Nos últimos meses, a Apple acelerou significativamente os esforços para expandir a produção de chips e Macs nos Estados Unidos, o que deve ser considerado uma jogada estratégica. O objetivo da empresa é aumentar a resiliência da cadeia de abastecimento face aos crescentes riscos geopolíticos, às tensões entre os Estados Unidos e a China e às potenciais perturbações na produção asiática. Embora a produção em massa de iPhones e da maioria dos Macs continue na Ásia, a Apple está a intensificar os investimentos na indústria de semicondutores dos EUA para garantir componentes críticos e fortalecer as capacidades tecnológicas locais.
O complexo de semicondutores no Arizona
Um elemento-chave dessa estratégia é o enorme complexo de produção de chips no Arizona, com um custo estimado em cerca de 165 mil milhões de dólares. O complexo inclui seis fábricas e apoia a produção de semicondutores avançados usados nos novos dispositivos da Apple. Embora essas tecnologias ainda estejam atrás das instalações da TSMC em Taiwan, o investimento permite à Apple garantir parte de sua produção em cenários de emergência e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros para componentes críticos.
Parcerias norte-americanas e produção estratégica
Ao mesmo tempo, a Apple está a expandir a cooperação com parceiros e fornecedores norte-americanos. A GlobalWafers, no Texas, lida com a produção de wafers, a Corning, no Kentucky, produz vidro especializado e a Amkor, no Arizona, é responsável pela embalagem de chips. Esses investimentos estratégicos e parcerias permitem à empresa construir um ecossistema de produção local que, embora ainda represente uma pequena percentagem da procura total da Apple, aumenta a estabilidade e a segurança do abastecimento.
A Apple também anunciou que parte da produção do Mac Mini será transferida para as instalações da Foxconn em Houston, onde a empresa já fabrica os seus servidores de IA. Embora o Mac Mini represente uma pequena parte das vendas da Apple, é popular entre programadores e utilizadores de IA, tornando a produção local uma forma de aumentar a flexibilidade da empresa em responder à procura em constante mudança. A linha de produção de Houston será apoiada por um centro de formação, refletindo a abordagem de longo prazo da Apple para desenvolver competências locais e aumentar a capacidade de produção nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a empresa mantém uma parte significativa da produção na Ásia, destacando que a TSMC continua a ser o principal fornecedor de chips avançados.
As ações da Apple devem ser vistas num contexto geopolítico e macroeconómico mais amplo. O aumento das tensões no Leste Asiático e o risco potencial de um bloqueio chinês do Estreito de Taiwan colocam as empresas de tecnologia numa situação em que diversificar as fontes de abastecimento e desenvolver capacidades locais se torna uma necessidade estratégica. Através dos seus investimentos no Arizona e no Texas, a Apple está a criar uma forma de seguro para a sua cadeia de abastecimento global, minimizando o risco de interrupções repentinas no fornecimento de componentes críticos.
Implicações estratégicas para o mercado e investidores
- A ação da Apple pode ser interpretada como uma medida ponderada de proteção da cadeia de abastecimento.
- A empresa reduz o risco associado a potenciais problemas de produção na TSMC.
- A estratégia mitiga o impacto das tensões geopolíticas, incluindo o risco de um bloqueio do Estreito de Taiwan.
- Aumenta a resiliência a interrupções na cadeia de abastecimento global.
- Para os investidores, isso sinaliza que a Apple está a gerir ativamente o risco geopolítico e a fortalecer o ecossistema de produção dos EUA.
- A longo prazo, essas ações podem melhorar a estabilidade operacional, aumentar o controlo sobre componentes críticos e reduzir a vulnerabilidade a choques externos do mercado.
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