Os resultados da EDP no primeiro trimestre de 2026 foram globalmente positivos, suportados pelo forte desempenho das redes elétricas na Península Ibérica e pelo crescimento da EDPR nos Estados Unidos. O grupo conseguiu compensar a pressão na unidade de FlexGen & Clients, afetada pela forte queda dos preços da eletricidade e pelo aumento dos custos operacionais. Em paralelo, a EDP reviu em alta o seu guidance para 2026, refletindo maior visibilidade nos negócios regulados e melhorias operacionais esperadas para o segundo semestre.
Principais destaques financeiros do 1T26 da EDP
Os principais números do trimestre mostram uma performance globalmente sólida, apesar de alguma pressão em determinadas áreas operacionais:
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Redes elétricas impulsionam estabilidade e crescimento do EBITDA
O segmento de Redes foi um dos principais suportes dos resultados. O EBITDA recorrente das redes elétricas subiu 9% em termos homólogos, para 438 milhões de euros, impulsionado pelo início dos novos períodos regulatórios na Península Ibérica e pelo crescimento da base de ativos regulados. Na Península Ibérica, o EBITDA aumentou 16%, para 265 milhões de euros, refletindo melhores retornos regulados, maior investimento e uma evolução positiva da RAB (Regulated Assets Base).
Em Portugal, a taxa de retorno regulada sobre a RAB subiu para 6,72%, mais 124 pontos base face ao 1T25, enquanto em Espanha passou para 6,58%, mais 100 pontos base. A EDP assinala ainda que o capex em redes ibéricas aumentou 40% no trimestre e que o plano para 2026 aponta para cerca de 700 milhões de euros de investimento nesta área. Esta dinâmica reforça a visibilidade do negócio regulado, embora continue dependente do enquadramento regulatório e da execução dos investimentos previstos.
FlexGen & Clients pressionada pela queda dos preços da eletricidade
A área de FlexGen & Clients teve um desempenho mais fraco. O EBITDA recorrente recuou 15%, para 445 milhões de euros, penalizado sobretudo pela descida dos preços grossistas de eletricidade na Península Ibérica e por custos mais elevados associados aos serviços de sistema no fornecimento de eletricidade aos clientes. O preço médio do pool espanhol caiu de 85 €/MWh no 1T25 para 44 €/MWh no 1T26, uma descida de 48%.
Custos operacionais controlados e aumento ligeiro da dívida líquida
Do lado dos custos, a EDP manteve uma postura disciplinada. O OPEX recorrente ajustado caiu 4% em termos nominais, para 450 milhões de euros, e recuou 8% face aos últimos dois anos em termos ajustados por inflação e câmbio.
A dívida líquida aumentou para 15,7 mil milhões de euros, contra 15,4 mil milhões no final de 2025, refletindo investimento líquido e impacto cambial, nomeadamente a apreciação do real brasileiro. Os custos financeiros líquidos aumentaram para 253 milhões de euros, num contexto de maior custo médio da dívida, que passou de 4,9% para 5,1%. Apesar disso, a empresa destaca uma estrutura de financiamento ainda sólida, com cerca de 80% da dívida a taxa fixa e liquidez.
EDP revê em alta o guidance para 2026 com maior visibilidade
A empresa reforçou as perspetivas para 2026, passando a apontar para um EBITDA recorrente de 5,2 mil milhões de euros e para um lucro líquido recorrente próximo de 1,3 mil milhões de euros. A revisão em alta do guidance, de cerca de 5%, assenta em três fatores principais: melhor contributo das redes na Península Ibérica, níveis elevados de albufeiras e uma eventual melhoria dos preços no segundo semestre, bem como maior visibilidade na EDPR, incluindo ganhos de rotação de ativos superiores ao anteriormente previsto.
Mercado reage de forma neutra apesar de resultados positivos da EDP
No entanto, ao analisarmos o comportamento das ações vemos que a reação acabou por ser relativamente neutra e nas sessões seguintes acabámos por alguma pressão de baixa que poderá estar associada também ao facto de vermos o preço das matérias-primas sob pressão devido aos novos desenvolvimentos em torno do Médio Oriente.

Desempenho das ações da EDP no gráfico Diário. Fonte: Station 5
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