Leia mais
16:31 · 17 de fevereiro de 2026

Nova legislação sobre redes sociais: qual o impacto nas ações da Meta, TikTok e Google?

-
-
Abrir conta DESCARREGUE A APP GRATUITAMENTE
-
-
Abrir conta DESCARREGUE A APP GRATUITAMENTE
-
-
Abrir conta DESCARREGUE A APP GRATUITAMENTE

A nova legislação sobre redes sociais em Portugal, na União Europeia e nos Estados Unidos está a aumentar a pressão regulatória sobre as Big Tech. As exigências de verificação de idade e consentimento parental podem impactar receitas publicitárias, custos de compliance e margens da Meta, TikTok, Alphabet e Oracle. Analisamos o enquadramento legal e as possíveis implicações para as ações destas empresas.

Porque estão as redes sociais sob maior pressão regulatória?

Crianças a usar smartphone sentadas no sofá
Freepik

O movimento global para regulamentação do acesso de menores às plataformas digitais ganhou força inédita em 2025 e 2026, impulsionado por crescentes evidências científicas sobre os impactos negativos das redes sociais na saúde mental de crianças e adolescentes.

A União Europeia e os Estados Unidos emergiram como protagonistas deste novo paradigma regulatório. Portugal também aprovou medidas que exigem verificação rigorosa de idade e consentimento parental, alterando o modelo de operação das grandes tecnológicas.

A Lei de Proteção de Menores nas Redes Sociais em Portugal

Neste mês, o Parlamento português aprovou de forma histórica o Projeto de Lei n.º 398/XVII/1ª, apresentado pelo PSD com apoio do PS, estabelecendo restrições sem precedentes ao acesso de menores às redes sociais. A votação em primeira leitura registou 148 votos favoráveis, 69 contra e 13 abstenções, refletindo amplo consenso político sobre a necessidade de proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.

Menores de 13 anos ficam totalmente proibidos de usar plataformas como Instagram, TikTok e Facebook, enquanto jovens entre 13 e 16 anos só podem aceder mediante consentimento parental verificado, usando a Chave Móvel Digital. As empresas que não cumprirem enfrentam coimas de até €2 milhões, pressionando Meta, TikTok, Google e Oracle a adaptarem rapidamente os seus modelos de negócio e sistemas de verificação de idade.

União Europeia e Estados Unidos: aumento da pressão regulatória sobre as Big Tech

A União Europeia e os Estados Unidos reforçaram significativamente as regras de proteção de menores nas redes sociais. Na UE, o Digital Services Act (DSA) estabelece que plataformas devem implementar mecanismos robustos de privacidade, segurança e verificação de idade, sob risco de multas de até 6% da receita global — o que pode atingir €9,3 mil milhões no caso do TikTok. A Comissão Europeia já acusou a plataforma de “design viciante” que afeta crianças e adolescentes.

Nos EUA, o COPPA exige consentimento parental verificável para menores de 13 anos, mas vários estados aprovaram leis ainda mais restritivas, impondo bloqueios a menores de 14 ou 15 anos e verificações digitais adicionais. Empresas como Meta e TikTok enfrentam um panorama regulatório fragmentado, com custos de compliance elevados e riscos significativos para receita publicitária.

Como a nova legislação pode afetar as ações das Big Tech?

Meta

Para a META, as novas legislações representam uma ameaça significativa ao modelo de negócio baseado em publicidade direcionada. Análises da Capstone estimam que um framework nacional de verificação nos EUA poderia ameaçar até 18% da receita. A empresa reportou o bloqueio de mais de 330.000 contas no Instagram devido a idade inadequada e enfrenta processos por danos à saúde mental de jovens.

ByteDance (TikTok)

Simultaneamente, a ByteDance (TikTok) encontra-se sob pressão máxima. Acusada pela UE de "design viciante", enfrenta multas potenciais de €9,3 mil milhões. Nos EUA, a FTC acusa a plataforma de permitir conscientemente o acesso de menores de 13 anos. Em 2026, o TikTok anunciou novas tecnologias para detectar a idade na Europa, antecipando requisitos regulatórios.

Alphabet (Google)

A Alphabet (Google), com histórico de multas recordes ($170 milhões em 2019), implementou sistemas de verificação de idade baseados em IA que analisam comportamentos para identificar menores. A empresa enfrenta processos conjuntos com a META na Califórnia sobre algoritmos viciantes.

Oracle

A Oracle ocupa uma posição singular como parceira tecnológica do TikTok nos EUA e fornecedora de soluções de compliance. Responsável pela auditoria dos algoritmos da plataforma chinesa, a Oracle desenvolve tecnologias de identidade digital e verificação de idade, capitalizando num mercado de compliance estimado em milhares de milhões.

A implementação prática enfrenta desafios complexos. Tecnologias como digitalização facial, identificação oficial e Chave Móvel Digital apresentam limitações de privacidade e fricção na experiência do utilizador. Os custos de compliance incluem investimentos em infraestrutura, despesas legais e perdas de receita publicitária.

Especialistas estimam que o cumprimento integral das legislações globais custará às grandes plataformas centenas de milhões de euros anualmente. Portanto, por um lado há uma quebra de receita derivada da perda de utilizadores ativos e por outro lado há um aumento de custos derivado ao compliance para garantir que a nova legislação não seja violada.

Performance em bolsa: as ações das Big Tech já estão a refletir o risco regulatório?

Para os investidores, a principal questão não é apenas jurídica, mas financeira: até que ponto estas restrições podem afetar o crescimento de utilizadores, a monetização e o valuation das empresas?

Do ponto de vista do mercado acionista, o risco regulatório junta-se a um contexto já desafiante para o setor tecnológico, marcado por taxas de juro elevadas, aumento de Capex em IA e revisões de guidance. Diante disso, não podemos descartar que esta nova legislação possa estar a pesar no sentimento dos investidores destas empresas e na avaliação das perspetivas futuras.

Gráfico com comparação de desempenho da Google (Azul) , META (Amarelo) e Oracle (Verde).
Gráfico com comparação de desempenho da Google (Azul) , META (Amarelo) e Oracle (Verde). Fonte: TradingView

Neste momento, a empresa mais penalizada pelo mercado parece ser a Oracle com quedas expressivas desde o início do ano (cerca de -18,8%), posteriormente a META com -3.93% e de seguida a Alphabet com -2.59%. As quedas nas tecnológicas têm sido transversais, pelo que não podemos correlacionar estas quedas diretamente à legislação de proteção de menores, contudo o mercado começa também a precificar o impacto que estas medidas regulatórias podem ter nos lucros, margens e receitas no futuro, numa altura em que as 3 empresas combinadas estão a investir milhares de milhões de dólares em infraestrutura para desenvolvimento de sistemas de IA poderosos.

O que esperar para as Big Tech nos próximos meses?

A regulamentação do acesso de menores às redes sociais é uma tendência irreversível. Portugal, UE e EUA convergiram na proteção das crianças contra riscos sistémicos digitais. Para as Big Tech, isto exige uma transformação estrutural dos modelos de negócio. O futuro exigirá um equilíbrio entre proteção de menores, privacidade e viabilidade económica, sendo que a harmonização internacional das leis é essencial para evitar a fragmentação regulatória.

17 de fevereiro de 2026, 15:06

Abertura da sessão americana: Mercado sob pressão do Irão e da IA

17 de fevereiro de 2026, 15:01

Hollywood em alta tensão: mais uma rodada na disputa pela Warner Bros.

17 de fevereiro de 2026, 13:30

Ações da Norwegian Cruise Line sobem 7% com a divulgação da participação de 10% da Elliott Management 📈

17 de fevereiro de 2026, 12:59

Resultados da BHP, o mercado do cobre e a correção da KGHM. O que é necessário saber?

Este material é uma comunicação de marketing na aceção do artigo 24.º, n.º 3, da Diretiva 2014/65 / UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014, sobre os mercados de instrumentos financeiros e que altera a Diretiva 2002/92 / CE e Diretiva 2011/61/ UE (MiFID II). A comunicação de marketing não é uma recomendação de investimento ou informação que recomenda ou sugere uma estratégia de investimento na aceção do Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho de 16 de abril de 2014 sobre o abuso de mercado (regulamentação do abuso de mercado) e revogação da Diretiva 2003/6 / CE do Parlamento Europeu e do Conselho e das Diretivas da Comissão 2003/124 / CE, 2003/125 / CE e 2004/72 / CE e do Regulamento Delegado da Comissão (UE ) 2016/958 de 9 de março de 2016 que completa o Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito às normas técnicas regulamentares para as disposições técnicas para a apresentação objetiva de recomendações de investimento, ou outras informações, recomendação ou sugestão de uma estratégia de investimento e para a divulgação de interesses particulares ou indicações de conflitos de interesse ou qualquer outro conselho, incluindo na área de consultoria de investimento, nos termos do Código dos Valores Mobiliários, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 486/99, de 13 de Novembro. A comunicação de marketing é elaborada com a máxima diligência, objetividade, apresenta os factos do conhecimento do autor na data da preparação e é desprovida de quaisquer elementos de avaliação. A comunicação de marketing é elaborada sem considerar as necessidades do cliente, a sua situação financeira individual e não apresenta qualquer estratégia de investimento de forma alguma. A comunicação de marketing não constitui uma oferta ou oferta de venda, subscrição, convite de compra, publicidade ou promoção de qualquer instrumento financeiro. A XTB, S.A. - Sucursal em Portugal não se responsabiliza por quaisquer ações ou omissões do cliente, em particular pela aquisição ou alienação de instrumentos financeiros. A XTB não aceitará a responsabilidade por qualquer perda ou dano, incluindo, sem limitação, qualquer perda que possa surgir direta ou indiretamente realizada com base nas informações contidas na presente comunicação comercial. Caso o comunicado de marketing contenha informações sobre quaisquer resultados relativos aos instrumentos financeiros nela indicados, estes não constituem qualquer garantia ou previsão de resultados futuros. O desempenho passado não é necessariamente indicativo de resultados futuros, e qualquer pessoa que atue com base nesta informação fá-lo inteiramente por sua conta e risco.

Junte-se a mais de 2 000 000 investidores de todo o mundo