Uma das reuniões geopolíticas e económicas mais importantes do ano teve início hoje em Pequim com o encontro de Trump e Xi. Espera-se que a cimeira diplomática inclua negociações diretas entre os líderes dos Estados Unidos e da China, bem como conversações entre representantes do mundo empresarial americano e do Partido Comunista Chinês.
O mercado espera que os principais temas sejam a economia e a tecnologia. Isto é particularmente importante no contexto do atual «boom da IA» e da espetacular recuperação das ações do setor dos semicondutores.
Donald Trump confirma, em parte, estas expectativas apenas pela composição da delegação — esta está repleta de representantes e diretores executivos das mais importantes e maiores empresas tecnológicas e financeiras dos Estados Unidos.
Composição da delegação:
Tecnologia:
- Elon Musk — Tesla
- Tim Cook — Apple
- Jensen Huang — Nvidia
- Cristiano Amon — Qualcomm
- Sanjay Mehrotra — Micron
- Chuck Robbins — Cisco
- Dina Powell McCormick — Meta
- Jim Anderson — Coherent
- Jacob Thaysen — Illumina
Finanças:
- Larry Fink — BlackRock
- Stephen Schwarzman — Blackstone
- Jane Fraser — Citi
- David Solomon — Goldman Sachs
- Michael Miebach — Mastercard
- Ryan McInerney — Visa
Indústria:
- Kelly Ortberg — Boeing
- H. Lawrence Culp — GE
- Brian Sikes — Cargill
O mercado favorece claramente as empresas cujos representantes estão à mesa das negociações. Isto é especialmente visível no caso das empresas menos conhecidas do grupo.
- A Coherent registou uma subida superior a 7%. A Nvidia e a Tesla também estão a valorizar mais de 2%.
A partir da composição da delegação, é possível perceber mais do que apenas os nomes dos CEOs. As interações entre países a este nível — especialmente quando a China está envolvida — são tanto um espetáculo como um negócio.
A presença ou ausência de grandes intervenientes sinaliza o grau de proximidade e alinhamento entre a liderança de uma empresa e a administração dos EUA. Pode também indicar onde entidades específicas se enquadram na política económica atual e futura — ou que não se enquadram. Isto pode ser ainda mais importante para as empresas mais pequenas.
Também digna de nota é a decisão da Meta de enviar Dina Powell. Os interesses da Meta na China são limitados devido ao nível extremo de censura. Isto pode também ser um sinal da Meta ou do governo dos EUA na sequência da recente medida da China de bloquear a aquisição de uma das empresas chinesas de IA. Dina Powell é principalmente especialista em consultoria política e financiamento — não em tecnologia.
Este é apenas o início das negociações. Para além dos resultados formais, os investidores atentos devem acompanhar de perto os sinais e gestos indiretos dos participantes.
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