As ações da Oracle (ORCL.US) estão a recuar mais de 4% nas negociações de pré-mercado desta terça-feira, revertendo parte do ganho de quase 10% registado na sessão anterior. A queda não se deveu a um enfraquecimento dos fundamentos da empresa, mas sim às crescentes preocupações dos investidores quanto aos custos da expansão da infraestrutura de inteligência artificial. As ações da Alphabet (GOOGL.US) também caíram quase 3% depois de a empresa ter anunciado planos para angariar aproximadamente 80 mil milhões de dólares através de uma oferta de ações, com vista a financiar investimentos em tecnologias de próxima geração.
Pontos-chave
- A Oracle registou uma queda superior a 4% nas negociações pré-mercado, após as suas ações terem atingido os níveis mais elevados desde novembro durante a sessão anterior.
- A Alphabet planeia angariar 80 mil milhões de dólares através de uma venda de ações, com as receitas destinadas a investimentos em infraestruturas de IA.
- Os investidores estão cada vez mais focados não só no potencial de crescimento da IA, mas também no capital avultado necessário para a sustentar.
A Alphabet destaca a dimensão dos gastos com IA
O gatilho para a queda da Oracle foi o anúncio da Alphabet de uma oferta de ações no valor de 80 mil milhões de dólares. Espera-se que a Berkshire Hathaway participe no negócio com um investimento de cerca de 10 mil milhões de dólares. O capital angariado será utilizado para expandir a capacidade dos centros de dados e a infraestrutura informática necessárias para satisfazer a crescente procura por serviços de IA.
Esta medida destaca o quão dispendiosa se tornou a corrida pela liderança em IA. Em abril, a Alphabet aumentou o seu orçamento previsto de despesas de capital para o ano para 190 mil milhões de dólares. Para os investidores, isto serve como um lembrete de que o sucesso na IA depende não só da tecnologia e da procura dos clientes, mas também do acesso a enormes quantidades de capital.
Por que razão os investidores estão a reagir através da Oracle?
Para a Oracle, o boom da IA pode ser uma faca de dois gumes. Por um lado, a empresa beneficia da crescente procura por infraestruturas na nuvem e soluções de software empresarial. Por outro lado, os investidores começam a questionar por quanto tempo as empresas de tecnologia poderão continuar a financiar investimentos maciços em IA sem exercer pressão sobre as margens, os balanços ou as futuras necessidades de angariação de capital.
Consequentemente, o mercado está cada vez mais focado não só nas empresas que poderão beneficiar da inteligência artificial, mas também naquelas que, em última análise, poderão suportar os maiores custos da construção da infraestrutura subjacente.
Fonte: xStation5
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