🌍 Geopolítica
- As negociações de paz entre os EUA e o Irão chegaram a um impasse. Trump publicou um aviso no Truth Social afirmando que «o tempo está a esgotar-se» para Teerão e que «nada restará» se o Irão não agir rapidamente — os mercados interpretaram isto como um aumento da probabilidade de uma nova ação militar.
- Drones atacaram uma instalação nuclear nos Emirados Árabes Unidos, e Trump deverá convocar uma reunião na Sala de Situação na terça-feira para discutir opções militares contra o Irão. A primeira reunião com os conselheiros de segurança teve lugar no sábado.
- No contexto das tensões entre os EUA e a China, a cimeira Trump-Xi resultou no anúncio da China de que compraria pelo menos 17 mil milhões de dólares em produtos agrícolas norte-americanos anualmente até 2028 (incluindo soja e carne de vaca), enquanto os EUA garantiram um compromisso relativamente às terras raras. No entanto, as duas partes apresentaram versões divergentes dos acordos.
📊 Economia
- Os dados da China relativos a abril foram uma grande desilusão: as vendas a retalho aumentaram apenas 0,2% em termos homólogos (o desempenho mais fraco desde dezembro de 2022; previsão: 2%), a produção industrial abrandou para 4,1% em termos homólogos (previsão: 5,9%) e o investimento em ativos fixos contraiu 1,6% em termos homólogos nos primeiros quatro meses do ano.
- Os preços das casas novas na China caíram pelo 35.º mês consecutivo, enquanto as vendas domésticas de automóveis desceram 21,6% em termos homólogos (a sétima descida mensal consecutiva). O NBS descreveu o ambiente externo como «sombrio e complexo», apelando a uma política fiscal mais proativa — mas o Politburo não anunciou quaisquer novas medidas de estímulo.
- O Japão confirmou planos para emitir nova dívida para financiar um orçamento suplementar destinado a mitigar o impacto energético do conflito no Médio Oriente. A primeira-ministra Takaichi instruiu o ministro das Finanças a examinar opções para um pacote alargado, o que contribuiu para que as taxas de rendibilidade das obrigações japonesas subissem para o seu nível mais alto desde 1996.
📉 Mercados globais
- Wall Street encerrou a semana passada em território negativo, e a sessão asiática de segunda-feira registou quedas generalizadas. O aumento dos preços do petróleo, os juros da dívida mais elevados das obrigações e a escalada das tensões geopolíticas acabaram por criar um sentimento negativo para os mercados acionistas globais.
- Os juros das obrigações do Tesouro a 10 anos subiram para 4,631% — o nível mais alto desde fevereiro de 2025 — enquanto os juros a 30 anos atingiram um máximo anual de 5,159%, refletindo uma reavaliação das expectativas relativamente a novos aumentos das taxas de juro face ao choque energético.
🌏 Ásia
- O KOSPI (Coreia do Sul) acionou o mecanismo «sidecar» pela segunda vez consecutiva (um mecanismo para controlar a negociação algorítmica na bolsa de valores), caindo até 4,68% durante a sessão, embora tenha acabado por recuperar as perdas e fechado acima de zero. As tensões estão a ser exacerbadas por um conflito salarial na Samsung Electronics — o sindicato iniciou negociações mediadas pelo governo para evitar uma greve na empresa, que representa quase 25% das exportações sul-coreanas.
- O JP225 (Nikkei) registou uma queda de cerca de 1,27%, sendo negociado em cerca de 61 032 pontos. As taxas de rendibilidade das obrigações do Estado japonês estão a subir para níveis não observados desde 1996, num contexto de planos para uma nova emissão de obrigações e de pressões estagflacionistas decorrentes do aumento dos preços da energia.
- O índice chinês CHN.cash registou uma queda de 0,27%, para cerca de 8.583 pontos, enquanto o índice UK100 caiu 0,27%. Os futuros europeus apontam para uma abertura em baixa: DAX –1%, CAC –0,95%, FTSE MIB –0,8%, FTSE 100 –0,2%.
💱 Moedas
- O USD é atualmente a moeda principal mais forte, superando o CHF e o EUR. O AUD e o JPY são os mais fracos — o AUD está a cair devido a dados decepcionantes da China, o principal parceiro comercial da Austrália.
- O USDJPY subiu +0,23% para cerca de 158,98, refletindo a pressão sobre o JPY, apesar do aumento dos rendimentos dos JGB. O USDPLN subiu +0,21% para 3,6556, enquanto o EURPLN subiu +0,08% para 4,2487. O DXY (USDIDX) subiu simbólicos +0,04% para cerca de 99,25, mantendo-se próximo da marca psicológica dos 100.
🛢️ Matérias-primas
- O petróleo WTI subiu +1,89% para cerca de 107,57 dólares por barril, enquanto o Brent ultrapassou os 111 dólares por barril (+1,90%), impulsionado pela retórica mais dura de Trump em relação ao Irão, um ataque com drones nos Emirados Árabes Unidos e preocupações com a navegabilidade do Estreito de Ormuz.
- O gás natural subiu 2,33% para 3,03 dólares — o ativo com melhor desempenho esta manhã. O ouro registou uma ligeira descida (-0,20%) para cerca de 4.536 dólares/onça, enquanto a prata desceu 1,32% para cerca de 75,22 dólares/onça, em reação ao aumento das taxas de rendibilidade das obrigações e a um dólar mais forte.
📱 Empresas
- A Ryanair divulga hoje os seus resultados antes da abertura dos mercados. A Baidu (BIDU.US) também apresenta os seus resultados antes do início da sessão, com foco no impacto dos custos energéticos e na situação dos gastos de consumo na China sobre as suas receitas publicitárias.
- A NVIDIA (NVDA.US) deverá divulgar os seus resultados trimestrais na quarta-feira, após o fecho do mercado. A previsão consensual aponta para um EPS de 1,78 dólares e receitas de aproximadamente 78,98 mil milhões de dólares; o preço das ações subiu 20% no último mês e 26,5% desde o início do ano, atingindo máximos históricos.
- Na quarta-feira, a TJX, a Target e a Lowe’s (grandes cadeias de retalho) também divulgarão os seus resultados, enquanto na quinta-feira a Walmart (antes da abertura do mercado) e a Take-Two Interactive (após o fecho do mercado) farão o mesmo. Resultados sólidos da Walmart serviriam como um teste à resiliência do consumidor norte-americano face ao aumento dos custos energéticos.
₿ Criptomoedas
- A Bitcoin caiu 1,71%, para cerca de 76 909 dólares — o seu nível mais baixo em mais de duas semanas. Uma diminuição do apetite pelo risco em meio a tensões geopolíticas, um aumento nos rendimentos das obrigações e dados fracos da China afastaram o capital dos ativos especulativos.
🔭 O que acompanhar hoje
- Às 09:00, o PIB suíço do primeiro trimestre; às 14:00, a inflação subjacente polaca de abril.
- A questão-chave do dia: os mercados europeus já precificaram o risco geopolítico, ou a abertura verá uma nova onda de vendas? A reunião de terça-feira na Sala de Situação de Trump poderá ser um potencial catalisador para um aumento da incerteza.
Wall Street sangra após visita de Trump à China
Mercado obrigacionista em queda forte❗️TNOTE atinge valor mais baixo dos 12 meses 📉
Kevin Warsh enfrenta o maior desafio da Reserva Federal até à data. Trump quer cortes nas taxas de juro, mas a inflação diz «não»
Resumo do mercado: Ações e metais registam queda, uma vez que a cimeira Trump-Xi não conseguiu quebrar o impasse com o Irão
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