O mercado de metais preciosos tem registado uma onda de vendas excepcionalmente acentuada nos últimos dias. O ouro registou uma queda de cerca de 10 % numa base semanal, caminhando para a sua pior semana desde 1983, enquanto a prata caiu mais de 10 % hoje, antes de recuperar após «tocar» num nível de suporte fundamental próximo da sua média móvel de 200 dias.
- Esta onda de vendas ocorre num contexto de elevada incerteza geopolítica e riscos crescentes de estagflação, o que normalmente apoiaria a procura por ativos de refúgio — especialmente o ouro. Em vez disso, os metais preciosos estão a comportar-se mais como ativos de momentum, caindo a par das obrigações e dos índices de ações.
- Esta dinâmica pode estar ligada à mudança nas expectativas em torno da política da Reserva Federal. As expectativas de redução das taxas estão a ser adiadas para o outono, beneficiando tanto o dólar americano como as taxas de rendimento dos títulos do Tesouro. Ao mesmo tempo, a subida dos preços do petróleo reforça a opinião de que os bancos centrais, incluindo a Fed, permanecerão cautelosos quanto à flexibilização da política monetária devido aos riscos persistentes de inflação.
Gráficos da PRATA e do OURO (D1)
A prata interrompeu a sua queda após atingir a EMA200 (linha vermelha), com a vela diária de hoje a apresentar uma sombra inferior cada vez mais longa, sugerindo procura a estes níveis. No entanto, dada a sua significativa utilização industrial, a prata poderá permanecer mais sensível a um potencial choque impulsionado pelo petróleo que possa abrandar a economia global — e, por extensão, a procura industrial.
No que diz respeito ao ouro, o preço reagiu ao apoio tanto da EMA200 (linha vermelha) como da anterior zona de vendas massivas de finais de janeiro e início de fevereiro (cerca de 4.500 dólares por onça). Uma recuperação a partir dos níveis atuais poderá abrir caminho para um teste dos 5.000 dólares por onça, enquanto uma correção mais profunda poderá aproximar os preços dos 4.000 dólares, onde se observaram fortes reações de preço no outono de 2025.
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