🌍 GEOPOLÍTICA – Estreito de Ormuz / Irão
- O conflito entre os EUA e o Irão continua a ser o principal fator determinante dos mercados. No sábado, Trump anunciou que um acordo sobre a abertura do Estreito de Ormuz estava «em grande parte negociado» e que o acordo seria anunciado em breve. No entanto, no domingo, ele mudou de posição, afirmando que não havia pressa e que o bloqueio naval permaneceria em vigor até que o acordo fosse assinado e ratificado.
- O Secretário de Estado Rubio confirmou que está em cima da mesa uma «proposta substancial» relativa à reabertura do Estreito, salientando que será dada toda a oportunidade à diplomacia antes de se considerarem alternativas. Provas concretas de uma reabertura parcial: dois navios-tanque de GNL partiram do Estreito de Ormuz com destino ao Paquistão e à China, e um superpetroleiro que transportava petróleo iraquiano para a China partiu do Golfo no sábado, após ter ficado encalhado durante quase três meses.
🏦 MACRO / BANCOS CENTRAIS
- O novo presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, assumiu o cargo num contexto de estagflação – os mercados estão a descontar totalmente um aumento de 25 pontos base na taxa de juro em janeiro de 2027, o que marca uma reviravolta dramática em relação às expectativas anteriores ao início do conflito (dois cortes em 2026). A confiança dos consumidores norte-americanos caiu para mínimos históricos em maio, num contexto de subida dos preços dos combustíveis.
- Lagarde sinalizou uma revisão das previsões de inflação do BCE antes da reunião de 11 de junho – o mercado está a acompanhar de perto para ver se o BCE irá ajustar a sua trajetória de taxas de juro face ao choque energético. O NZIER recomenda que o RBNZ mantenha as taxas em 2,25% esta semana (27 de maio), mas indica que são prováveis aumentos nos próximos trimestres.
- O PBOC fixou a taxa de câmbio USD/CNY em 6,8318 – um yuan significativamente mais forte do que as estimativas do mercado (6,7880) –, o que é visto como um sinal subtil de apoio à valorização da moeda chinesa. Singapura superou as previsões de crescimento do PIB para o primeiro trimestre, e o banco central local, o MAS, sinalizou uma estabilização na política de taxas de juro, embora o Ministério do Comércio esteja a alertar para os riscos provenientes do Médio Oriente.
📈 MERCADOS – VISÃO GERAL
- O sentimento de apetite pelo risco dominou o início da semana: os futuros do S&P 500 subiram +0,7%, os futuros do Nasdaq +1,2% e o ouro está a valorizar +1,4% devido a um dólar mais fraco. Na sexta-feira, o Dow Jones fechou num máximo histórico de 50 579 pontos (+0,58%), o S&P 500 em 7473 pontos (+0,37%) e o Nasdaq em 26 343 pontos (+0,19%).
- Nota sobre a liquidez do mercado – os mercados estão fechados hoje nos EUA (Memorial Day), no Reino Unido (Spring Bank Holiday), em Hong Kong e na Coreia do Sul. Algumas bolsas de valores europeias também celebram a Segunda-feira de Pentecostes (Alemanha, França, Suíça, Áustria), embora a Euronext e a Xetra estejam abertas – a bolsa de valores suíça estará fechada. A escassa liquidez poderá amplificar drasticamente qualquer notícia proveniente de Teerão ou de Washington.
🌏 ÁSIA
- O Nikkei 225 atingiu um máximo histórico, ultrapassando sucessivamente as marcas dos 64 000 e 65 000 pontos – fechando nos 65 263 pontos (+3,04%). Esta foi uma reação direta à queda dos preços do petróleo e aos progressos nas negociações com o Irão. O Taiex de Taiwan também atingiu um máximo histórico acima dos 43 000 pontos (+2,91%).
- O ASX 200 australiano subiu +0,47%, o CSI 300 chinês subiu +0,91% e o Nifty 50 indiano subiu +1,03%. Não há divulgações económicas importantes agendadas para a Ásia hoje – não estão previstos dados significativos.
- O JP225 (CFD) subiu 3,24% hoje, para 65 372 – o maior ganho entre os principais índices. O DE40 subiu 1,65% (25 252) e o EU50 subiu 1,60% (6 094) – Os futuros europeus estão a abrir em alta, num clima de apetite pelo risco.
💱 MOEDAS
- O CHF é, de longe, a moeda mais forte hoje (Medidor de Força das Moedas), com a GBP e o AUD em segundo e terceiro lugar. No outro extremo da escala, o JPY, o USD e o NZD são os mais fracos – uma clara mudança das moedas de refúgio para moedas de maior risco.
- O EUR/USD subiu +0,11% para 1,1643, o GBP/USD subiu +0,26% para 1,3486. O USD/JPY mantém-se praticamente inalterado em 158,86. O EUR/PLN mantém-se estável em 4,2343, enquanto o USD/PLN registou uma ligeira descida (-0,12%) para 3,6367 – o zloty está a valorizar-se ligeiramente devido à fraqueza do dólar.
- A NOK e o CHF estão a valorizar-se significativamente face a outras moedas, enquanto o JPY e a TRY estão sob pressão. O USDIDX (índice do dólar) registou uma descida de 0,30% para 98,93.
🛢️ MATÉRIAS-PRIMAS
- O petróleo é o maior perdedor da sessão: o OIL (CFD Brent) registou uma queda de 5,35%, para 94,52 $/bbl, enquanto o OIL.WTI caiu 5,75%, para 90,65 $/bbl – os níveis mais baixos em duas semanas. A queda é uma reação direta ao progresso nas negociações entre os EUA e o Irão e aos sinais de que o Estreito de Ormuz está a ser fisicamente desbloqueado.
- O ouro (GOLD CFD) subiu +1,21% para 4.562 $/onça – paradoxalmente, está a ser apoiado por um dólar mais fraco, em vez da habitual procura como porto seguro. A prata (SILVER CFD) está a subir de forma mais acentuada, com um aumento de +2,91% para 77,70 $/onça. O gás natural (NATGAS) registou uma descida de -0,86%, para 2,99 dólares.
- Os preços do petróleo mantêm-se acima dos níveis pré-guerra (com um aumento de 30% desde 28 de fevereiro), e os analistas alertam que, mesmo após a reabertura do Estreito de Ormuz, serão necessários meses para que a cadeia de abastecimento energético regresse ao normal – a pressão inflacionista não desaparecerá rapidamente.
₿ CRIPTOMOEDAS
- A Bitcoin (CFD) subiu +1,68% para 77 215 $ – está a evoluir em linha com o sentimento geral de apetite pelo risco, beneficiando de um dólar mais fraco e de uma melhoria no sentimento do mercado. O movimento é moderado em comparação com o desempenho das ações asiáticas.
🔑 O QUE ESTAR ATENTO HOJE
- Cada notícia sobre as negociações entre os EUA e o Irão é crucial – o mercado oscila entre a euforia e a desilusão. Com baixa liquidez (os EUA, o Reino Unido e partes da Europa estão fechados), cada tweet ou publicação de Trump ou Rubio poderá desencadear movimentos acentuados no petróleo, no dólar e nos futuros de índices. Só na terça-feira é que se voltará a ter uma sessão de negociação normal com liquidez total.
Fonte: xStation
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