A Dogecoin (DOGE) é uma criptomoeda (criptoativo ao abrigo do MiCA) criada em 2013 como paródia, inspirada num popular meme da internet com um cão da raça Shiba Inu. Apesar da origem humorística, tornou-se uma das criptomoedas mais conhecidas do mundo, com uma comunidade ativa e uma forte presença nas redes sociais. A sua cotação é influenciada sobretudo pelo sentimento do mercado cripto, pela atenção mediática e por declarações de figuras públicas.
Saiba mais sobre a origem da Dogecoin, como funciona, o que influencia o seu preço e como negociar CFDs sobre este ativo na XTB, bem como os principais riscos associados.
Pontos-chave sobre a Dogecoin
- Memecoin pioneira: lançada em 2013 como paródia, é uma das memecoins mais antigas e conhecidas do mercado.
- Oferta sem limite máximo: ao contrário do Bitcoin, a Dogecoin não tem um limite de oferta; são emitidos cerca de 5 mil milhões de novas unidades por ano.
- Blockchain própria: funciona com um mecanismo de proof-of-work, em que mineiros validam as transações.
- Sensibilidade ao sentimento e a figuras públicas: a atenção mediática, as redes sociais e declarações de personalidades como Elon Musk já provocaram movimentos acentuados no preço.
- Volatilidade elevada: o preço pode registar oscilações acentuadas e encontra-se muito abaixo do máximo histórico de 2021, sem garantia de valorização futura.
O que é a Dogecoin?
A Dogecoin foi lançada a 6 de dezembro de 2013 pelos engenheiros de software Billy Markus e Jackson Palmer. Começou como uma brincadeira, baseada no meme "Doge", e foi desenvolvida a partir do código do Litecoin.
Ao longo dos anos, a Dogecoin ganhou notoriedade através das redes sociais. Em 2020 e 2021, mensagens públicas de Elon Musk contribuíram para uma forte subida do interesse e do preço, e em maio de 2021 a capitalização de mercado chegou a ultrapassar os 85 mil milhões de dólares. Em 2021 foi também reestruturada a Dogecoin Foundation, organização que apoia o desenvolvimento e o ecossistema do projeto.
Ao contrário de memecoins mais recentes que utilizam redes de terceiros, a Dogecoin tem uma blockchain própria. A sua utilidade é limitada: pode ser usada em pagamentos e gorjetas, mas o seu valor depende sobretudo da oferta e da procura e do interesse dos participantes no mercado.
Como funciona a Dogecoin?
A Dogecoin funciona numa blockchain própria que utiliza o algoritmo de proof of work Scrypt. Os mineiros validam as transações e criam novos blocos, recebendo como recompensa 10.000 DOGE por bloco. O tempo médio entre blocos é de cerca de um minuto, mais rápido do que no Bitcoin (cerca de 10 minutos) e no Litecoin (cerca de 2,5 minutos). A Dogecoin pode ser minerada em simultâneo com o Litecoin (mineração combinada).
A oferta não tem limite máximo. Foi inicialmente prevista uma oferta de 100 mil milhões de unidades, atingida em 2015; desde então, são emitidas cerca de 5 mil milhões de novas DOGE por ano, o que significa que a oferta em circulação continua a crescer. Em outubro de 2026, a oferta em circulação rondava os 156 mil milhões de unidades.
Tal como outros criptoativos sem mecanismos de governação ou de partilha de lucros, a posse de DOGE não confere direitos a dividendos ou a ativos de uma empresa. O seu valor depende sobretudo da oferta e da procura e do sentimento do mercado.
Como comprar Dogecoin? Negociar CFDs na XTB
Quem procura comprar Dogecoin tem, em termos gerais, duas formas de obter exposição ao ativo: 1) comprar a moeda em plataformas de criptoativos que a disponibilizem, ficando com a sua posse; 2) ou negociar CFDs, em que se especula sobre a evolução do preço sem adquirir a moeda.
Na XTB, é possível obter exposição à evolução do preço da Dogecoin através de CFDs sobre criptomoedas, ou seja, fazer trading de CFDs sobre Dogecoin.
Um CFD (contrato por diferenças) é um instrumento financeiro que permite especular sobre a subida ou descida do preço de um ativo sem adquirir diretamente o criptoativo subjacente. A negociação de CFDs pode envolver alavancagem, o que amplifica tanto os ganhos como as perdas. Leia mais sobre o trading de criptomoedas neste guia completo.
Antes de negociar, é importante compreender as características do instrumento, os custos associados e os riscos de mercado. Os CFDs sobre criptomoedas são instrumentos de risco elevado e podem resultar na perda de capital.
O que influencia o preço da Dogecoin?
O preço da Dogecoin pode ser influenciado por vários fatores, muitos dos quais estão relacionados com a perceção pública e o sentimento do mercado, em vez de indicadores tradicionais de utilização tecnológica.
- Declarações de figuras públicas: mensagens nas redes sociais de personalidades como Elon Musk já provocaram movimentos acentuados no preço.
- Popularidade e atenção mediática: a exposição nas redes sociais e nos meios de comunicação pode aumentar ou diminuir a procura.
- Sentimento do mercado cripto: a evolução do Bitcoin e do mercado em geral, bem como o apetite pelo risco, influenciam o comportamento dos participantes.
- Oferta ilimitada: a emissão contínua de novas DOGE aumenta a oferta em circulação ao longo do tempo.
- Adoção e novidades do ecossistema: anúncios de parcerias, integrações de pagamento, produtos financeiros associados ou atualizações da rede podem alterar o interesse pelo ativo.
- Contexto macroeconómico e regulação: alterações nas taxas de juro, na liquidez global ou no enquadramento regulatório dos criptoativos podem afetar o mercado.
- Liquidez e atividade de negociação: mudanças no volume de negociação e na liquidez podem acentuar os movimentos de preço.
Estes fatores não permitem prever com segurança a evolução futura da cotação. A Dogecoin pode registar oscilações acentuadas em resposta a acontecimentos inesperados, mudanças de popularidade ou alterações no comportamento dos participantes no mercado.
Quais são os riscos da Dogecoin?
A Dogecoin apresenta riscos significativos, sobretudo devido à sua dependência do sentimento do mercado e à ausência de uma utilidade económica que sustente necessariamente a procura pelo ativo.
- Volatilidade elevada: a cotação pode subir ou descer rapidamente, especialmente em períodos de maior atenção mediática.
- Dependência do sentimento e de figuras públicas: mudanças na perceção pública ou declarações de personalidades influentes podem afetar rapidamente a procura.
- Oferta sem limite: a emissão contínua de novas unidades pode exercer pressão sobre o preço ao longo do tempo.
- Ausência de direitos económicos: a posse de DOGE não confere direitos a dividendos, lucros ou ativos de uma empresa.
- Risco de liquidez: a capacidade de negociar o ativo ao preço pretendido pode variar consoante as condições do mercado.
- Risco tecnológico e de rede: falhas, vulnerabilidades ou alterações na rede e na mineração podem afetar as transações.
- Risco regulatório: alterações na regulação dos criptoativos podem afetar a negociação e a procura.
A negociação de CFDs sobre a Dogecoin envolve riscos adicionais, incluindo o efeito da alavancagem, que pode ampliar tanto os ganhos como as perdas. Um CFD proporciona exposição à evolução do preço do ativo subjacente, mas não equivale à sua posse direta.