O S&P 500 está a atingir hoje um novo máximo histórico, com Wall Street a beneficiar principalmente de uma mudança significativa nas expectativas relativamente à política do Fed. Na sequência de dados mais fracos do mercado de trabalho dos EUA, os investidores reduziram drasticamente as apostas numa subida das taxas de juro em outubro. A probabilidade de tal medida situa-se agora em cerca de 20%, uma descida em relação aos quase 70% registados há apenas uma semana.
No que diz respeito às ações, isto cria um cenário muito mais favorável. As expectativas reduzidas de um ciclo de aperto monetário agressivo a curto prazo estão a aliviar a pressão sobre as valorizações, enquanto as taxas de rendibilidade ligeiramente mais baixas dos títulos do Tesouro dos EUA estão a proporcionar um impulso adicional às ações. As ações do setor tecnológico são as que mais beneficiam, apoiadas pela melhoria do sentimento em relação às taxas de juro, bem como pelo entusiasmo contínuo em torno da inteligência artificial.
No entanto, a narrativa do mercado começa agora a deslocar-se do Fed para os resultados das empresas. A época de divulgação dos resultados do terceiro trimestre tem início na próxima semana com os principais bancos. O consenso do mercado aponta para um crescimento dos lucros do S&P 500 superior a 30% em termos homólogos, prevendo-se que o setor tecnológico e os investimentos relacionados com a IA representem uma parte significativa desse crescimento.
Por enquanto, Wall Street conta com apoio proveniente de duas frentes. O risco de um aumento das taxas de juro pelo Fed em outubro diminuiu acentuadamente, enquanto as expectativas em relação aos resultados continuam muito sólidas. Com o S&P 500 já a atingir um máximo histórico, a próxima fase da recuperação dependerá provavelmente, em primeiro lugar, dos resultados das empresas e das orientações futuras. Se a época de divulgação de resultados corresponder às expectativas atuais, o mercado em alta poderá ainda ter margem para continuar a subir.
S&P 500 (D1)
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