12:40 · 7 de agosto de 2026

Resumo do mercado: O setor tecnológico impulsiona a Europa para novos máximos históricos! Os metais continuam em alta, apesar da estagnação do dólar americano (07.08.2026)

Índices e Empresas:

 

  • Os futuros do índice europeu Stoxx 50 (EU50: +0,6%) atingiram hoje novos máximos históricos (nos 6 560 pontos) e deverão encerrar a terceira semana consecutiva de ganhos, apoiados por resultados melhores do que o esperado de muitas empresas importantes na Europa.

  • Os futuros do DAX alemão (DE40: +0,7%) lideram as subidas na Europa, seguidos pelo FTSE 100 britânico (UK100: +0,6%), pelo SMI suíço (SUI20: +0,6%), pelo AEX holandês (NED25: +0,4%), pelo FTSE MIB (ITA40: +0,4%), o CAC 40 francês (FRA40: 0,2%) e o IBEX 35 espanhol (SPA35: +0,2%).

  • DAX: as subidas na Alemanha são impulsionadas principalmente pelos gigantes tecnológicos (SAP: +3,9%, Infineon: +3%) e pela recuperação da Siemens após a divulgação dos resultados (+2,3%). Por outro lado, as fabricantes de automóveis estão a ficar para trás (Daimler: -3,5%, Porsche: -1%, Volkswagen: -0,4%), juntamente com a Rheinmetall (-0,6%). A Deutsche Telekom (-1,2%) está a perder parte dos ganhos registados ontem após a divulgação dos resultados.

  • Allianz: No segundo trimestre, a Allianz gerou 4,87 mil milhões de euros de lucro operacional, superando as previsões do mercado (4,58 mil milhões de euros). A empresa manteve a sua meta de lucro para o ano inteiro entre 16,4 e 18,4 mil milhões de euros e continua com o seu programa de recompra de ações no valor de 2,5 mil milhões de euros (1,4 mil milhões de euros concluídos no primeiro semestre). As entradas líquidas de ativos de terceiros na PIMCO atingiram 32 mil milhões de euros. O otimismo foi ligeiramente atenuado pelos resultados do setor dos seguros, mais fracos do que o esperado. A ação recuperou a maior parte das perdas registadas no início da sessão e apresenta atualmente uma descida marginal de 0,3%.

O otimismo na Europa é bastante generalizado, mas é nos setores tecnológico e industrial que se regista a maior concentração de ganhos. Fonte: XTB Research

Economia e Geopolítica:

  • Trump afirmou que “[o presidente da Reserva Federal] Kevin Warsh é excelente e não vou criticá-lo.”

  • O presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem, afirmou ser a favor de um aumento das taxas de 25 pontos base na reunião de julho (o Fed manteve as taxas inalteradas entre 3,5% e 3,75%). Salientou que medidas graduais tomadas mais cedo são menos onerosas e evitam que as expectativas de inflação se desvinculem das metas, acrescentando que o banco central deve estar preparado para surpreender os mercados.

  • A produção industrial na Alemanha subiu 0,2% em relação ao mês anterior (-0,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior) em junho e 0,7% numa base trimestral. Os principais motores do crescimento foram o setor automóvel (+3,6%) e o de equipamentos de transporte (+8,4%). O crescimento foi prejudicado pelas quedas na fabricação de maquinaria (-3,9%) e nas indústrias de elevado consumo energético (-1,8%). A indústria, excluindo a energia e a construção, manteve-se inalterada.

  • As exportações alemãs aumentaram 0,9% em relação ao mês anterior em junho, atingindo um valor recorde de 139,3 mil milhões de euros (+6,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior), enquanto as importações subiram 4,4% em relação ao mês anterior, para 123,9 mil milhões de euros. O excedente comercial reduziu-se para 15,4 mil milhões de euros (face aos 19,3 mil milhões de euros registados em maio). As exportações para os EUA caíram 14,2% em relação ao mês anterior, enquanto as importações provenientes da China aumentaram 9,1%.

  • O défice comercial da França aumentou para 19,2 mil milhões de euros no segundo trimestre de 2026. As importações registaram um aumento de 5,5% (devido principalmente aos preços mais elevados dos hidrocarbonetos causados pela guerra no Irão), superando o crescimento das exportações (3,1%), que foi impulsionado principalmente pelo setor aeroespacial. Apesar da deterioração geral da balança comercial, a França conseguiu aumentar a sua quota de mercado global.

Apesar de uma forte recuperação em relação ao mês anterior, o crescimento anual da produção está quase a estagnar. Fonte: XTB Research, com base em dados da Macrobond

Câmbios, Metais, Energia:

  • O Índice do Dólar dos EUA (USDIDX) mantém-se em suspenso antes da divulgação do relatório-chave sobre o mercado de trabalho dos EUA (NFP). A moeda mais forte do G10 hoje é o franco, e a mais fraca é a libra esterlina. O USDJPY registou uma descida de 0,1%, mas mantém-se cerca de 2% acima do mínimo atingido na sequência da intervenção de Tóquio e Washington. EURUSD está a valorizar 0,1%, para 1,1530.

  • Os futuros do petróleo Brent (OIL) registam uma descida de 2,1%, para 81,80 dólares por barril, na sequência de notícias de que os EUA, o Irão e Omã estão “próximos de um acordo” sobre a reabertura temporária do Estreito de Ormuz.

  • Os metais preciosos prolongam a sua série de ganhos, apesar da falta de volatilidade do dólar. O ouro sobe 1,8%, para 4 320 dólares por onça, enquanto a prata valoriza 4,6%, para 64,40 dólares, o seu nível mais alto desde o final de junho.

O EURUSD mantém-se próximo da média móvel exponencial de 100 dias (EMA100; roxo escuro) antes da divulgação dos dados do NFP. As cotações do ouro aparecem a amarelo. Fonte: xStation5

Henrique Tomé

Analista XTB

Henrique Tomé é analista de mercados financeiros, trader e investidor, com especialização em análise macroeconómica e no impacto desta nas diferentes classes de ativos. As suas análises e perspetivas sobre a evolução económica têm sido destacadas e reconhecidas por meios de referência nacionais e internacionais, incluindo o Financial Times.

É formado em Finanças e Contabilidade e possui uma pós-graduação em Mercados Financeiros e Gestão de Risco pela Nova SBE.

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