Mercados e Empresas
- Os índices estão a recuperar as perdas, impulsionados pela esperança de um eventual reinício do tráfego pelo Estreito de Ormuz, depois de o primeiro petroleiro não iraniano, propriedade da National Shipping Corp. do Paquistão, ter atravessado com sucesso a via navegável, apesar do elevado nível de ameaça.
- A Europa lidera a recuperação: O índice alemão DAX (DE40) lidera a recuperação com um ganho de 1,1%, impulsionado principalmente por uma subida de 6,6% nas ações do Commerzbank, após o UniCredit italiano ter lançado uma nova oferta pública de aquisição. Amesterdão (NED25) e Londres (UK100) registam subidas de 1% e 0,9%, respetivamente, enquanto os mercados emergentes, como a Polónia (W20: +0,2%), continuam a ficar para trás.
- Foco setorial: As grandes petrolíferas mantêm-se dominantes, com o Brent a manter-se acima dos 100 $/bbl (Shell +1,3%, BP +0,6%). Os bancos e as empresas imobiliárias também estão a registar ganhos, impulsionados pela perspetiva de subidas das taxas de juro na zona euro.
- UniCredit vs. Commerzbank: O UniCredit anunciou a sua intenção de adquirir 100% do Commerzbank (em comparação com a sua participação atual de 30%), uma medida que desencadearia uma consolidação massiva no setor bancário europeu. No entanto, o conselho de administração do Commerzbank criticou a oferta por carecer de um prémio e de condições suficientes, tendo a CEO Bettina Orlopp reiterado o seu compromisso com uma estratégia independente.
- Revisão em alta da Bayer: Bayer as ações subiram quase 5% na sequência de uma revisão em alta do UBS para «Comprar». Os analistas estão otimistas quanto a um potencial acordo sobre o glifosato e ao forte desempenho de medicamentos como o Nubeqa e o Kerendia.
- Matérias-primas e mercados cambiais: A pressão sobre o petróleo no início da sessão diminuiu, com o Brent e o WTI a descerem para 102 dólares (-1,4%) e 95 dólares (-3,5%), respetivamente. O Índice do Dólar (USDIDX) está em baixa (-0,35%), sinalizando um regresso do apetite pelo risco. O AUD e o NZD subiram cerca de 0,9% face ao dólar, enquanto o EURUSD recuperou 0,4% para 1,148.
Economia e Geopolítica
- Inflação na Polónia: Em fevereiro de 2026, a inflação subjacente (excluindo alimentos e energia) abrandou para 2,5% em termos homólogos, enquanto o IPC global se situou em 2,1%. Embora estes dados do NBP revelem uma diminuição da pressão sobre os preços em segmentos-chave, ainda não refletem o mais recente choque nos preços da energia.
- A Coligação do Estreito de Ormuz: Donald Trump está a intensificar a pressão sobre os aliados da OTAN e a China para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, alertando que o futuro da OTAN está em jogo se os membros permanecerem inativos. Os EUA planeiam anunciar uma coligação multinacional de escolta já esta semana.
- A posição do Irão: O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, esclareceu que o estreito está «aberto» na perspetiva de Teerão, mas estritamente fechado aos EUA, a Israel e aos seus «aliados» que levaram a cabo uma «agressão injusta».
- Negociações comerciais: O negociador chinês Li descreveu as recentes negociações com os EUA como produtivas, centrando-se numa possível prorrogação das suspensões tarifárias.
- O Canadá desacelera: A inflação canadiana abrandou para 1,8% em fevereiro. Embora um efeito de base tenha ajudado a reduzir o valor global, os custos mensais dos combustíveis continuaram a subir 3,6% devido ao conflito no Médio Oriente.
Índice do Dólar (D1)
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Irão: Situação Atual e perspetivas
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