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10:37 · 15 de abril de 2026

Bolsas sobem com esperança de acordo no Médio Oriente

Horizonte da cidade de Teerã ao pôr do sol

Os mercados financeiros estão a reagir com forte otimismo à possibilidade de um acordo no Médio Oriente, com investidores a reduzirem rapidamente a perceção de risco e a regressarem a ativos mais arriscados.

Apesar de não terem resultado num avanço concreto, as negociações do último fim de semana abriram espaço para um possível “grande acordo”, segundo o vice-presidente JD Vance, envolvendo a reintegração económica do Irão em troca de concessões nucleares.

Além de JD Vence, Donald Trump afirmou que não espera que o cessar-fogo se prolongue, reforçando a expectativa de que um acordo estrutural possa surgir em breve.

Negociações no Médio Oriente ganham força e aumentam otimismo dos mercados

As conversações estão em curso através de canais diplomáticos, incluindo com o envolvimento do Paquistão. Espera-se uma nova ronda de negociações com altos responsáveis dos EUA. O prazo é apertado e o cessar-fogo funciona como um prazo limite. Os próximos dias serão cruciais para o desfecho das negociações.

Os EUA estão a oferecer a normalização económica e a integração global em troca do abandono das ambições nucleares do Irão. Isto sinaliza uma mudança para um quadro estratégico mais amplo, em vez de apenas um acordo de cessar-fogo.

Mercados entram em modo “risk-on” com queda da perceção de risco

Este aumento do apetite pelo risco (“risk-on”) está a refletir-se de forma transversal nos mercados globais que estão a corrigir os movimentos que registaram no início da guerra no Médio Oriente.

Petróleo recua mais de 20% após pico impulsionado pelo risco geopolítico

O petróleo, principal barómetro do risco geopolítico, foi o ativo que mais reagiu ao conflito, chegando quase a duplicar de valor devido ao prémio de risco incorporado nos preços. Neste momento o preço do Crude está a ser negociado perto dos 90$, enquanto que o Brent se encontra nos 95$.

Embora o petróleo esteja em valores ainda considerados “elevados”, os preços já corrigiram mais de 20% desde os seus máximos durante a guerra e a possibilidade de um novo acordo poderá contribuir para que a correção seja ainda mais acentuada nos preços.

Gás natural na Europa corrige após disparo superior a 100%

Na Europa, o gás natural disparou mais de 100% em poucas sessões, impulsionado por níveis baixos de armazenamento após o inverno e receios de escassez.

Estas valorizações surgiram numa altura em que o armazenamento de gás na Europa encontra-se em níveis baixos devido ao fim do Inverno onde os inventários tipicamente tendem a estar mais baixos. Esta percepção de falta de oferta e potencial aumento de procura devido à escassez da matéria-prima fez com que os preços disparassem.

Contudo, nas últimas sessões vemos os preços a estabilizarem e a recuarem perto de 40% desde os seus máximos relativos. Por outro lado, enquanto os preços na Europa disparam, os preços do gás americano mantiveram-se estáveis e recentemente até atingiram um novo mínimo anual.

Gráfico com o desempenho do gás natural americano e do Crude ao longo deste ano
KoyFin

Desempenho do gás natural americano e do Crude ao longo deste ano.

S&P 500 recupera e fica a menos de 1% de máximos históricos

A volatilidade no mercado não foi indiferente aos índices que acabaram por estar também expostos a momentos de grande volatilidade. O S&P 500 chegou a negociar mais de 10% abaixo do seu máximo histórico durante o pico da tensão, mas recuperou rapidamente e está agora a menos de 1% de novos recordes.

Esta mudança no comportamento do índice é visível também no setor tecnológico e nos restantes índices bolsistas mundiais, como nos EUA e os asiáticos. A recuperação deve-se sobretudo às expectativas de que seja alcançado um acordo entre EUA / Israel e o Irão.

Gráfico a mostrar desempenho ao longo deste ano do S&P 500 e do Euro Stoxxx 50
KoyFin

Desempenho ao longo deste ano do S&P 500 e do Euro Stoxxx 50.

O que esperar dos mercados

Estamos perante uma situação que em termos de reação / comportamento dos mercados é semelhante com o que aconteceu também no início do ano passado com a introdução de tarifas por parte dos EUA. Nessa altura vimos a volatilidade a aumentar consideravelmente e consequentemente os mercados a reagirem negativamente às notícias.

Este início de ano não foram as tarifas, mas sim o evento geopolítico que envolveu os EUA/Israel e o Irão e que arrastou todo o Médio Oriente para um cenário de guerra.

Se o conflito for resolvido no curto prazo, o impacto inflacionista deverá ser limitado e temporário. Por outro lado, a normalização da situação poderá pressionar ainda mais os preços da energia, num contexto em que a procura já se encontra fragilizada face à oferta.

No entanto, a procura por petróleo que já era baixa face à oferta, deverá ser ainda mais afetada quando a situação no Médio Oriente se normalizar, pois o aumento substancial dos preços deverá ter afetado negativamente ainda mais a procura, o que poderá ter também um impacto negativo nos preços da energia.

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