Os mercados estão a começar a semana sob pressão motivada por dois motivos: a escalada do conflito entre o Irão e Israel e a mudança de narrativa da Fed, que passou de um "pivot" para potenciais subidas de taxas. Estes dois motivos, estão a impulsionar os preços do petróleo, enquanto que as ações do setor tecnológico estão sob pressão.
Calendário para hoje e para o resto da semana
A divulgação do IPC na quarta-feira e a decisão do BCE na quinta-feira são os principais eventos da semana, juntamente com qualquer potencial escalada geopolítica, serão eles a ditar o rumo das próximas semanas. Tudo indica que será uma semana movimentada, especialmente para o setor tecnológico.
O que está a mover os mercados esta manhã?
Escalada no Médio Oriente O Irão disparou foguetes contra Israel pela primeira vez em quatro semanas; Israel respondeu com ataques a cerca de 10 alvos militares, incluindo o complexo petroquímico de Karoon, em Khuzestan. O Estreito de Ormuz permanece efetivamente encerrado – a OPEP+ está a produzir apenas 33,19 milhões de b/d, em comparação com os 42,77 milhões de b/d em fevereiro. Resultado: WTI +4,93% (~$94,63), Brent +5,04% (~$97,60) – o maior salto diário em meses.
A Fed está de volta ao caminho das subidas de taxas O relatório do emprego (NFP) de sexta-feira (+172 000, o terceiro mês forte consecutivo), combinado com o choque energético, empurrou a probabilidade de uma subida de taxas por parte da Fed antes do final do ano para valores acima dos 70%. A Goldman Sachs adiou os primeiros cortes de taxas para 2027, e o mercado já está a descontar totalmente um aperto de cerca de 30 pontos base. Hoje, após as 16h00, serão conhecidos os dados da Fed de Nova Iorque sobre as expectativas de inflação.
Abertura do mercado europeu – DE40 e EU50 no vermelho Os futuros registavam uma queda de cerca de 1% antes da abertura do mercado; logo no início da sessão, o DE40 caiu -0,75% para os 24 411 pontos, e o EU50 recuou -0,70% para os 5 972 pontos. Uma pressão adicional veio dos dados divulgados hoje na Alemanha — as encomendas industriais de abril caíram -3,8% em termos mensais (previsões: -2,0%), após um salto de +4,5% em março, confirmando que a subida de março foi um efeito pontual de encomendas preventivas face a perturbações na cadeia de abastecimento.
Empresas com maior volatilidade
A tecnologia continua no epicentro das atenções após o "mapa vermelho" de sexta-feira em Wall Street:
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Semicondutores: MU -13,25%, INTC -11,28%, AMD -10,86%, AMAT -9,71%, NVDA -6,2%
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Big Tech: META -5,51%, MSFT -2,66%, AVGO -7,92%
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Rotação defensiva clara: UNP +13,19%, WMT +4,09%, JNJ +2,02%, KO +3,46%
Na Ásia, o KOSPI acionou um circuit breaker (caindo 8% no seu ponto mais baixo e fechando a sessão a perder cerca de 5%), o Nikkei caiu 3,7% e a TSMC recuou 2,1%.
Forex e metais
O DXY está a oscilar em torno dos 100 – o dólar encontra-se em máximos de dois meses. EUR/USD nos 1,1516, USD/JPY acima de 160 – o iene anulou por completo o efeito da intervenção de maio do BdJ. O ouro está a cair -0,51% para os $4 296 – a subida das taxas de juro reais está a sobrepor-se ao seu apelo como ativo de refúgio; a prata recua -1,67%.
Bitcoin tenta recuperar
Após ter caído abaixo dos $60 000 na sexta-feira (a sua maior queda semanal desde o colapso da FTX), a Bitcoin recuperou para a fasquia dos $62 900, registando uma subida de 2,03%.
Destaques da manhã (08.06.26)
Última hora: Nasdaq desce 2,4%, enquanto a Bitcoin testa o importante nível de suporte dos 60 mil dólares
NFP: Um ponto de viragem para o dólar e o início de uma correção no mercado bolsista?
Índices em Wall Street recuam, devido aos sell-offs no setor dos semicondutores 📌
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