16:55 · 17 de junho de 2026

Será que Warsh vai voltar a baixar as taxas?

Para começar, uma alteração nas taxas de juro do outro lado do Atlântico seria hoje uma verdadeira sensação. A atenção centrar-se-á, portanto, em dois aspetos fundamentais: as projeções do Comité relativas às taxas de juro e a primeira conferência de imprensa de Kevin Warsh. As novas previsões da Reserva Federal para o crescimento económico e a inflação serão também dignas de nota.

Figura 1: Taxas de juro e rendimentos das obrigações nos EUA (1998 - 2026)

Fonte: XTB Research

O presidente do Comité escolhido por Trump terá pela frente uma tarefa difícil. Muitos esperam que ele procure agradar ao presidente, adotando uma postura moderada. Ao mesmo tempo, a sua mensagem será analisada minuciosamente por analistas de todo o mundo, que estarão atentos para verificar se existe uma discrepância significativa entre as declarações de Warsh e os sinais provenientes do resto do Comité. Se for esse o caso, o novo presidente poderá perder a confiança dos investidores logo desde o início. Parece, portanto, improvável que opte por uma mudança muito acentuada na retórica.

As condições atuais não parecem permitir grande flexibilidade. Dito isto, a assinatura de um memorando entre os EUA e o Irão, agendada para sexta-feira, deverá facilitar um pouco a tarefa de Warsh, permitindo-lhe adotar uma abordagem um pouco mais distanciada em relação aos riscos de inflação que têm estado recentemente em destaque. Fundamentalmente, os seus comentários serão ponderados à luz das projeções de taxas de juro do Comité (o «Dot Plot»).

Antes da decisão, o mercado mantém-se invulgarmente calmo. Tanto o S&P 500 como o Nasdaq Composite registam hoje uma descida de 0,1%, tal como o dólar face ao euro de referência. A declaração do FOMC, que será acompanhada pelo referido «Dot Plot» e pela conferência de imprensa de Warsh, poderá pôr fim a este idílio.

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