crescimento de outras receitas (+€6,2M). Estes ganhos foram parcialmente compensados por um aumento nos custos operacionais core (+4,3%), nomeadamente custos de manutenção no setor elétrico.
Negócio Internacional (+€3,3M)
O segmento internacional, com destaque para as operações no Chile, teve uma performance robusta. As receitas da Transemel e Tensa (excluindo PPA) cresceram 50%, atingindo €23,3M. O negócio internacional contribuiu com 4,6% do EBITDA total do grupo (aproximadamente €23,7M).
Lucro cresce acima do EBITDA com redução do custo da dívida
O resultado líquido ascendeu a €159,8 milhões, um crescimento de 4,8% face a 2024, superando a taxa de crescimento do EBITDA. Os principais fatores que influenciaram este resultado foram:
- Melhoria nos Resultados Financeiros (+€16,8M): O desempenho financeiro beneficiou diretamente da redução do custo médio da dívida, que passou de 2,75% para 2,50% (-25 pontos base).
- Aumento das Depreciações e Amortizações (-€12,3M): O impacto negativo decorre da aceleração do investimento e entrada em exploração de novos ativos (RAB - rede regulada).
- Impostos: Registou-se um ligeiro agravamento da carga fiscal absoluta, decorrente do aumento dos resultados antes de impostos (EBT), apesar de efeitos fiscais pontuais menos expressivos que no ano anterior.
Investimento dispara quase 30% com foco na rede elétrica
O investimento (CAPEX) foi o destaque operacional do ano, totalizando €474,9 milhões, um aumento expressivo de 28,9% (+€106,5M) face a 2024.
Este valor está alinhado com a estratégia de aceleração da transição energética. O setor da Eletricidade liderou o investimento, com €353,1 milhões (+15,7%), impulsionado por projetos estruturantes como:
- Instalação da Subestação de Ponte de Lima
- Abertura da linha Pedralva–Vila Nova de Famalicão
- Expansão e modernização das subestações de Recarei, Tunes e Ferreira do Alentejo.
Dívida mantém-se estável apesar do forte aumento do investimento
A REN manteve uma gestão financeira prudente, com a Dívida Líquida a permanecer estável em €2.520,6 milhões (variação nula face a 2024).
Apesar do forte aumento no CAPEX, a criação de caixa operacional permitiu manter os níveis de endividamento controlados, ainda que o montante de dívida total seja grande.
- Custo Médio da Dívida: Reduzido para 2,50%.
- Rácio: Dívida Líquida / EBITDA: Aproximadamente 4,9x.
- Liquidez: A empresa mantém uma posição robusta de liquidez, com programas de papel comercial disponíveis (€1.138M) e acesso a financiamento bancário e obrigacionista.
Análise técnica
Em termos técnicos a empresa continua a mostrar uma tendência altista clara que já vem desde Fevereiro de 2025, tendo valorizado neste período aproximadamente 56%, já desde o início do ano as ações subiram mais de 14%.
Para uma empresa deste setor é uma dinâmica ascendente acima da média, mostrando que os acionistas continuam a acreditar nas remunerações futuras da empresa. Ainda assim, nas últimas semanas, as ações encontram-se laterais tendo um suporte de curto prazo junto aos 3.66€.
Em caso de rompimento em baixa, não podemos descartar quedas até à zona dos 3.45€. Já numa ótica de continuação de subida, as ações poderão fazer novos máximos históricos até à resistência da projeção da lateralização junto aos 4.07€.
Gráfico REN (D1)
Conclusão
Os resultados de 2025 confirmam a solidez do modelo de negócio da REN (utilities) e a execução do seu plano que já vem de 2024. O destaque principal foi o aumento agressivo em CAPEX (28.9%) assegurando o crescimento dos seus ativos.
Para além disso, conseguiram reduzir o preço a pagar pela sua dívida em 25pb, o que lhe dá mais folga financeira com a redução dos custos com juros (obrigações+crédito bancário) e assim aumentar o seu resultado líquido.
O investimento recorde tem como base continuar a aumentar o rendimento líquido da empresa por forma a alinhar a estratégia da empresa em remunerar cada vez mais os seus acionistas nos seguintes períodos.
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