19:22 · 15 de julho de 2026

Resumo do dia: Wall Street sobe, Dow Jones perto de máximos históricos

Os índices norte-americanos estão a registar uma sessão sólida hoje, enquanto o Nasdaq 100 regista uma descida inferior a 0,2%, apesar de uma onda de vendas inicialmente acentuada nas ações ligadas ao tema da inteligência artificial. O S&P 500 está a subir 0,3% e a ser negociado cada vez mais próximo do nível dos 7 600 pontos, enquanto o Dow Jones se mantém próximo de máximos históricos. A inflação dos preços no produtor de junho ficou abaixo das expectativas, o que, juntamente com resultados financeiros sólidos e uma recuperação das ações da ASML, apoiou os ativos de risco.

  • PPI de junho (mensal): -0,3% (Previsão: 0,0%; Anterior: 0,6%)
  • PPI de junho (anual): 5,5% (Previsão: 6,2%; Anterior: 6,0%)
  • PPI subjacente (mês a mês): 0,2% (Previsão: 0,3%; Anterior: 0,4%)
  • PPI subjacente (ano a ano): 4,7% (Previsão: 5,2%; Anterior: 4,9%)

Mais um relatório sobre a inflação nos EUA surpreendeu negativamente. Os preços no produtor registaram uma descida de 0,3% em relação ao mês anterior, enquanto tanto a inflação global como a inflação subjacente, em termos anuais, abrandaram mais do que os economistas esperavam. Os dados vieram reforçar o relatório de ontem sobre o IPC, que se revelou mais fraco do que o esperado, reforçando as expectativas de que as pressões inflacionistas continuam a abrandar.

O Banco do Canadá (BoC) manteve a sua taxa de juro de referência inalterada em 2,25%, em linha com as expectativas do mercado. Os responsáveis políticos afirmaram que o atual nível das taxas de juro continua a ser adequado para apoiar a recuperação económica. O banco central reduziu a sua previsão de crescimento do PIB para 2026 de 1,2% para 0,7%, ao mesmo tempo que elevou a sua projeção de crescimento para 2027 de 1,6% para 1,8%. Aumentou também a sua estimativa para o crescimento anualizado do PIB no segundo trimestre para 2,5%, na sequência de uma contração de 0,1% no primeiro trimestre.

O BoC espera que o crescimento económico acelere gradualmente ao longo de 2027 e 2028. Prevê que a inflação abrande para cerca de 2,5% no segundo semestre de 2026, antes de regressar à sua meta de 2% no início de 2027. O banco central salientou ainda que as expectativas de inflação a longo prazo das empresas permanecem bem ancoradas, enquanto o mercado de trabalho do Canadá continua fraco, mas globalmente estável.

Gráfico de futuros do DJIA (US30, intervalo D1)

Fonte: xStation5

 

Vítor Madeira

Analista XTB

Vítor Madeira é economista e responsável pela área de Research na XTB Portugal, com uma forte paixão pelos mercados financeiros. Dedica-se à produção de análises aprofundadas, focadas na identificação de tendências e oportunidades de investimento nas várias classes de ativos.

Com vasta experiência em trading e especialização em análise técnica e fundamental, destaca-se pela capacidade de transformar informação complexa em insights claros, acessíveis e práticos para os investidores, tendo como principal foco o trading de ações.

Concluiu recentemente com sucesso o Nível I do CFA e encontra-se atualmente a preparar o Nível II. O seu trabalho contribui para decisões de investimento mais informadas, reforçando a missão da XTB de promover conhecimento financeiro rigoroso e confiável.

Mais sobre o analista 
15 de julho de 2026, 18:52

Época de resultados em Wall Street: O que devemos esperar para o S&P500?

15 de julho de 2026, 15:41

Abertura de Wall Street: S&P 500 sobe com os dados do PPI 🔼 Memórias continuam em queda, paypal dispara 15%

15 de julho de 2026, 14:43

Resumo do mercado: Índices sobem com a valorização das ações do setor tecnológico e a divulgação de dados mais baixos do PPI dos EUA

15 de julho de 2026, 11:43

Abertura do Mercado Europeu | 15/07/26

Este material é uma comunicação de marketing na aceção do artigo 24.º, n.º 3, da Diretiva 2014/65 / UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014, sobre os mercados de instrumentos financeiros e que altera a Diretiva 2002/92 / CE e Diretiva 2011/61/ UE (MiFID II). A comunicação de marketing não é uma recomendação de investimento ou informação que recomenda ou sugere uma estratégia de investimento na aceção do Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho de 16 de abril de 2014 sobre o abuso de mercado (regulamentação do abuso de mercado) e revogação da Diretiva 2003/6 / CE do Parlamento Europeu e do Conselho e das Diretivas da Comissão 2003/124 / CE, 2003/125 / CE e 2004/72 / CE e do Regulamento Delegado da Comissão (UE ) 2016/958 de 9 de março de 2016 que completa o Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito às normas técnicas regulamentares para as disposições técnicas para a apresentação objetiva de recomendações de investimento, ou outras informações, recomendação ou sugestão de uma estratégia de investimento e para a divulgação de interesses particulares ou indicações de conflitos de interesse ou qualquer outro conselho, incluindo na área de consultoria de investimento, nos termos do Código dos Valores Mobiliários, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 486/99, de 13 de Novembro. A comunicação de marketing é elaborada com a máxima diligência, objetividade, apresenta os factos do conhecimento do autor na data da preparação e é desprovida de quaisquer elementos de avaliação. A comunicação de marketing é elaborada sem considerar as necessidades do cliente, a sua situação financeira individual e não apresenta qualquer estratégia de investimento de forma alguma. A comunicação de marketing não constitui uma oferta ou oferta de venda, subscrição, convite de compra, publicidade ou promoção de qualquer instrumento financeiro. A XTB, S.A. - Sucursal em Portugal não se responsabiliza por quaisquer ações ou omissões do cliente, em particular pela aquisição ou alienação de instrumentos financeiros. A XTB não aceitará a responsabilidade por qualquer perda ou dano, incluindo, sem limitação, qualquer perda que possa surgir direta ou indiretamente realizada com base nas informações contidas na presente comunicação comercial. Caso o comunicado de marketing contenha informações sobre quaisquer resultados relativos aos instrumentos financeiros nela indicados, estes não constituem qualquer garantia ou previsão de resultados futuros. O desempenho passado não é necessariamente indicativo de resultados futuros, e qualquer pessoa que atue com base nesta informação fá-lo inteiramente por sua conta e risco.