- O Fórum do BCE em Sintra reforçou as expectativas de estabilidade das taxas de juro, após Christine Lagarde e Kevin Warsh adotarem um discurso menos restritivo sobre a política monetária.
- A inflação na Zona Euro continua a abrandar, apoiando a visão de que o BCE poderá evitar um novo ciclo agressivo de subida das taxas de juro.
- Apesar da moderação do discurso do BCE e da Fed, as yields das obrigações permanecem elevadas, enquanto a queda do preço do petróleo reflete a redução das tensões no Médio Oriente.
- O Fórum do BCE em Sintra reforçou as expectativas de estabilidade das taxas de juro, após Christine Lagarde e Kevin Warsh adotarem um discurso menos restritivo sobre a política monetária.
- A inflação na Zona Euro continua a abrandar, apoiando a visão de que o BCE poderá evitar um novo ciclo agressivo de subida das taxas de juro.
- Apesar da moderação do discurso do BCE e da Fed, as yields das obrigações permanecem elevadas, enquanto a queda do preço do petróleo reflete a redução das tensões no Médio Oriente.
O Fórum do BCE em Sintra, que reuniu os principais responsáveis dos bancos centrais mundiais para debater a economia global e a política monetária, terminou com um tom menos restritivo. Christine Lagarde e Kevin Warsh sinalizaram uma menor pressão inflacionista, reforçando as expectativas de estabilidade das taxas de juro por parte do BCE e da Fed.
O que disseram Lagarde e Warsh no Fórum do BCE em Sintra?
Embora o evento em si não tenha tido grande impacto nos mercados financeiros, os comentários de Lagarde e Warsh podem ser vistos como importantes.
Lagarde admitiu que a última decisão de subir as taxas de juro foi influenciada sobretudo pelo risco de uma nova escalada da inflação devido às tensões no Médio Oriente. No entanto, reconheceu que esses riscos diminuíram e indicou que a atuação do Banco Central Europeu deverá ser bastante diferente da observada entre 2021 e 2022, quando o ciclo de subida das taxas foi particularmente agressivo.
Do lado da Fed, Kevin Warsh também surpreendeu os mercados com um discurso menos "hawkish". Após a última reunião do FOMC, os investidores receavam que a inflação pudesse obrigar a novas subidas das taxas de juro.
Apesar de reafirmar o objetivo de uma inflação de 2%, Warsh reconheceu que as pressões inflacionistas e as expectativas de inflação diminuíram ligeiramente no último mês, beneficiando dos progressos nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão.
Inflação da Zona Euro abranda mais do que o esperado
A mudança de tom surge numa semana em que foram divulgados novos dados da inflação. A pressão sobre os preços na Zona Euro, bem como em economias como França e Alemanha, continua a diminuir.
Além da desaceleração da inflação homóloga, as variações mensais do Índice de Preços no Consumidor (IPC) mostram mesmo contrações em alguns casos.
Yields continuam elevadas, mas dívida alemã começa a aliviar
Apesar dos discursos menos restritivos quanto à política monetária do lado do BCE e do Fed, vemos que os juros da dívida alemã e americana continuam em valores elevados, tanto a 2 como a 10 anos.
Ainda assim, é importante destacar a reação dos juros da dívida alemã que já começaram a recuar, enquanto que as yields nos EUA continuam laterais junto dos máximos anteriores.
Petróleo prolonga correção após redução das tensões no Médio Oriente
O alívio das tensões geopolíticas também se refletiu no mercado energético. Tanto o Brent como o WTI acumulam uma correção superior a 40% desde os máximos registados durante o pico das tensões no Médio Oriente.
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