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15:40 · 19 de março de 2026

Resultados 2025 da Sonae: Crescimento Sólido e EBITDA Recorde em destaque

Sonae
Principais conclusões
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Principais conclusões
  • Vendas: 11,36 mM€ (+14,2%)
  •  EBITDA subjacente: 1,12 mM€ (+23,6%) | margem: 9,9% (de 9,1%)
  • EBITDA: 1,217 mM€ (+17,6%) | margem: 10,7%
  • Resultado líquido atribuível: 247 M€ (+11,1%)
  • Dívida líquida: 1.470 M€ (−102 M€) | LTV: 13,7%
  • NAV: 5,1 mM€ (+15%) | NAV/ação: 2,62€
  • Dividendo proposto: 6,217 cênt./ação (+5%)

A Sonae fechou 2025 com um ano de forte crescimento operacional, apoiado sobretudo pelo retalho (MC) e pela consolidação de investimentos recentes, ao mesmo tempo que reforçou a rentabilidade e continuou a desalavancar.

Desempenho Financeiro da Sonae em 2025: Vendas, EBITDA e Lucro Líquido

  • O volume de negócios consolidado subiu 14,2% para 11,36 mil milhões de euros
  • O EBITDA subjacente atingiu um máximo histórico de 1,12 mil milhões ( +23,6% ), com melhoria da margem de 9,1% para 9,9%.

A rentabilidade também evoluiu de forma positiva no EBITDA “reportado”: o EBITDA aumentou para 1,217 mil milhões de euros ( +17,6% ), com a margem a subir de 10,4% para 10,7%.

Já o resultado líquido atribuível aos acionistas foi de 247 milhões de euros, um crescimento de 11,1%, impulsionado pelo aumento do resultado direto.

Do lado financeiro, a Sonae terminou o ano com uma dívida líquida consolidada de 1.470 milhões de euros, menos 102 milhões do que no início do ano, beneficiando de uma evolução sólida do cash flow operacional.

  • O loan-to-value (LTV) da holding desceu para 13,7% (de 15,9%)
  • O NAV (valor de ativo líquido) com base em referências de mercado cresceu 15% para 5,1 mil milhões, com NAV por ação de 2,62 euros.

A empresa destaca ainda que a ação valorizou 76% em 2025, encerrando o ano em 1,612€/ação, reduzindo o desconto face ao NAV para 38% (de 60%).

Crescimento do Retalho e Papel da MC como Motor de Expansão

No retalho, a MC voltou a ser o principal motor: registou 8,9 mil milhões de euros de volume de negócios ( +16% ), com EBITDA subjacente de 957 milhões e melhoria de margem para 10,8% ( +0,8 p.p. ). No alimentar, o volume de negócios foi de 7,1 mil milhões ( +10% ), com LfL de 8,3% e EBITDA subjacente de 728 milhões, com margem de 10,2%.

Resultados da Worten e outras marcas chave

A Worten ultrapassou 1,5 mil milhões de euros de volume de negócios ( +7,5% ), com crescimento Lfl (Like-for-Like, pode traduzir-se por “vendas em bases comparáveis”) de 5,8%, e reforçou o peso do online para 20% das vendas (de 17% em 2024). Ainda assim, a empresa refere pressão na estrutura de custos, com o EBITDA subjacente a recuar ligeiramente para 76 milhões (de 78 milhões).

Ao nível de portfólio e criação de valor, 2025 ficou também marcado por movimentos estratégicos (venda das insígnias MO e Zippy, reforço da Sierra na gestão de centros na Alemanha e integração de ativos no ecossistema, incluindo a ZU na Musti), além do acordo para venda da participação no Parque Dom Pedro (Sierra), com impacto de caixa esperado em 2026.

O Conselho de Administração vai propor um dividendo de 6,217 cêntimos por ação, um aumento de 5% face ao ano anterior.

Perspetivas para 2026: Crescimento Sustentável e Gestão de Custos

No conjunto, os resultados reforçam uma mensagem de crescimento com melhoria de margens, sustentada sobretudo pela MC e por ganhos de eficiência, com desalavancagem em paralelo.

Para 2026, o mercado tende a olhar para a capacidade de a Sonae manter este equilíbrio, crescimento no retalho (sem deterioração de margens num contexto competitivo) e disciplina financeira, sendo a evolução dos custos (visível na Worten) um dos pontos a acompanhar com mais atenção.

Ainda assim, os investidores já esperavam este nível de resultados, estando já precificado no preço e vê-se algum aproveitamento para retirar mais valias após esta apresentação de resultados.

Gráfico Sonae (D1) na xStation5
TradingView

 

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