📊 Macroeconomia e Bancos Centrais
- Decisão do Fed sobre as taxas: O Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) dos EUA manteve a taxa de juro de referência no intervalo de 3,50%–3,75%, tal como esperado, marcando a quarta reunião consecutiva sem alterações nas taxas.
- Gráfico de pontos com tom mais restritivo: As projeções macroeconómicas, em particular o gráfico de pontos, apresentam uma perspetiva mais restritiva — especialmente para 2026. O novo presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, demonstrou uma abordagem significativamente mais restritiva.
- Declaração simplificada: Mais de metade do conteúdo foi suprimido da declaração oficial da Reserva Federal, removendo completamente as anteriores referências «dovish» relativas a potenciais reduções das taxas.
- Estratégia de Warsh: O presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, apontou para mudanças iminentes na apresentação de dados, nas projeções e na comunicação. No entanto, salientou também que os choques de oferta continuam a ser a principal causa da inflação e descreveu as taxas de juro atuais como «bastante restritivas».
- Mudança de sentimento: Uma grande parte dos membros do Fed mantém agora uma postura mais restritiva do que em março, com a previsão mediana da taxa de juro para o final de 2026 a subir para 3,8%.
- Subidas das taxas em cima da mesa: Metade dos membros do FOMC (9 em 12) espera pelo menos mais uma subida das taxas este ano, citando um mercado de trabalho forte e riscos inflacionistas crescentes (especialmente após os recentes choques energéticos). Entretanto, Warsh descartou categoricamente qualquer revisão da meta de inflação de 2%.
- PIB da Nova Zelândia supera as expectativas: Os dados oficiais do PIB do primeiro trimestre de 2026 da Nova Zelândia surpreenderam os mercados positivamente, revelando um crescimento económico de 0,8% em termos trimestrais (contra as expectativas de 0,9% e na sequência de um crescimento anterior de 0,5%) e um aumento de 1,5% em termos homólogos (frente a uma previsão de 1,1%).
- Reação do NZD: Os dados positivos da Nova Zelândia reforçam as expectativas de potenciais subidas das taxas de juro e estão a ajudar o par NZDUSD a recuperar após a sua recente queda para os níveis mais baixos desde abril.
🌍 Geopolítica
- Avanço entre os EUA e o Irão: Os EUA e o Irão terão assinado eletronicamente um Memorando de Entendimento (MOU) que implementa um cessar-fogo imediato em todas as frentes (incluindo o Líbano), abrindo uma janela de 60 dias para negociar um tratado de paz definitivo.
- Assinatura em Genebra: A assinatura oficial e a entrada em vigor do memorando estão agendadas para a próxima sexta-feira, em Genebra, na Suíça, e estão a ser aclamadas como um avanço histórico.
- Principais disposições: O acordo inclui o compromisso dos EUA de levantar o bloqueio naval no prazo de 30 dias, descongelar os ativos iranianos, anular completamente as sanções e aprovar imediatamente as exportações de petróleo iraniano.
- Reconstrução regional: Será criado um fundo de reconstrução no valor de 300 mil milhões de dólares em colaboração com parceiros regionais. Para restabelecer o tráfego marítimo normal e garantir uma administração marítima segura, o Irão está a iniciar conversações oficiais com Omã relativamente ao Estreito de Ormuz.
📈 Mercados bolsistas e ações
- Sell-off em Wall Street: Os índices norte-americanos encerraram a sessão de quarta-feira com perdas acentuadas. O S&P 500 caiu 1,2% e o Nasdaq 100 registou uma queda de 1,34%, pressionados pelo tom hawkish da Reserva Federal e por uma venda massiva no mercado de títulos do Tesouro.
- Recuperação na quinta-feira: A sessão de hoje apresenta uma inversão dos movimentos de baixa registados ontem em Wall Street. Os futuros do US500 já registam uma subida de 1,4%, enquanto os futuros do US100 ganham 1,8%.
- Mercados asiáticos: A sessão asiática trouxe uma abertura mista, mas relativamente estável, com sinais de otimismo cauteloso, impulsionada por uma forte euforia no setor tecnológico.
- Marco histórico para o KOSPI: O índice sul-coreano KOSPI ultrapassou a barreira dos 9 000 pontos pela primeira vez na história, subindo 1,5% nas negociações da manhã, impulsionado pelos gigantes tecnológicos; as ações da SK Hynix subiram mais de 3%, atingindo novos máximos devido às entregas da sua memória avançada HBM4E.
- Ganhos do Nikkei: O índice Nikkei 225 do Japão registou um ganho de quase 2%.
💱 Moedas
- Força do dólar: O Índice do Dólar registou uma forte subida de cerca de 50 pips imediatamente após o término da conferência de imprensa da Reserva Federal.
- Foco no iene: Os investidores estão a acompanhar de perto o iene japonês (JPY) depois de o Banco do Japão (BoJ) ter aumentado as taxas de juro para 1% na semana passada. Em conjunto com a postura hawkish da Reserva Federal, isto está a tornar as condições de liquidez globais ainda mais restritivas.
- Principais pares: O principal par cambial, o EURUSD, caiu ontem de 1,16 para o nível de 1,15, enquanto o USDJPY ultrapassou a barreira psicológica dos 160,5.
🛢️ Matérias-primas
- Petróleo sob pressão: Os preços globais do petróleo registaram quedas acentuadas devido às perspetivas do mercado de um rápido regresso da oferta iraniana na sequência do acordo geopolítico.
- Petróleo Brent: Apesar da volatilidade de ontem, o petróleo Brent continua a sua trajetória descendente e está a ser negociado hoje abaixo dos 78 dólares por barril.
- Volatilidade do ouro: O ouro reagiu negativamente à postura hawkish da Reserva Federal, anulando todos os ganhos registados no início da semana e caindo inicialmente para 4 250 dólares por onça.
- Recuperação dos metais preciosos: A perspetiva de queda dos preços do petróleo está a beneficiar os metais preciosos. Além disso, uma vez que Kevin Warsh não se revelou extremamente hawkish, o ouro está hoje a recuperar em direção ao nível de 4 321 dólares por onça.
Gráfico do dia: GBP/USD (18.06.2026)
A Reserva Federal surpreende os mercados: crescimento mais lento, aumento da inflação e taxas «mais elevadas durante mais tempo»
Será que Warsh vai voltar a baixar as taxas?
Abertura da sessão americana: À espera de Warsh
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