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Guia sobre como investir na Anthropic e preparar-se para a respetiva IPO de 2026

A IPO de 2026 da Anthropic já tem contornos mais definidos: a empresa escolheu a Nasdaq como bolsa de listagem e, segundo a Bloomberg e a Reuters, está a preparar-se para uma avaliação de estreia de até 2 biliões de dólares, mas nem a data nem o preço por ação estão oficialmente confirmados. Atualmente, não há ações da Anthropic à venda, mas, após a sua eventual estreia, poderá negociá-las na XTB.

A IPO de 2026 da Anthropic já tem contornos mais definidos: a empresa escolheu a Nasdaq como bolsa de listagem e, segundo a Bloomberg e a Reuters, está a preparar-se para uma avaliação de estreia de até 2 biliões de dólares, mas nem a data nem o preço por ação estão oficialmente confirmados. Atualmente, não há ações da Anthropic à venda, mas, após a sua eventual estreia, poderá negociá-las na XTB.

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Pontos-chave

  • A Anthropic escolheu a Nasdaq para a sua eventual estreia em bolsa e é reportado que procura uma avaliação de cerca de 2 biliões de dólares, mais do dobro dos 965 mil milhões da sua última ronda privada.
  • A empresa ainda não confirmou uma data oficial; a imprensa aponta para outubro de 2026, mas isso continua a ser especulação até à publicação do prospeto.
  • A receita da Anthropic no 2.º trimestre de 2026 atingiu 11,5 mil milhões de dólares (14 vezes mais do que no ano anterior), com a receita anualizada a chegar aos 65 mil milhões em julho.
  • A Amazon detém uma participação estimada entre 19% e 21% (cerca de 190 mil milhões de dólares) e a Alphabet cerca de 14% (cerca de 130 mil milhões), o que as torna as principais beneficiárias indiretas de uma IPO bem-sucedida.
  • A Anthropic continua a não ser lucrativa segundo os critérios GAAP e só terá as suas contas auditadas publicamente quando o S-1 deixar de ser confidencial.

O que é a Anthropic e porque está toda a gente a falar da sua IPO?

A Anthropic PBC, empresa norte-americana criadora do assistente de inteligência artificial (IA) Claude, tornou-se um dos nomes mais procurados nos motores de pesquisa em 2026.

Fundada em 2021 por antigos colaboradores da OpenAI (entre eles, os irmãos Daniela e Dario Amodei, presidente e diretor-geral, respetivamente), a Anthropic rapidamente posicionou-se como a principal concorrente da criadora do ChatGPT. Em setembro de 2026, a empresa contava com quase 30 milhões de utilizadores particulares e mais de 300 mil clientes empresariais, incluindo oito das dez maiores empresas da Fortune 10.

O seu maior produto, o Claude, é hoje utilizado por mais de 300 mil clientes empresariais. Foi também a Anthropic que lançou o Claude Code em 2025, uma ferramenta de programação assistida por IA que depressa ultrapassou os 2,5 mil milhões de dólares em receitas por ano.

Contudo, antes de avançarmos, há que esclarecer que ainda não é possível comprar ações da Anthropic. A empresa continua a ser privada e qualquer informação sobre datas, preços ou avaliações de estreia deve ser lida com a devida prudência.

Qual é o estado atual da IPO da Anthropic?

O evento mais concreto até à data é a confirmação, pela própria Anthropic, de que foi confidencialmente submetido um rascunho do formulário S-1 à Securities and Exchange Commission (SEC) norte-americana a 1 de junho de 2026.

Esta submissão dá à empresa a opção de avançar para bolsa depois de a SEC concluir a sua revisão, mas não define nem o número de ações, nem o preço, nem sequer a garantia de que a oferta se concretizará.

Confirmado

  • Submissão confidencial do formulário S-1 à SEC a 1 de junho de 2026;
  • Rondas de financiamento sucessivas, com a Série H (maio de 2026) a avaliar a empresa em 965 mil milhões de dólares.

Reportado, mas ainda não confirmado oficialmente pela Anthropic

  • Segundo a Bloomberg, a Nasdaq foi escolhida como bolsa de listagem;
  • Segundo a Bloomberg, a Reuters e o Wall Street Journal, a empresa procura uma avaliação de estreia de até 2 biliões de dólares, podendo levantar até 100 mil milhões de dólares;
  • A Nvidia estará a ponderar um investimento âncora de cerca de 10 mil milhões de dólares na oferta;
  • Datas como “outubro de 2026” continuam a ser especulação de mercado.

Por confirmar

  • Data de estreia definitiva, intervalo de preço por ação, número de títulos a colocar no mercado.

Quanto vale a Anthropic? As rondas de financiamento que explicam o entusiasmo

A escalada na avaliação da Anthropic tem sido pouco comum, mesmo pelos padrões do setor tecnológico:

  • Em 2023, a empresa valia cerca de 4,1 mil milhões de dólares;
  • Em março de 2025, já valia 61,5 mil milhões;
  • Em setembro do mesmo ano, 183 mil milhões;
  • Em fevereiro de 2026, uma Série G de 30 mil milhões de dólares elevou a avaliação para 380 mil milhões;
  • Em maio de 2026, a Série H (65 mil milhões de dólares, coliderada por Sequoia Capital, Coatue, GIC e ICONIQ) elevou a avaliação pós-investimento para 965 mil milhões de dólares.

A receita anual (run-rate) da Anthropic atingiu cerca de 65 mil milhões de dólares em julho de 2026, depois de ter passado de aproximadamente mil milhões no final de 2024 para cerca de 47 mil milhões em maio de 2026. No segundo trimestre, a receita chegou aos 11,5 mil milhões de dólares, um salto de 14 vezes face ao ano anterior. Mais de 1000 clientes já gastam mais de 1 milhão de dólares por ano com a empresa, e cerca de 6000 gastam pelo menos 100 mil dólares anuais

Exemplo
Avaliação pós-investimento vs. preço por ação
Um equívoco comum é equiparar uma avaliação privada elevada a um preço por ação elevado. Se uma empresa obtém uma avaliação pós-investimento de 20 mil milhões de dólares e emitir mil milhões de ações, o preço teórico por ação é de 20 dólares; se emitir 10 mil milhões de ações, o preço cai para 2 dólares. Uma avaliação de 2 biliões de dólares não significa, por isso, que as ações da Anthropic vão estrear-se a um preço elevado, depende inteiramente do número de ações emitidas, que só será conhecido com a publicação do S-1.

 

Importa equilibrar este entusiasmo com um facto incontornável: a Anthropic ainda não é lucrativa segundo os critérios GAAP e as suas demonstrações financeiras só serão auditadas publicamente quando o S-1 deixar de ser confidencial.

Quando é que a Anthropic vai entrar na bolsa?

A data exata só será conhecida depois de a SEC concluir a análise da documentação e de o prospeto ser divulgado publicamente. O processo segue geralmente três fases: submissão confidencial do rascunho do S-1 (já concluída, a 1 de junho de 2026), publicação do prospeto S-1 finalizado, e uma ronda de apresentações a investidores institucionais (roadshow) antes da estreia.

Segundo a Bloomberg, a Reuters e a Forbes, a Anthropic está a avançar com os preparativos para uma listagem na Nasdaq com uma meta de avaliação de cerca de 2 biliões de dólares, e alguma imprensa aponta para outubro de 2026 como janela possível, mas a própria empresa não confirmou qualquer calendário, pelo que este continua a ser um cenário de mercado, não um facto.

Os sinais mais concretos de que a oferta está a aproximar-se são:

  • publicação do prospeto S-1 final (ainda confidencial à data desta atualização);
  • nomeação dos bancos de investimento subscritores principais;
  • anúncio do código de cotação e da faixa de preços preliminar.

Outras IPO de empresas de IA previstas para 2026

A potencial IPO da Anthropic insere-se num movimento mais amplo de maturação dos mercados de capitais ligados à IA.

A SpaceX, fundida com a xAI, realizou, a 12 de junho de 2026, aquela que a imprensa especializada descreveu como “a maior IPO tecnológica de sempre nos Estados Unidos”, levantando cerca de 75 mil milhões de dólares a 135 dólares por ação, com as ações a subirem 19% no primeiro dia de negociação, uma avaliação de 1,75 biliões de dólares que a Anthropic poderá agora ultrapassar. 

Pouco antes, em maio de 2026, fora a vez de a fabricante de chips de IA Cerebras estrear-se em bolsa, valorizando 68% logo no primeiro dia. Também a OpenAI submeteu confidencialmente o seu próprio formulário S-1, com reportagens a apontarem para uma possível estreia no último trimestre de 2026, ainda que a diretora financeira da empresa, Sarah Friar, tenha reiterado que uma IPO não está nos planos imediatos da organização.

Este conjunto de operações confirma que 2026 está a tornar-se um ano-chave para as IPO de empresas de IA, mas também serve de lembrete: nem todas as estreias em bolsa seguem o mesmo guião e a volatilidade no primeiro dia de negociação pode ser significativa em qualquer sentido.

O que precisa de saber sobre como investir na Anthropic

Esta é provavelmente uma das questões mais comuns entre investidores do setor tecnológico: “como posso investir na Anthropic?”. Pois bem, a resposta não é necessariamente a que se esperaria: ainda não é possível fazê-lo para a generalidade dos investidores de retalho.

Tratando-se de uma empresa privada, as suas ações não estão disponíveis em nenhuma bolsa pública e o acesso a mercados secundários privados (como a Forge Global, citada nas suas próprias análises sobre o tema) está normalmente reservado a investidores institucionais e qualificados, mediante aprovação prévia da empresa.

A própria Anthropic foi explícita em relação a este assunto: segundo a CoinDesk, a empresa declarou nulas quaisquer transferências de ações não aprovadas pelo seu conselho de administração, incluindo a transferência de títulos para veículos especiais (SPV) e a criação de tokens pré-IPO em blockchain.

Em maio de 2026, alguns destes tokens chegaram a implicar avaliações superiores a 1,5 biliões de dólares para a Anthropic (muito acima de qualquer ronda real de financiamento) antes de sofrerem quedas superiores a 40% num só dia, quando a empresa reiterou publicamente os seus avisos.

É exatamente para este tipo de situação que a XTB alerta os seus utilizadores na sua página de Segurança Online: os grupos privados no WhatsApp ou no Telegram que prometem acesso “exclusivo” a ações antes da IPO são um esquema clássico; ninguém pode garantir com certeza que uma empresa privada irá efetivamente abrir o seu capital, muito menos a que preço. Segundo o jornal Record, a própria CMVM já alertou para o aumento de esquemas fraudulentos de investimento divulgados através de aplicações de mensagens.

Por isso, a nossa recomendação é bastante simples: não há que ter pressa; nenhuma oportunidade legítima de investimento desaparece de um dia para o outro, e qualquer pedido de pagamento urgente, em criptomoeda ou através de um “contacto exclusivo”, deve ser tratado com total desconfiança.

Em caso de dúvida, pode sempre contactar a Linha de Apoio ao Investidor da CMVM (800 205 339) ou a equipa de apoio ao cliente da XTB.

Como poderá comprar ações da Anthropic depois da IPO

Caso a IPO se concretize, há duas formas de aceder às ações:

  1. Através do preço de oferta inicial (mercado primário);
  2. Em bolsa, depois de a negociação começar (mercado secundário).

Na prática, segundo dados citados pela Fidelity, cerca de 90% das ações de uma IPO típica são reservadas a investidores institucionais, ficando apenas uma fração reduzida disponível para retalho, através de corretoras participantes no sindicato de colocação (a SpaceX, com cerca de 30% das ações reservadas a retalho, foi uma exceção notável a este padrão).

Para a esmagadora maioria dos investidores particulares, a via realista será comprar ações da Anthropic no mercado secundário assim que a negociação se iniciar, tal como acontece com qualquer outra empresa cotada.

Assim que estiverem disponíveis para negociação, é expectável que as ações venham a integrar a oferta de ações e ETF da XTB, com comissões de 0% até 100.000 € de volume de negociação mensal (acima deste valor, aplica-se uma percentagem de 0,2%, com um mínimo de 10 €), incluindo a possibilidade de comprar ações fracionadas a partir de 10 €.

Caso procure uma exposição mais ativa ao movimento do preço, em vez da posse direta do título, poderá negociar a ação através de CFDs.

Enquadramento normativo em Portugal: CMVM, ESMA e MiFID II

Em Portugal, a entidade responsável pela supervisão dos mercados de valores mobiliários é a CMVM, que disponibiliza um Portal do Investidor e uma Linha de Apoio gratuita. Qualquer intermediário financeiro que opere em território nacional deve estar devidamente registado junto da CMVM, como é o caso da própria XTB, S.A. – Sucursal em Portugal, que está inscrita sob o número 341.

A nível europeu, a European Securities and Markets Authority (ESMA) introduziu, em 2018, um conjunto de medidas de intervenção para a comercialização de CFD junto de investidores de retalho que continuam em vigor:

  • Limites de alavancagem entre 30:1 e 2:1 consoante o ativo;
  • Encerramento automático de posições a 50% da margem mínima;
  • Proteção contra saldo negativo, que garante que um investidor de retalho nunca pode perder mais do que o capital depositado na sua conta.

A própria ESMA reconheceu, no comunicado de adoção destas medidas, que entre 74% e 89% das contas de retalho costumam perder dinheiro com a negociação de CFD, com perdas médias por cliente entre 1600 € e 29.000 €.

Este enquadramento regulatório aplica-se tanto à negociação geral de CFD como, quando existirem, a qualquer CFD sobre ações da Anthropic disponibilizado por corretoras autorizadas na União Europeia (UE).

O que verificar no prospeto S-1 antes de investir

Quando o prospeto S-1 da Anthropic deixar de ser confidencial, vai fornecer a primeira visão abrangente e auditada da sua situação financeira. Antes de tomar qualquer decisão, vale a pena analisar quatro áreas em particular:

  • Sustentabilidade das receitas e rentabilidade: de onde vem a receita recorrente e se existe um caminho claro para a rentabilidade segundo os critérios GAAP, dados os elevados custos operacionais associados ao desenvolvimento de modelos de IA;
  • Custos de infraestrutura: o peso do poder de computação e dos contratos de alojamento em nuvem, que podem comprimir significativamente as margens;
  • Concentração de parceiros estratégicos: se a empresa depende excessivamente de um único parceiro (por exemplo, ao nível de infraestrutura ou distribuição), o que amplifica o risco de contraparte;
  • Estruturas de voto e períodos de lock-up: se existe uma estrutura de direitos de voto de dupla classe que mantenha o controlo nos fundadores, e quando expiram os períodos de bloqueio que impedem colaboradores e investidores institucionais de vender ações logo após a estreia.

Invista em empresas de IA sem ter de esperar pela IPO da Anthropic

Chip de inteligência artificial com símbolo do dólar em cima
BlackJack3D/iStock

Se não pretende ficar à espera de uma data ainda incerta, já é perfeitamente possível investir em empresas de IA cotadas que financiam ou colaboram diretamente com a própria Anthropic e com o setor de IA em geral, nomeadamente:

  • A Nvidia: maior fabricante mundial de chips especializados em IA, e reportadamente a ponderar um investimento âncora de cerca de 10 mil milhões de dólares na própria IPO da Anthropic;
  • A Microsoft: parceira estratégica tanto da OpenAI como, mais recentemente, da própria Anthropic, integrando capacidades de IA nos seus produtos nucleares;
  • A Alphabet: um dos maiores investidores da Anthropic, com uma participação estimada em cerca de 14% (aproximadamente 130 mil milhões de dólares ao valor da última ronda);
  • A Amazon: investidora estratégica com uma participação estimada entre 19% e 21% (cerca de 190 mil milhões de dólares), e fornecedora de infraestrutura cloud através da AWS.

Importa recordar que, nestas empresas, a exposição à Anthropic é apenas uma fração diluída de negócios muito maiores, ou seja, não substitui nem replica uma posição direta na própria Anthropic.

Caso prefira diversificar em vez de escolher ações individuais, os ETF de IA são outra via amplamente utilizada, ao distribuir o capital por dezenas ou centenas de empresas ligadas a semicondutores, automação, robótica e software de IA.

Antes de avançar com qualquer uma destas opções, vale a pena rever os princípios de diversificação de uma carteira de investimento e os conceitos fundamentais de gestão de risco, de forma a construir uma estratégia alinhada com os seus perfil e horizonte temporal e não apenas reagir ao entusiasmo do momento.

Como começar a investir com a XTB em ações de IA em Portugal

Se procura ações de IA em Portugal, saiba que a XTB opera há mais de 20 anos no setor dos investimentos e está presente no mercado português através da XTB, S.A. – Sucursal em Portugal, com escritório na Praça Duque de Saldanha, em Lisboa, e apoio ao cliente em Português.

Invista em ações e ETFs sem comissões

Aproveite as oportunidades globais. Negoceie nas principais bolsas. *Para um volume de negócios mensal até 100.000 EUR (depois comissão de 0,2%, mínimo de 10 EUR). Investir envolve riscos.

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A empresa-mãe está cotada na Bolsa de Valores de Varsóvia desde 2016, o que implica obrigações regulares de transparência e divulgação financeira auditada.

Através de uma única conta e taxas transparentes, é possível aceder a mais de 9300 ações e ETF nos principais mercados europeus e norte-americanos, assim como a milhares de instrumentos CFD sobre Forex, índices, matérias-primas e criptomoedas. Estas são algumas das condições merecedoras de destaque:

  • A abertura de uma conta na XTB é gratuita e fica concluída em cerca de 15 minutos;
  • A negociação de ações e ETF até 100.000 € de volume mensal está isenta de comissões, aplicando-se uma taxa de 0,2% (mínimo de 10 €) apenas acima deste valor;
  • Os depósitos e levantamentos são gratuitos através de métodos selecionados;
  • Tem a possibilidade de receber juros sobre fundos não investidos enquanto aguarda pela oportunidade de investimento certa, com taxas variáveis atualizadas semanalmente e sujeitas a condições (o que significa que deve confirmar sempre o valor em vigor junto da XTB);
  • A XTB disponibiliza Planos de Investimento baseados em ETF, caso prefira uma abordagem mais passiva e regular.

Os fundos dos clientes são mantidos em contas segregadas, separadas dos ativos da própria corretora, encontrando-se cobertos por um fundo de compensação até 20.100 € (100% até 3000 €, 90% do excedente até 22.000 €), um mecanismo regulatório que reduz determinados riscos operacionais, mas que não elimina o risco de mercado inerente a qualquer investimento.

Em 2026, a XTB recebeu ainda os selos «Escolha Acertada», da DECO PROteste, e «Melhor App de Investimento», da Escolha do Consumidor, reconhecimentos que pode consultar na página de prémios da XTB.

A negociação é feita através da plataforma xStation 5, premiada internacionalmente, disponível tanto em desktop como em aplicação móvel, com gráficos interativos, notícias de mercado e análises diárias preparadas pela equipa de analistas da XTB. A marca conta também com o ex-futebolista Zlatan Ibrahimović como embaixador global.

Caso esteja a dar os primeiros passos no mundo dos investimentos, a XTB disponibiliza ainda uma vasta secção de artigos educativos e webinars diários, incluindo conteúdos dedicados a questões sobre como investir em ações de IA, o que constitui um bom ponto de partida para compreender o setor antes de tomar qualquer decisão de investimento.

Os riscos que precisa de conhecer antes de investir numa IPO de IA

O entusiasmo em torno da IA não serve de desculpa para se esquecer dos avisos repetidos de instituições internacionais de referência. No seu «Relatório de Estabilidade Financeira» de dezembro de 2025, o Banco de Inglaterra alertou que muitas valorizações de ativos de risco permanecem materialmente esticadas, sobretudo entre empresas tecnológicas focadas em IA. Pouco antes, a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, tinha alertado para um período de “euforia” em torno da IA, um aviso reforçado pelo Bank for International Settlements em junho de 2026.

Antes de decidir investir na Anthropic ou em qualquer outra potencial IPO de IA, vale a pena ter presentes estes pontos:

  • Risco de avaliação: uma meta de 2 biliões de dólares pode já estar a descontar anos de crescimento excecional — o preço pode subir ou descer significativamente no primeiro dia, como aconteceu com a Cerebras (+68%) e a SpaceX (+19%);
  • Risco do mercado potencial (TAM): a Anthropic estima um mercado total acessível superior a 30 biliões de dólares, mas isso é uma oportunidade teórica de longo prazo, não uma previsão de receitas;
  • Risco de rentabilidade: os elevados custos com computação, chips e centros de dados podem manter o fluxo de caixa livre abaixo do que a receita nominal sugere;
  • Risco de concorrência: a liderança tecnológica em IA pode mudar rapidamente, com a OpenAI e a Google a exercerem pressão sobre preços e quota de mercado;
  • Necessidades de capital: o desenvolvimento contínuo de modelos pode exigir financiamento adicional através de capital próprio ou dívida após a IPO;
  • Volatilidade pós-IPO: os períodos de lock-up normalmente impedem investidores institucionais e colaboradores de vender ações nos primeiros 90 a 180 dias, o que pode influenciar a liquidez e a volatilidade do título;
  • Auditoria pendente: as demonstrações financeiras só são auditadas publicamente quando o S-1 deixa de ser confidencial, até lá, os números divulgados pela própria empresa carecem de escrutínio externo.

Prepare-se com responsabilidade para a IPO de 2026 da Anthropic

Atualmente, não existe nenhuma forma legítima de comprar ações da Anthropic antes da sua eventual entrada em bolsa. Existe, sim, a possibilidade de se preparar com informação de qualidade: acompanhar as fontes oficiais, compreender como funciona o processo de uma IPO, rever os princípios de diversificação e de gestão de risco, e considerar, entretanto, uma exposição indireta através de ações ou ETF de IA já disponíveis em bolsa.

Se e quando a IPO da Anthropic se concretizar, com data, preço e prospeto público confirmados, a XTB manterá os seus clientes informados através da análise de mercado e da oferta de ações e ETF disponíveis na plataforma.

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FAQ

Não. A Anthropic continua a ser uma empresa privada e as suas ações não estão disponíveis em nenhuma bolsa pública. A própria empresa declarou nulas quaisquer vendas ou transferências de ações não aprovadas pelo seu conselho de administração, incluindo através de SPV ou tokens pré-IPO. Qualquer oferta externa aos canais oficiais deve ser tratada como um possível esquema fraudulento.

Ainda não há uma data oficialmente confirmada. A empresa submeteu confidencialmente um rascunho do S-1 à SEC a 1 de junho de 2026 e, segundo a Bloomberg e a Reuters, escolheu a Nasdaq como bolsa de listagem, com alguma imprensa a apontar outubro de 2026 como janela possível, mas isso continua a ser especulação de mercado, não um compromisso da empresa.

Caso a IPO se concretize e as ações comecem a ser negociadas publicamente, é expectável que passem a integrar a oferta de ações e ETF da XTB, sujeitas às condições normais de mercado, com possibilidade de compra de ações fracionadas e, eventualmente, negociação via CFD para quem deseje obter exposição alavancada a curto prazo.

Os riscos incluem valorizações privadas potencialmente desalinhadas do preço de mercado, falta de lucro atual em muitas destas empresas, elevada volatilidade no primeiro dia de negociação, períodos de lock-up para investidores institucionais e o facto de, historicamente, uma parte significativa das IPO ter desempenho inferior ao mercado nos anos seguintes à estreia.

Pode obter exposição indireta ao setor através de ações já cotadas de empresas como a Nvidia, a Microsoft, a Alphabet ou a Amazon (todas ligadas direta ou indiretamente ao desenvolvimento de IA) ou através de ETF temáticos de IA, que distribuem o investimento por várias empresas do setor em simultâneo, reduzindo o risco de concentração numa única empresa cotada.

A última avaliação privada confirmada é de 965 mil milhões de dólares (Série H, maio de 2026). Segundo a Bloomberg, a Reuters e o Wall Street Journal, a empresa procura uma avaliação de estreia de até 2 biliões de dólares, mas o preço final por ação só será conhecido com a publicação do prospeto S-1 e depende do número de ações emitidas, uma avaliação elevada não implica automaticamente um preço por ação elevado.

A estrutura acionista inclui fundadores, colaboradores, investidores de capital de risco e parceiros estratégicos. A Amazon detém uma participação estimada entre 19% e 21% e a Alphabet cerca de 14%, mas o desempenho bolsista de ambas continua a ser determinado, sobretudo, pelos seus negócios principais, de dimensão muito superior.

Henrique Tomé

Analista XTB

Henrique Tomé é analista de mercados financeiros, trader e investidor, com especialização em análise macroeconómica e no impacto desta nas diferentes classes de ativos. As suas análises e perspetivas sobre a evolução económica têm sido destacadas e reconhecidas por meios de referência nacionais e internacionais, incluindo o Financial Times. É formado em Finanças e Contabilidade e possui uma pós-graduação em Mercados Financeiros e Gestão de Risco pela Nova SBE.

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ETFs vs Ações: O Guia Essencial

Este material é uma comunicação de marketing na aceção do artigo 24.º, n.º 3, da Diretiva 2014/65 / UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014, sobre os mercados de instrumentos financeiros e que altera a Diretiva 2002/92 / CE e Diretiva 2011/61/ UE (MiFID II). A comunicação de marketing não é uma recomendação de investimento ou informação que recomenda ou sugere uma estratégia de investimento na aceção do Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho de 16 de abril de 2014 sobre o abuso de mercado (regulamentação do abuso de mercado) e revogação da Diretiva 2003/6 / CE do Parlamento Europeu e do Conselho e das Diretivas da Comissão 2003/124 / CE, 2003/125 / CE e 2004/72 / CE e do Regulamento Delegado da Comissão (UE ) 2016/958 de 9 de março de 2016 que completa o Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito às normas técnicas regulamentares para as disposições técnicas para a apresentação objetiva de recomendações de investimento, ou outras informações, recomendação ou sugestão de uma estratégia de investimento e para a divulgação de interesses particulares ou indicações de conflitos de interesse ou qualquer outro conselho, incluindo na área de consultoria de investimento, nos termos do Código dos Valores Mobiliários, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 486/99, de 13 de Novembro. A comunicação de marketing é elaborada com a máxima diligência, objetividade, apresenta os factos do conhecimento do autor na data da preparação e é desprovida de quaisquer elementos de avaliação. A comunicação de marketing é elaborada sem considerar as necessidades do cliente, a sua situação financeira individual e não apresenta qualquer estratégia de investimento de forma alguma. A comunicação de marketing não constitui uma oferta ou oferta de venda, subscrição, convite de compra, publicidade ou promoção de qualquer instrumento financeiro. A XTB, S.A. - Sucursal em Portugal não se responsabiliza por quaisquer ações ou omissões do cliente, em particular pela aquisição ou alienação de instrumentos financeiros. A XTB não aceitará a responsabilidade por qualquer perda ou dano, incluindo, sem limitação, qualquer perda que possa surgir direta ou indiretamente realizada com base nas informações contidas na presente comunicação comercial. Caso o comunicado de marketing contenha informações sobre quaisquer resultados relativos aos instrumentos financeiros nela indicados, estes não constituem qualquer garantia ou previsão de resultados futuros. O desempenho passado não é necessariamente indicativo de resultados futuros, e qualquer pessoa que atue com base nesta informação fá-lo inteiramente por sua conta e risco.